Amor não se Pede
Um sopro de amor
Um barulhinho do mar
Gostinho de tardinha
Pairando leve pelo ar
Tardinha de brisa
Cheiro de amor
Carinho a tardinha
Em pleno fragor
Tardinha sertaneja
De ternura e beleza
Colocando na mesa
A doçura de amor
Tardinha tão suave
Tão sua e tão minha
Tardinha, ai que maldade!
Já está deixando saudade...
Percebo o amor chegando macio,
Bem devagarzinho, ao jeito,
Ao ponto de me fazer crer nele,
E no universo íntimo e acalorado.
Eu busco no calor das tuas mãos,
No aconchego das tuas letras,
Ser mulher, ser poesia e ser alma;
Ser tua – nua – e com muita calma.
Sinto como nunca tivesse ido,
Bem devagarzinho, ao ponto,
É o jeito de me fazer crer nele,
E no juramento sussurrado.
Eu busco no calor do teu peito,
O alento que só ele pode dar,
No ritmo do teu jeito de amar,
Não canso de te buscar...
Amar é condição que se assume,
- é sopro de vida – é existir;
Um doce viver para alguém,
É dádiva de querer além do Bem.
Amar é santidade,
- liberdade
De viver de eternidade.
Amar é sobriedade,
- liberdade
De viver além da felicidade.
O tempo nunca será maior,
Do que o amor,
O tempo é senhor,
Mas tem princípio, meio e fim;
O amor é a eternidade dizendo
Que tu nasceste para mim.
Dizem que o tempo corrói o amor,
Contesto o que dizem sobre o tempo!
O tempo é o tempero do amor,
Ele é aliado – inefável – e o faz superior;
Não vire as costas para o tempo,
Ele é quem ressuscita o amor.
O tempo é senhor de sabedoria,
Ele tem didática própria,
Para nos ensinar a escrever,
- a nossa história;
Nos tira a retórica,
E faz de nós amantes da vitória.
É impossível conter a emoção
Diante dessa indomável paixão
Que fez o Sol do amor nascer
Resolvi me entregar
Deixar o amor levar
E o coração entregar
É incrível o arrepio na pele
Diante da tua presença
O teu sorriso é a minha crença
Escolhi te amar
Para sempre me dedicar
E o teu corpo louvar
O amor não oferece escolha
É amar você ou amar você
Quando o coração ama, não tem escolha.
Dizem que a cama é o paraíso,
Concluo que, o amor é o céu.
E as nuvens são os lençóis,
Protetoras de duas constelações.
Doces são as nossas intenções
Deitadas em prosas num imenso
Jardim celeste cor-de-rosa;
És a minha primavera eterna,
Declaradamente amorosa.
Dizem que o amor não engana,
Escolhi você para ser meu,
Um presente dado por Deus,
Uma canção que amaina,
O meu coração carente é teu,
O teu coração carente é meu.
Encontramos esse amor lindo,
Que dizem ser um vero desatino,
Acreditamos na força do destino,
Que trouxe esse amor com odor de
lavanda e um canteiro de carinhos.
Dizem que o amor é uma primavera
Que não passa - é verdade!...
Quem ama abandona a vaidade,
Vive de fé e encontra significado
- na simplicidade.
Eu aguardo por você porque o amor
Que nasceu, chegou em pleno fulgor,
E por nós celebrarei como se deve
A gala exigida pelo nosso amor;
Desprovidos de timidez seremos um só
- esplendor.
Anjos perfilados celebrando...,
O amor o céu iluminando,
Eu vou te buscar sorrindo...,
O Paraná está brindando,
Eu sei que estás me amando...,
O amor está se abrindo,
Você em breve estará chegando...
O coral de anjos o amor anunciando,
Capturados no amor em fotografia,
Fotografia também é poesia...,
Alguém eternizou o Parque do Lago,
Em fotografia, verso, prosa e poesia,
Numa ousadia que nunca antes alguém
ousaria - ou eternizaria...
