Amor Impossivel por Causa da Distancia
E parecia que eu estava a milhas de distância de todos,
pois a única coisa que eu ouvia era a mim mesma
E minha mente turbulenta
Mas agora está tudo tão calmo
e me preocupo se voltará,
mas enquanto isso, quero curtir o bem estar
IV
São dois olhares
E na distância entre eles,
Cabia uma vastidão
De sentimentos que sustenta
Uma vida inteira.
A distância entre o ordinário e o extraordinário não era mais que um passo, um sopro, uma respiração...
Eu a amo, ela me faz bem, mas não posso, ela não pode ser minha. Me mata apenas amar ela a distância tão perto, ao mesmo tempo tão longe.
Carta em Versos à querida Inês
Querida Inês, receba estas linhas,
que atravessam distância e solidão,
trazendo-te a nova que ilumina:
erguemos no campo a nossa Revolução.
No Seival, o aço cantou com furor,
entre lanças, clarins e poeira do chão,
mas floresciam também — como em flor —
os corações que sonhavam liberdade e paixão.
Veio Tavares com marcha altaneira,
como quem julga a guerra uma dança,
mas encontrou na pampa inteira
o brio de homens que não perdem a esperança.
Neto, em fulgor, ergueu sua espada,
refletindo o sol nas manhãs da campanha,
e ao brado “À carga!”, a tropa inflamava,
como quem dança na chama que arranha.
O combate oscilou como fogo no vento,
mas o destino soprou-nos vitória:
o cavalo de Tavares quebrou-lhe o alento,
e a coragem dos nossos gravou-se na história.
Depois, sob as estrelas em lume,
quando o silêncio abraçava a planura,
acesa ficou a centelha que resume
o sonho da pátria, tão firme e tão pura.
Neto hesitou, fiel ao Bento
mas o mate aqueceu-lhe a razão,
e a voz firme soou como alarde:
“Sejamos República! Que assim seja a Nação!”
No Jaguarão, rio calmo e estreito,
com matas de um lado, coxilhas além,
ergueu-se aclamado, no brio perfeito,
General de uma causa que a todos convém.
Ah, Inês, não de tinta, mas de sangue e bravura,
se ergueu esta pátria em nascentes auroras,
e entre batalhas, guardo a ternura
de escrever-te meu amor nestas horas.
Sou teu Manoel, fiel combatente,
que no campo e na vida jamais te esqueceu,
pois além da vitória, trago presente:
a República é nossa — e meu coração é teu.
Manoel Lucas de Oliveira, 14 setembro de 1836
POEMA CARTA A INES
Autor - Renato Jaguarão.
Aprovação social compra-se com obediência. Inteligência conquista-se com distância.
Quem não compreende limita-se o padrão da maioria.
Na conformidade, refletir pouco e agir sem consciência.
Perder a esperança?
Nem pense nisso...
A esperança não toma distância, pois é ela que mais torce para que tudo dê certo.
Chegará um dia em que compreenderás que a distância é mais suave que a proximidade, e o esquecimento alivia mais do que a espera, pois às vezes, o aoto cuidado e o reconhecimento, está na renúncia.
Para o meu amigo e irmão, parabéns!
Não importa quantos amigos eu tenha, não importa a distância entre nós e não importa o quanto ficamos sem nos falar por alguns períodos. Você era, é e sempre será o meu melhor amigo.
Você sempre terá um lugar guardado no meu coração e eu te desejo os mais sinceros parabéns! Hoje o dia é de celebrar, mas quem mais celebrará sou eu, por ter uma pessoa tão maravilhosa na minha vida e que eu ainda posso chamar de melhor amigo.
Vamos rir, beber, comemorar e dançar porque hoje é o seu dia! Parabéns!
a minha loucura me mantém lúcido, porque me distância da “realidade” que vocês acreditam ser a lucidez.
Ninho vazio
Um palmo de coração de distância
Separa meu coração daqueles que amo
O pensamento vence distâncias
E aproxima a sensação de presença querida
Meu ninho vazio
Trouxe minha atenção à minha casa interior
O cuidar, cuidar, cuidar do outro
Agora privilegia o autocuidado
Retornar à casa interna
Ressignificar metas e objetivos de vida
Ser verdadeiramente minha prioridade
Torna-me plena de mim mesma
Meus pássaros voaram e criaram seus ninhos
Vivem suas alegrias, desafios e tristezas
Meu olhar amoroso e cuidadoso os acompanha
E meu coração está sempre a um palmo de distância.
Sintonia
"Amar é sintonia.
Penso em ti,
sinto alegria.
Amar é sintonia.
Distância não há,
quando a certeza
te faz sonhar, realizar,
encontrar.
Amar é sintonia.
Amor é harmonia.
Sorrir é par.
Sintonia de amar."
Encontro-me na mais perigosa distância: o afélio de mim mesmo. Isso é estranho, porque parece que não me conheço mais. Para mim, tudo o que possuía o mais belo dos genuínos brilhos, virou um escuro opaco. É como se a luz tivesse sido retirada de um gigantesco quarto. É como navegar com um barco sem lamparinas num gelado mar. Simplesmente me sinto perdido no mais perfeito estado de melancolia. Todo aquele conjunto de prazeres únicos em atividades distintas tornou a virar a "mesmice" de que tanto falam. Tudo se tornou uma completa escala de cinza. Olho para dentro e vejo um rio inundando meus pulmões, e advinha? Não posso fazer nada! Acho que eu me cansei muito rápido nessa maratona. Acho que cheguei no meu limite e isso é estranho, que eu sou tão novo, sabe?
Mesmo no princípio do abismo, preciso dizer: eu cansei de amores, porque não sou digno de um. De tentativas frustradas, porque sou o pior dos perdedores. De decepções, porque elas ecoam dor por longos períodos. De oscilações de humor, porque elas me destroem mais a cada dia. De pessoas, porque elas são intimamente decepcionantes. Eu cansei de lágrimas, porque mesmo através de um pequeno estímulo, elas anseiam por não parar de cair.
Vejo-me como a uma vela se vê: forte e altiva no início, fraca e sem esperanças em fim de combustão. Eu não sei exatamente quando entrei nesse estado mas eu sei que já tem anos, e, nesses últimos, eu não estou conseguindo esconder a dor. Nesse último estágio, eu já tinha aceitado que eu não poderia mudar muita coisa. Aliás, eu sou apenas um contra o mundo e contra a mim mesmo, não é?
"Em algum lugar já disseram:
“quem inventou a distância, não conhecia a saudade”
mas foi bem por isso,
que esses mesmos,
inventaram a amizade.
Ainda que não diminua a metragem,
ao lado de um amigo,
o tempo passa,
mas a gente não sente as passadas,
só a felicidade."
