Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
A humanidade acorda toda manhã mas continua dormindo diante de tamanha manipulação social. Um verdadeiro reality show com milhares de pessoas interpretando um personagem que não condiz com a realidade. Chegamos enfim ao reino da hipocrisia. Mas toda essa farsa vai acabar um dia.
As adversidades revelam as verdadeiras amizades. E as riquezas, o ajuntar dos oportunistas e suas falsas sutilezas.
Dor da alma, quem pode entender?
Quem sente ou já sentiu, pode até mensurar, mas verdade é que dor da alma cada um tem. É sentimento particular, peculiaridade do indivíduo SER. Dor da alma transcende a razão, faz chorar o espírito, afasta o amor, traz sensações do esquisito, coisas fora da compreensão.
Dor da alma, quem pode decifrar, qual seja o remédio, para esta extirpar.
Diz o ser em seus ouvidos metafísico sensorial, que sor da alma precede de um grande mal, o EU doentio, cheio de um vazio existencial.
Sorte dos que a alma dói e conseguem reverter, ser liberto à dor da alma, ter alegria de viver.
Um sorriso no rosto, um brilho no olhar.
Uma alma que chora, sem lágrimas derramar.
É chorar de tristeza, ou rir pra não chorar.
Os risos de alegria podem muito amenizar.
Viver todos os momentos, aproveitar os bons e rogar a Deus que os maus não se perpetuem.
Às vezes você precisa guardar boas notícias para si mesmo. Porque infelizmente existem pessoas que adoram estragar tudo.
Não há tirania mais cruel que aquela que se exerce à sombra das leis e com as cores da justiça.
"Eu entreguei minha alma e meu coração, amei com uma intensidade que poucos conhecem, mas ela escolheu desistir de nós, deixando para trás tudo o que construímos. Agora, resta apenas o vazio onde antes havia sonhos, e a dor de ter amado o suficiente por nós dois.".
XIII – Visita à prisão
Lembro-me da história do homem que, bravo porque os ratos roíam seus papéis, pedaços de pão, casca de queijo e sapatos velhos, trouxe gatos para que caçassem os ratos; vendo que os gatos comiam ratos e, além disso, um dia lhe tiravam a carne das panelas, outro dia tiravam a carne do espeto, que ora pegavam uma pomba ora uma perna de carneiro, matou os gatos e disse: “QUE VOLTEM OS RATOS.”
Apliquem essa anedota, pois com grandes gatos em lugar de limpar a república. Vocês caçam e comem os ladrões, pequenos ratos que roubam uma bolsa, pegam um lenço, surrupiam uma capa e correm atrás de um chapéu, mas juntos vocês engolem um reino, roubam os bens e assolam as famílias. Infames! Prefiro ratos e não gatos.
" Não quero você apenas com um sorriso,
Com um projeto de vida ou uma esperança.
Não quero nem as circunstancias.
Que te levam a amar, senão na essência.
Não quero outra vez solidificar uma ilusão,
Nem lamentar o elo perdido que nos aproxima...
Pelo que pulsa algo maior.
...
Não quero você, senão inteira,
Sem pesadelos, sem lembranças
Disposta como o vento que atua sempre de gala.
Bravio, quando varre o palco
Ou manso, acariciando a platéia.
Que sejamos assim, areia e mar,
Sem a tempestade, que sempre acompanha,
Aqueles que são capazes de amar..."
Oscar.
“” Certa vez olhei no espelho e perguntei
Você é louco? E a imagem respondeu
Claro que não,
Louco é você que fica me perguntando essas coisas...””