Anjos perfilados celebrando...,
Suavemente eles estão cantando,
E os corações tomando rumo,
Eles irão tomar prumo,
E outros amores irão inspirando,
O anjos sabem flechar da forma certa,
E o amor seguirá semeando...
E nessa anunciação do coral de anjos,
Desses tons que nasceram como beijos,
Nos amamos com jeitos e trejeitos,
A vida está tomando rumo e forma,
Ela tem trote, ginga e galope,
Ela nos surpreende intermitentemente,
Guiada sempre pelo coral de anjos...
Até uma pétala vira mar
Com o tamanho do amor,
Nem na Praia de Tambaú
Navega-se sozinho...
Dá para ver lá da vista
Do Picãozinho,
Quando se trata de amor
Não se deve amar sozinho.
O vento abanando a minha
saia de renda,
Nasci prenda com alma de
Paraíba,
Carinhosa e arretada
Como uma boa nordestina,
Sou o Rio São Francisco
Se encontrando com o mar.
Água de coco, água de beber,
Assim é o nosso querer;
Não vamos nos perder,
Águas de cheiro a se reencontrar,
O amor sempre irá se renovar,
Nos vejo lá da vista do Picãozinho
Esperando o sol raiar...
Como se não houvesse o amanhã,
Pedi um pouco da tua atenção.
Vem, vem, vem, meu amor,
Só um pouco da tua atenção,
Para abandonar a ideia vã
de que não me tens no coração.
O teu carinho é como o solzinho
de verão se despedindo da tarde,
do canal de Barra do Sul
O teu jeito de ser faz iluminar,
e torna sempre o mundo ainda
mais azul...
A tua atenção sempre chega
em boa hora,
- tens a ternura de quem te
namora
E o amor de quem escreve
sobre o poente e a aurora.
Portanto, meu amor, não
vá embora, daqui a pouco
já será de noitinha...
Farei-te insinuações e as
melhores carícias até de
manhãzinha...
Aprendemos a ser amor
com as correntes do mar,
Elas são ora quentes e ora frias,
E mesmo assim não deixam
de se encontrar;
Somos dois eternos amantes
- a se [amar].
Não importa se está
nublado ou se está sol,
As noites ao teu lado
são de luar,
E o teu corpo estelar:
é a constelação
a nos iluminar.
Aprendemos ser amor
no dia a dia,
Até Salinas se torna
um rio de água doce,
Na sua boa companhia,
Somos dois eternos
amantes da [poesia].
Aprendemos a viver
com as correntes do mar,
Elas são mansas e ora bravias,
e mesmo assim não se deixam jamais;
São correntes que se unem,
e vivem a se [cortejar].
O amor e o coração da mulher
(fazem deste mundo um império),
Porque de ti peguei emprestada
(a sublime vista),
Em busca de aportar a orientação
(em busca de terra à vista),
O mar do Paraná também faz canção
(esconde um mistério),
E a mais sublime tentação...
Nunca ninguém contou,
E sequer comentou,
Quem nunca foi ao Paraná
(nessa vida nunca amou);
Eu te canto em todo lugar,
porque dentro de mim
você para sempre habitará.
Somos uma história que não findou,
e não (findará);
Dentro do teu coração para
sempre eu hei de morar,
E você jamais deixará de me amar;
porque sou como a brisa
do mar do imenso (Paraná).
Nasci para te amar,
Nestes versos vou te mostrar:
que o amor é um
oceano de amar,
que enfrenta o tempo.
E tem o firmamento
como signo celestial;
nasceste para ser a minha letra,
e o meu encanto sobrenatural.
O Paraná é um mistério de amor especial,
quem não conhece não sabe o que é -(sensacional).
A poesia segue solta
como as ondas do mar,
Poesia que se preze deixa
o amor se chegar,
Como fina dama ela sabe
se comportar,
E como cortesã ela sabe
o quê te dar...
Posso te amar
em todos os ritmos do Brasil,
Com grande competência
que ninguém viu,
E sequer nenhum ser humano ouviu,
Sou a prece que ao Pe. Cícero
você dirigiu.
A existência pode ser fugaz
- falaz,
O amor é que a torna audaz,
E esse teu amor dengoso
que você faz,
Você sempre acaba fazendo
com que eu vá atrás.
