Amor Instantaneo
“Procuro entender o porquê da maldade, da arrogância, da ignorância e do soberbo...
Procuro entender o porquê do sorriso falso, do olhar acusador, da palavra maldita...
Mas sabe? Não vou mais perder tempo procurando entender essas atitudes nas pessoas, antes sim, vou me dedicar apenas a fazer o que acredito ser certo, fazer o que minhas convicções determinar, sim porque a única pessoa que me interessa está nos seus plenos poderes de escolha , sou eu mesma, apenas eu decido por mim e não quero chegar a ponto determinado da vida e desejar me auto flagelar por não ter sido eu mesma. As opiniões? As teorias? Os argumentos? Eu tenho a minha! Defendo a que acredito! Também sei argumentar. Fale-me de política e discutiremos política, fale-me sobre a vida e darei minha contribuição, o assunto é família ouvirei e se quiseres darei sugestão fale-me de AMOR e eu sei só coração. Mas tudo de forma que a minha opinião predomina sobre mim.”
24 horas é o limite
por Diane Leite
Quantas versões de você mesma você já matou só pra caber no mundo de alguém?
Quantas vezes você se anulou, se calou, se escondeu, fingiu ser menos do que é pra não perder quem nunca te teve de verdade?
E por quê?
Por medo de ficar sozinha?
Por acreditar que amor é sacrifício?
Por ter aprendido, desde cedo, que ser amada exigia esforço, adaptação, silêncio?
Hoje eu quero te dizer uma coisa: ninguém merece a sua autoanulação. Nem o amor da sua vida.
Porque o amor de verdade não te apaga, ele acende.
Ele não te molda, ele te aceita.
Ele não te reduz, ele te amplia.
Você ama ele? Tudo bem.
Mas... você se ama mais?
Porque se não se ama mais, vai se perder. Vai virar uma sombra de si mesma tentando manter alguém que, no fundo, só ficou porque você deixou de brilhar.
E o mais cruel é que, muitas vezes, você muda tudo — seu jeito, seu riso, sua essência — pra caber no gosto do outro.
E depois ele olha pra você e diz que perdeu o encanto.
Mas como não perderia?
Ele se apaixonou por quem você era.
Não por quem você se transformou tentando agradar.
A neurociência explica. A psicanálise grita. A psicologia comprova: a tentativa de controle nasce do medo.
Do medo de perder. Do medo de não ser suficiente.
E é esse medo que leva pessoas a tentarem moldar outras.
Não é amor. É insegurança.
E tem mais: para de achar que o outro tem a resposta.
"Amiga, o que você acha que eu devo fazer?"
Não.
Pergunta o que ela faria, se quiser. Mas quem decide é você.
Porque a responsabilidade da sua vida é sua.
Você pode pedir conselhos, mas não pode terceirizar o tombo.
Nem culpar ninguém quando ele vier.
E para, pelo amor do teu amor-próprio, com essa frase:
“Ele me trata mal… mas ele me ama.”
Não.
Homem que ama, cuida.
Homem que ama, mostra.
Homem que ama, não deixa dúvidas.
A ciência já provou: quando um homem quer uma mulher, ele atravessa o mundo.
Ele não se confunde, ele não some, ele não testa.
Ele vem.
E se ele não veio, aceita.
Você não precisa de alguém que te ame mais ou menos.
Você merece alguém que te ame com tudo.
Mas pra isso, primeiro: você tem que se amar com tudo.
E agora vem o ponto mais importante dessa crônica:
sofrer tem prazo.
24 horas.
Esse é o tempo que você tem pra sentir, chorar, gritar, doer.
No minuto 1 do segundo dia, se ainda estiver sofrendo, já é escolha.
Porque aí não é mais sobre o que o outro te fez.
É sobre o que você está fazendo com o que o outro te fez.
E aí, amiga, já é autossabotagem.
Não se machuca mais do que já foi machucada.
Não alimenta a dor.
Não cultiva a ferida.
Tudo que você foca, cresce.
Foca na tua cura.
