Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
A vida é como um tabuleiro de xadrez, todo mundo se come com uma finalidade: Sobreviver e salvar o rei.
Eu sou o horror da destruição, do ódio, do rancor, da miséria; tu és a serena brisa de verão, a maré que entra em contato com as praias, o oceano que solta ondas magníficas de felicidade.
Eu acredito em um deus sinfônico; ele apenas solta as notas que o maestro manda; você é o maestro da vida.
A imoralidade não faz parte do tudo, a imoralidade faz parte do vazio: Não entendemos corretamente. O tudo é a sabedoria e não encontro a imoralidade em uma mente sábia; as músicas imorais estão no vazio, e não encontro nada nelas além de desprezo, não sinto amor, não acho belo, e principalmente, é inexistente no meu coração. Já uma música bela; é cantada em sinfonia com a natureza, com o cosmos, a beleza da perfeição, é muito intrigante como essas músicas invadem meu coração e se apossam dos meus sentimentos, vencendo da razão.
Assim como uma música imoral é vazia por si só; quem escuta têm a mente e o coração vazio por natureza.
Eu sou uma ave em um oceano;
Sem onde pousar;
Sem onde descansar;
Eu sinto que não vivo nesse mundo;
Eu sinto que não fui criado para viver;
Eu fui criado para amar;
Eu fui criado para lutar;
Pela perfeição;
E pelo mundo dos ideais;
Amo você, alma.
Quem controla a razão porém deixa os sentimentos tomarem conta, são poetas; quem controla os sentimentos e faz com que a razão domine sua consciência, são filósofos; mas quem deixa o seu sentimento ser a fonte de inspiração para a razão, são os grandes sábios desse mundo.
A reputação é uma mentira contada um milhão de vezes, onde ninguém têm a verdade de sua alma em suas mãos.
