Amor Instantaneo
"CÉU"TIAGUENSE
Bem assim como "amar é"
Em um vai e volta cíclico
É preciso estar de pé
Santiaguense é o seu gentílico
Alguém sabe como é
Esse "céu" torrão que é célico
A Pasárgada em sapé!
ARTE MÁGICA
Chegado o tempo de novos valores
Rica homenagem num palco em cores
Bem ali mesmo: alados na rua
Voam vestindo a poesia antes nua
Novo sentido: parcos aparatos
A todos vocês temos que ser gratos
Trabalho divino com pouca folga
"Renasce" a cultura: muito em"Polga"
E vai da comédia à vida trágica
São bem mais que atores na "Arte Mágica"!
CATAPULTA
Muito menos que uma vítima
Talvez seja um predador
Não importa mais a crítica
Bem mais vale o amor
E sem pretender perdão
Procurando uma desculpa
Desamarra esse cordão
E liberta a catapulta.
MUSICISTA
Tantos estampidos
Harmonia envido
Assim não revido
É assim que vivo
Problema solvido
Com amor provido
Música ao ouvido.
ALMA VIVA
E depois de tanto fervor
Vem uma estranha tendência
De crítica destrutiva
O que se vestiu de amor
Foi despido em transparência
Não sobrou uma alma viva.
ALGAR
O sentimento caiu no buraco
Tão profundo que virou em pedaços
Não há como pensar juntar os cacos
Vida não negue apesar do estilhaço!
CHISPA
E despacito sai da cama
O velocímetro te engana
Velocidade vida afana
Já pouco importa se há má fama
Pois é no amor que a chispa inflama.
"A MAR É"
Para o bom investidor
Quando tudo está em baixa
E o cenário é de terror
Eis aí a hora exata
Alçar velas a favor
Duma maré insensata
No repuxo traz o amor.
PANACÉIA
Pras tormentas que testaram
Em momentos tumultuados
Pras feridas que lanharam
Quero ser o teu cuidado
Tantas dores revelaram
Que mereces outro estado
Novos sonhos embalaram
Um repouso descansado
Querubins já anunciaram
Sem nenhum remédio amargo
São guardiões que nos reparam
Abençoando amor sagrado.
FRIO
Daria um certo tudo
Para repetir mudo
O segredo noturno
Desse bem sobretudo
De um carinho veludo
Me deixou moribundo
Quase meio sem rumo
Na geleira do mundo!
EM CANTO
Que não te cause espanto
Porque estou em pranto
Agora enxugo o manto
Ao céu invoco um canto
Pois és tu meu encanto!
ALVO PESQUEIRO
São flores a mira do horizonte
E o seu alvo o despertar do sol
N’algum lugar não se sabe onde
Ajeita na alma a ceva pro anzol
Cedo ou tarde já não mais se esconde
Fisgando amor antes virar pó!
CALOR DO AÇO
Revolução no teu olhar me invade
Dou de mão nas armas por precaução
Bem se vê peleada será a conquista
Certeiros golpes que trocados ardem
Lascas e faíscas não seguem em vão
Destino algum: jamais perde de vista!
CATIVEIRO
Aquela flor nunca chegou
E nem se sabe o paradeiro
Perfumada jamais flagrou
Algum retorno ao forasteiro
Que com ardor lhe enviou
Ficando a esmo em cativeiro.
HIPERBÓLICA
Em muito foi realeza
Histórico de glórias
Méritos com certeza
Em firme trajetória
Na razão a destreza
Não se apagam memórias
Que a emoção pôs à mesa
Singela e hiperbólica
Desponta com firmeza
Jamais será escória
Verdadeira riqueza
Em suas ações simplórias.
TEMPOS LOBUNOS
Talvez o caminho em que se pisa
Foram rastros de quem hoje precisa
Contar e ouvir as coisas da vida
Carinho e amor são brasas vivas
Mantém o calor a quem já está cinza!
Você poderia ser.
Você poderia ser a minha música preferida.
Você poderia ser a nota do meu (violão) feita por minhas mãos.
Você poderia ser o meu refrão o qual eu canto incansável sem medo de errar.
Você poderia ser o nascer do sol de uma manhã de verão.
Você poderia ser o vento que sopra na beira da praia no entardecer.
Você poderia ser o céu todo estrelado igual aquele que juntos admiramos tentando saber o nome de todas as estrelas.
Você pode ser um pouco de tudo isso para mim.
O que não podemos perder de vista é a esperança que renasce todos os dias com os raios do sol.
Cada amanhecer traz algo de novo para as nossas vidas, como se Deus estivesse nos dizendo: filho hoje lhe concedo mais uma chance de viver o que escrevi para você.