E por fim…
Sim, você pode querer um homem provedor, cuidador, presente.
Isso não é retrocesso. Isso é biológico.
Eles nasceram com força pra proteger.
Mas proteger também é ouvir, respeitar, acolher.
E isso você pode (e deve) esperar de alguém que quer dividir a vida contigo.
Enquanto ele não vem — ou mesmo que ele já esteja aí — tenha uma vida.
Tenha propósito.
Tenha alegria fora do outro.
Porque quem tem vida, não incomoda. Transborda.
E quando você transborda, só fica por perto quem sabe beber direto da fonte.
Agora levanta.
Sacode a dor.
Lembra de quem você é.
E nunca mais sofra por ninguém por mais de 24 horas.
Porque depois disso, o sofrimento já não é sobre ele.
É sobre você ainda não ter entendido o seu valor.
O poder das nossas escolhas
Autoria: Diane Leite
Fui criada com o entendimento de que cada pessoa tem direito ao livre-arbítrio. E tem. Mas a liberdade, quando não é acompanhada de consciência, vira apenas uma fuga disfarçada.
Alguns usam o livre-arbítrio para ferir. Outros, para se esconder. Muitos, simplesmente, por não saberem mais sentir.
O que descobri — e quero te lembrar — é que junto com o direito de escolher, vem o dever de se responsabilizar por cada escolha. Porque não vivemos sozinhos. Somos parte de um todo.
E o que você escolhe... reverbera.
Com o tempo, aprendi a não projetar nos outros a minha forma de amar. Eles são eles. Eu sou eu.
E eu sou amor.
Dou amor. E continuarei oferecendo aos que me tocam com verdade — mas sem mais me abandonar para ser aceita.
Onde não há ressonância, há vazio.
E onde há vazio, não é o seu lugar.
Seu lugar é dentro de si.
Inteiro. Serena. Fiel ao que sente. Feliz por quem você está se tornando.
Em vez de sofrer pelas decisões dos outros, volte-se para dentro. Pergunte-se:
Como posso me amar mais hoje?
As escolhas alheias — na família, na amizade, no amor — pertencem a eles. E você, em sua liberdade, pode escolher a si. Pode partir sem culpa. Pode permanecer sem se anular.
Pode ser luz. E ainda assim, colocar limites.
Amar não é ser refém.
Perdoar é libertar-se.
Se você é sempre quem doa e nunca é recebida, talvez tenha esquecido que é a autora da sua própria história. Que pode reescrever o roteiro.
Que pode se escolher.
E que merece reciprocidade.
Ame com coragem.
Dê com inteireza.
Mas nunca mendigue o que deveria fluir.
Neste instante, escrevo com meu filho ao lado. Olho para ele e penso:
que sorte a minha por saber amar — sem me perder de mim.
Porque amar é isso: permanecer inteira…
O Bolo de Coco e os Dias da Semana
Por Diane Leite
Ainda deitada, com o corpo entregue ao travesseiro e a mente girando devagar,
ouvi a cena como quem assiste a um filme sussurrado pela casa.
Era manhã de domingo.
E por coincidência — ou delicadeza do destino —,
também era dia primeiro.
O bolo era meu.
Mas deixei meu filho de sete anos pegar.
Ele queria dividir com o irmão de vinte e um.
Só que o mais velho já tinha comido outro doce,
e eu disse:
“Come sozinho, meu amor. Esse é todo seu.”
E foi aí que a vida virou roteiro.
“Eu acho que eu não gosto tanto assim de bolo de coco…”
disse ele, pensativo, como quem descobre que cresceu um centímetro por dentro.
O irmão, curioso, perguntou:
“Mas que nota você deu?”
“Sete.”
“Por quê?”
“Porque hoje eu não tô gostando muito de coco.”
E o mais velho, com aquela sabedoria prática que só os irmãos mais velhos têm:
“Ah… é que você gosta de bolo de coco de segunda a quarta.
De quinta a domingo, você já não gosta tanto.”
Era domingo.
E eu sorri.