Camboinha, Camboinha, Camboinha,
Alguém tocou a campanhia,
Não me sinto mais sozinha,
Eu já tenho você e o Sol
para fazerem companhia.
Podem vir dias com pouco sol,
Não temo, confio em nós;
Porque o amor canta
Como um rouxinol.
Temos bons motivos,
Para nunca sermos sós,
E para ficarmos a sós:
É a primavera em floração
Fazendo companhia
Faça chuva ou faça sol.
Através destas mil fotografias
Que também são poesias,
- vou laçando o seu [coração
Porque se ama com os olhos, com a boca
E também com o [coração.
Com amor o campo se faz florido
Independente de [estação,
Vou nos perfumando
E provocando mil caminhos
Até o pote no final do arco- íris,
Que é o seu carinhoso [coração.
Trazemos um conjunto de manias, taras,
Costumes, hábitos - e doces perfumes.
Um conjunto de intenções que aos olhos denuncia,
Desse pecado não quero me fazer remida,
Sou a verdadeira miragem que não se apaga,
Carrego a honra do meu corpo nu de mulher amada,
A minha pele ao sabor do teu prazer - cintila.
Em finas letras jogadas ao vento - da forma mais 'feminina',
Provoco-te em poesias porque leio o teu pensamento,
Sei que esse você está para surgir
Novamente a qualquer momento:
Por isso a minh'alma não está aflita,
Vou seguindo semeando versos
Neste infinito campo de tulipas.
Eternizo nesse libelo a cor do nosso amor,
Elixir vindo através da tranquila maresia,
Espraiando em nós a mais íntima poesia;
Em letras corridas, escritas com louvor,
Sopra carinhosamente a brisa do mar...
O poente vem aconchegando a gente,
Assim vou te trazendo alegremente,
Tenho você para me fazer carinho,
Amar, deleitar-me e fazer sorrir
- simplesmente -
E sem nenhum motivo [aparente]...
Escrever para nós só se for com alegria,
Até na mais profunda nostalgia;
Caso um dia, queiras ir,
O teu coração procure de novo
Sempre pelo meu sorrir.
Quem escreve poesia recebeu o dom
Da sensibilidade para fazer
O outro amar mais do que amar,
E ser capaz de atingir até a eternidade
Tendo a coragem de cantar a saudade,
Vivendo a vida em plenitude,
Para se orgulhar do amor
Que sente de [verdade].
O tempo cria a sua própria margem,
Ele constrói a sua própria ponte,
E concede ao amor a gentil passagem,
Colocando os destinos em ciranda,
E fazendo rimas com perfume de lavanda.
Na regente sinfonia, no ápice do amor,
E no pico da extâse - não me deixes,
Porque esse prazer não pode passar
- em branco -
[ele deve ser vivido nas fendas],
E saboreado nas [boas entrelinhas]...
Deixa-me escrever sobre nós em teu
Corpo, e não se pônha em fuga!...
Quero ser tocata na boa ré [maior],
E não me faço de rogada se como presa
Eu for executada em ré [menor]!...
O teu olhar rapino encontrou a vítima
perfeita [em pleno desamparo],
Talvez eu não alcance as vielas estreitas
Do teu coração [altar oculto],
Derramada diante dos teu olhos escuros,
Faço de tudo e desfaço-me de tudo,
Arrisco-me nesses versos vadios
Para um dia ser tua - e serva desse amor,
Despudorado que é o dono desses versos desnudos.
Para sempre o seu nome
Será [resguardado],
Porque o amor em nós sempre vive,
Ele se revive em festa,
E no vinho mais tinto,
O amor jamais será apagado,
Ele é a nossa história,
O nosso mar [serenado].
Temos a sementeira do amor,
Amor que é amor nunca morre,
O amor não morre nem de fingimento,
Ele é um bouquet - o imortal sentimento,
Que dissipa as tempestades,
E traz o solar [encantamento].
Serena o teu coração,
Repousa a tua [cabeça],
Deixa o teu impulso agir,
Deixa o teu coração sentir,
Que o teu corpo encontrará
O caminho de [volta].
