Amor não se Pede
O amor é onde a pele aprende a pensar, um enigma que respira dentro do peito.
É o que nos desfaz para que possamos ver,
e o que nos refaz
quando já não sabemos quem somos.
No fim, o amor é isto:
um silêncio que nos reconhece
antes mesmo de chegarmos.
O amor: ensina que nada floresce
sem silêncio, e quando verdadeiro,
é sempre uma espécie de primavera interior.
O Amor é desejado por muitos mas, poucos terão a oportunidade de sentir a verdade absoluta deste excelso sentimento.
Amor é encontro de pertenças de almas, que se perderam nas vidas e nas mortes. Sem domínio, sem lugar, existindo apenas na liberdade de compartir o sentimento.
Eu Te Amo no Silêncio
Eu te amo.
E escolho te amar no silêncio, porque nele meu amor não conhece rejeição.
No silêncio, posso guardar você sem precisar explicar o tamanho do que sinto. Posso dizer seu nome dentro de mim e imaginar todas as palavras que talvez meus lábios jamais tenham coragem de pronunciar.
Prefiro te olhar à distância.
Não porque queira você longe, mas porque de perto seria impossível esconder o que meus olhos certamente entregariam.
Há uma beleza em você que me desarma.
E quando você se aproxima, tudo aquilo que ensaiei esconder perde o sentido. Minha prudência se desfaz, minhas certezas se confundem e meu coração parece esquecer que prometeu permanecer calado.
Por isso fico aqui, nessa distância pequena para os olhos e imensa para quem ama.
Talvez você nunca saiba.
Talvez algum dia perceba.
Mas existe algo estranhamente bonito em amar assim: sem possuir, sem exigir, sem interromper o caminho de quem se ama.
Eu te amo no silêncio porque ali ainda posso ter você sem perder você.
Mas confesso:
há dias em que o silêncio pesa.
Porque todo amor escondido sonha, secretamente, com o instante em que deixará de ser segredo.
E se algum dia você olhar demoradamente para mim, talvez descubra aquilo que minha boca tanto tentou esconder:
eu nunca estive apenas te olhando.
Eu estava te amando.
O que eu sofri por esse amor, talvez
Não compreendeste e se eu disser não crês
Depois de derramado, ainda soluçando
Tornei-me alegre, estou cantando
Certa vez, uma pessoa me disse: você nunca amará alguém da mesma forma que amou o seu primeiro amor. Se vocês, de alguma maneira, terminarem juntos para sempre, significa que tiraram a sorte grande na vida. Mas se por um acaso, isso não acontecer, tudo bem. Mas não espere outro amor com a mesma intensidade, paixão e emoção, pois isso não acontecerá. O primeiro amor sempre será o que marcou mais.
Como ousa me prender em memórias tão antigas?
Um amor não superado, um adeus que nunca foi dado
A sua ausência é uma dor que não consigo curar
O seu amor permanece para sempre
De certa forma, é um peso a carregar
Pois queria ter me livrado de tudo isso
de todas essas memórias que não posso superar
de uma história gravada no meu coração
Eu procurei encontrar você em outras pessoas
Mas só piorou a situação
porque você foi o único que marcou a minha vida
e mostrou que do passado sempre irei lembrar
O jogo que mais combina com o amor
É o quebra-cabeça de encaixe de coração.
❤️🧩
Encaixe perfeito, que não cabe mais nenhuma peça, além das duas metades
Mas quando se fala de amor romântico, algo muda de tom.
O amor, nesse sentido, não é apenas afeição ou hábito: é um chamado profundo, uma força que reclama exclusividade de presença, ainda que não de posse.
Não se trata de uma regra moral, mas de uma experiência de inteireza.
Amar, de fato, alguém é estar inteiro na entrega — e não há inteireza duplicada.
Pode-se sentir desejo por muitos, admiração por vários, ternura por incontáveis.
Mas quando o amor romântico floresce, ele exige uma atenção que não se reparte sem perder a própria essência.
“Ter fé não significa aceitar injustiças: a religião ensina amor ao próximo, mas quando o respeito não é mútuo, a distância é um ato de paz, não de rancor.”