Porque entre uma mordida e uma conversa,
eles me deram a melhor metáfora para começar o mês:
— Tudo que é nosso pode ser ofertado.
— Tudo que sentimos pode mudar.
— E tudo que muda pode ser recomeço.
Na simplicidade de um bolo dividido,
aprendi de novo que o amor mora nos detalhes.
Que a escuta silenciosa é presença.
E que ser mãe é isso:
testemunhar o mundo sendo redesenhado todos os dias pelas palavras dos nossos filhos.
Às vezes, o bolo de coco é só bolo.
Mas às vezes,
ele é tudo que precisamos para lembrar
que até o amor tem gosto diferente dependendo do dia —
e tá tudo bem.
Porque amar também é isso:
respeitar o paladar emocional do outro,
e ainda assim, continuar oferecendo o melhor pedaço.
Vivo em constante conflito entre coração e razão: te querer e/ou te evitar, te amar ou se distanciar...
Lms
Meu coração sorrir ao te ver,
Meus olhos se enchem de alegria,
Você é muito especial para mim.
Gosto demais de você!
"Te procurei por tanto tempo, em todos os lugares, em todos os olhares, sorrisos... quando desisti de procurar, de buscar, te encontrei, dentro de mim. Você ultrapassou barreiras do meu coração e o dilacerou sem piedade, foi quando tive certeza que não era apenas uma simples admiração... Eu já te amava sem nem saber o quanto... Por que tinha que ser você? Luciana Morais _ LM.
Sabe, gostar de alguém, no fim, é sobre se deixar ser possuído, como se render-se fosse a única coisa possível.
Aos momentos bons, aos momentos ruins.
Com a pessoa errada, cinqüenta minutos de solidão, dez minutos de alegria.
Na linha do tempo dos lugares por onde piso, não me apego à nenhuma paisagem.
Me apego às pessoas.
Essa talvez seja a melhor parte.
Não haverão indiretas diretistas até você, pensei em mil.
Você assim quis, mas eu, eu queria mesmo é a sorte de ter tido o leve do que, um dia, poderia ter sido o teu amor
Se todos têm defeitos, o de não saber enganar, assim como não saber ser o extremamente clara quando se é preciso, devem ser os meus maiores.
Quantas chances se vão e quantas de foram..
Quantas continuarão e continuam indo.. e vindo também.
Juro muito, que mais ainda rezei
Dezenas vezes
Ao celeste
Que em meu destino, sempre houvesse você.
Eu rezaria ainda muito mais, centenas vezes
Mas seria egoísmo, pedir o que não tínhamos
Pedir pra sermos meio felizes.
Por que te encontrei?
Por que te deixei ficar? Por que nos deixamos?
Por que tenho agora que te ver partir?
O sentimento maior do mundo, que só vire lembrança boa para ambos, no fim.
Onde está, com quem está, onde estará mais logo você..
E eu.
Você já foi e não te deixo ir, ainda assim
Sensação estranha, depois de muito amantes, tornarem-se dois estranhos outra vez.
Nada deve ser dito mais.
Nada serviu
Nada teria servido
Nada nos serve
Contra o que não deveria ter existido, não sei porque.
Eu pedi ao mundo para que tivéssemos sido felizes, o mundo não quis. Ou teria sido a gente?
Não sei. Triste fim.
A pior dor, é a da perca.
A dor pior que a perca, é a que devemos, temos, e nos vemos obrigados a ter que abrir mão, para não perdermos nós mesmos.
Até onde é possível haver escolhas, sem haver dor?
O bom amor, o melhor amor, é aquele que não obriga você a deixá-lo perder nas memórias e no caminho.
O pior amor é aquele despertado bem e bondoso no início, e como rosa, se transformado em puro espinho, que cada vez corta, e corta, e fere.
Já não sinto dor. Já não sinto mais nada, já não sinto.
Só pergunto onde nos deixamos sermos mal amados, desamados, meio amados.
O amor que ficar, será aquele único que não fira e realmente ame em todos os sentidos das palavras, não apenas em alguns.
Preciso que o amor que fique, não seja tortuoso. Seja amor.