Amor, sossega aqui e me beija,
Como um beija-flor que beija a flor,
Como o sol beija a areia da praia,
A hora de amar nunca perde a hora,
Ela jamais se despede de nós,
A hora de amar é agora!... Regressa!...
Vem, toma o teu lugar,
Porque é sempre tempo de [amar]...
Protegidos estamos sobre o céu azul esmalte,
O teu amor é a minha fortaleza,
Desejo-te como um lindo amanhecer,
Sei que me amas com grandeza,
Estamos fazendo história com beleza.
Nos descaminhos do destino,
Sabemos que há muita rudeza,
Superamos com poesia e grande sutileza,
Vamos com fé preparando o nosso caminho
Caminhando para buscar o ninho
No campo elísio.
Por quê? Por quê escrevo tanto?
Escrevo para distrair as saudades,
E para nos ver de mãos dadas
Entre as florações lilazes dos jacarandás,
Que ainda sequer visitamos...
Escrevo para dizer que lhe tenho amor,
E que ocupa não só esse,
Mas todos os meus e inteiros planos.
Não me pergunte o porquê,
Resolvi te pertencer,
Porquê até o teu gesto tem um 'quê',
Capaz de me endoidecer,
Penso em nós atravessando o anoitecer.
É como o teu amor a me aveludar,
Senti exatamente hoje a brisa do mar
No auge percebi iluminada pela luz
- solar -
senti você a me acariciar...
As janelas e as portas do coração
foram por mim colocadas abertas,
- quero cair -
Na tua tentação,
E nessa perdição me encontrar.
Deixar o sopro da paixão
Para os teus braços me levar,
- é chegada a hora -
Da gente se amar,
não há mais o que esperar.
Quando a gente se encontrar,
Não precisaremos nem falar.
A gente se deseja, você tem
alguma dúvida?
Então, permita que o amor
Fale por nós dois,
ignore o mundo e coreografe tudo...
A vida é um turbilhão,
Aqui só cabe amor, ritmo e mansidão;
No mútuo uso e fruição,
Enroscados nos lençóis fazendo
A mais doce confusão...
A Musa envolta na seda carmim,
A estrela iluminada pelos teus beijos,
Hábeis são as tuas gingas e meneios,
Acabaste com todos os meus freios
Acabaram- se todos os receios...
Misturamos a chama profana
Com a chama sacrossanta,
Somos um pedaço da noite
E um pedaço da manhã que não engana,
Juntos numa só artimanha...
Sabemos a que viemos, tudo o quê
Queremos e ansiosos desejamos
Viver o melhor do amor
Está nossos planos;
Um banquete dulcíssimo
Que fará de nós uma certeza refugiada
Do mundo que no fundo evitamos.
O nosso cheiro de amor,
Eu sinto você, e me alucino.
Tenho fé no destino;
Te escolhi para ser o meu abrigo,
Ah, esse teu jeito tentador!
Jura que não estou enganada,
Quero ser a tua amada,
Estou aqui apaixonada - contando
Ser por ti bem desejada...
Ah, estou por ti encantada!
Pode ter certeza que não
Olharei para o lado escolhi
Para te ter ao meu lado,
Quero você para ser o meu namorado.
Ah, tu és o meu bem amado!
Não sei se eu deveria te enviar
- um verso -
Não sei se devo fazê-lo convencido,
Mas não consigo ser diferente:
- você tem mexido comigo...
Não tenho resistido,
Pois sou a fera pedindo
carinho e colinho.
No pique do bom encaixe
Quero que você me enlace
No auge do melhor do amor
Quero ser o teu bom cobertor
Não há nada que nos desligue
Estamos ligados no nosso lance
Somos hipnose, um só perfume
O nosso amor é o belo lume
Faremos amor com grandeza
Com jeito e muita beleza
Doces toques e sutileza
Vai ser bom, com certeza
Vai além de um só querer
Mais que doce é a nossa sina
Assim é o nosso bem querer
O amor chegou, e não há mais saída.
