Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
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Os grandes, os ricos e os sábios sorriem-se: os pequenos, os pobres e os néscios dão gargalhadas.
A poesia é uma doença cerebral.
A honra quer dizer o preconceito de cada pessoa e de cada condição.
Tudo o que não é paixão tem um fundo de aborrecimento.
Os velhos doidos são mais doidos do que os novos.
Qualquer homem é capaz de fazer bem a outro homem; mas contribuirmos para a felicidade de uma sociedade inteira é parecermo-nos com os deuses.
A pobreza não tem bagagem, por isso marcha livre e escuteira na viagem da vida humana.
Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.
Todos se queixam, uns dos males que padecem, outros da insuficiência, incerteza, ou limitação dos bens de que gozam.
A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.
Os moços de juízo honram-se em parecer velhos, mas os velhos sem juízo procuram figurar como moços.
Existem a beleza que excita, a que comove e a que satisfaz: a melhor é a última.
A razão prevalece na velhice porque as paixões também envelhecem.
O nascer não se escolhe e não é culpa nascer do ruim, e sim imitá-lo; e é culpa maior nascer do bom e não imitá-lo.
Nunca melhora o seu estado quem muda só de lugar mas não de vida e hábitos.
O erro máximo dos filósofos foi pretender sempre que os povos filosofassem.
Há muita gente boa e feliz, porque não tem suficiente liberdade para se fazer má e desgraçada.
O desejo de igualdade levado ao extremo acaba no despotismo de uma única pessoa.
Nunca comeces o casamento por uma violação.
Os erros de uns são lições para outros; estes acertam porque aqueles erraram.