Amor Impossivel Martha Medeiros
Projeto Gotinhas de Amor
Oceanos das Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro.
Poema
Marés da Adolescência
(Letra & Poesia)
No mar da adolescência,
A gente aprende a navegar,
Entre as ondas do medo
E a esperança de um lugar.
Navegando no escuro,
Buscando a direção,
Com a força da nossa voz,
Identidade e coração.
Este é o nosso oceano! Descobrindo a coragem,
Nosso projeto de vida.
Navegando nessa maré,
Construindo a nossa rota,
Fortalecendo a fé.
Todo capitão aprende
Com o peso da tempestade,
Ovelhas obedecem por amor, bodes insistem na própria razão. Ambos podem estar no mesmo lugar, mas só um ouve o Pastor.
De todos os juramentos feitos no casamento, nenhum mencionava a solidão. Falou-se de amor, de parceria, de cuidado mútuo, de atravessar juntos o que viesse — mas ninguém avisou que, às vezes, o silêncio dentro da própria casa pode pesar mais que a ausência de qualquer pessoa no mundo.
A solidão compartilhada é estranha: você divide o teto, divide a rotina, divide até o espaço na cama, mas não divide a alma. E quando o coração começa a se sentir sozinho ao lado de quem prometeu ser abrigo, algo dentro de nós se quebra aos poucos, silenciosamente. Não é um rompimento abrupto — é um desgaste. Um desgaste que corrói devagar, quase invisível, até que um dia você percebe que está acompanhado, mas não está junto.
Talvez os votos não mencionem a solidão porque ninguém quer imaginar que ela possa existir no amor. Mas a verdade é que ela existe. E quando chega, ela dói de um jeito único, porque não é só a falta do outro — é a falta de nós dois.
Em nome de um amor que teme a dor, há quem viole o tempo da vida: abre o casulo da borboleta, quebra o ovo do pintinho e rouba da águia o chamado ao voo, aprisionando-a no ninho. No intento de proteger, desfaz a própria essência — pois toda vida que não enfrenta a luta perde a sua potência: e assim restam a borboleta sem asas, o pintinho sem chão e a águia sem céu… ecos de uma silenciosa desolação.
Meu amor,
Eu disse adeus querendo ficar.
Dentro de mim, tudo implorava para que você me pedisse para não partir.
Meus passos foram pesados, cada um deles arrancando um pedaço da minha alma.
Fui embora ainda apaixonada, com sede dos teus beijos, com o desejo de sentir teu abraço me envolvendo,
com a esperança ingênua de que teu coração ainda pudesse ouvir o meu.
Escrevi tantos versos tentando te alcançar, depois apaguei... Achei que minhas poesias já não encontrava abrigo em ti.
E quando percebi que minhas palavras se perdiam sem resposta, fechei os olhos, não quis ver a frieza dos teus sentimentos
e a distância que, aos poucos, foi crescendo entre nós.
Eu quis tanto ficar, amor...
Quis acreditar que o amor bastava,
que a minha entrega seria suficiente para dois.
Mas descobri, com dor, que não posso carregar o amor sozinha,
o peso de um amor que pede reciprocidade.
Meu coração ardia em fogo,
enquanto o teu se tornava gelo em minhas mãos.
Agora, a saudade é a minha companhia.
Ela me rasga por dentro, me acompanha nas madrugadas silenciosas, na sua playlist a ti dedicada, me lembra a cada instante de tudo o que eu perdi.
É fria, é dura, mas é o que restou de nós dois.
Quero que saiba, com toda delicadeza que ainda guardo,
que eu te amei como uma mulher só sabe amar:
com entrega, com ternura,
com o cuidado dos detalhes que talvez tenham passado despercebidos.
Te amei no riso e no silêncio,
na presença e até na ausência.
Te amei por inteiro.
E por mais que doa, aprendi que amar também é saber partir,
quando o coração já não encontra repouso.
Por isso, mesmo em lágrimas,
preciso me acostumar a viver sem você.
Mas se um dia a vida nos unir novamente,
quero que seja leve
sem dor, sem feridas,
apenas com a lembrança doce do que fomos.
Adeus, meu amor.
Um beija-flor passou
na janela,
Foi você que desejou
um bom dia,
Mistério de amor
que chegou
para me fazer sacodida.
Feitos de amor
a primeira visão,
Foi com os teus
lábios de algodão
Que conquistaste
o meu coração,
Somos sedução,
paixão e festa
para fazer qualquer
um morrer de inveja.
Quando você sair
em busca do amor,
desejo que ele
permita ser
encontrado,
e quando ele
te encontrar
que você
se permita
da mesma forma,
porque quando
um for encontrar
o outro não se sabe
exatamente a data,
e muito menos a hora.
Você se comportou como Júpiter
pegando a Lua pela mão
trazendo-me de volta para o Divino,
O amor quando é verdadeiro
não é feio e nem bonito;
ele está acima do Bem e do Mal,
e se entrega sempre ao infinito.
Você acha que o amor se
preocupa com o quê é físico,
O amor luta é para estar perto
e se nutre de tudo o quê é eterno,...
Quem tem amor só se ocupa do que
engrandece o espírito,
e prevê simplesmente o infinito;
Quando nos conhecemos o amor
por nós foi adotado como idioma,
Dizer nenhuma palavra nunca é
preciso para o amor ser compreendido;
Disseste que não te entendo
em fuga do teu indomável sentimento,
Você sabe que te mantenho
abrigado em meu místico silêncio,
embora não reconheça que sei
de ti melhor do que você mesmo.
Ser assumida
é sobre ser
o amor da sua vida,
é sobre a minha vida
combinar com a sua vida,
Se eu não for
o amor da minha vida
para a sua vida,
Entre ser assumida
prefiro ser sempre
que for preciso
mais escorregadia
do que peixe ensaboado,
Se for para não ser
por você assumida,
só para você opto
em ser a sumida,
Não insisto em aquilo
que não tem a ver
ou não dá liga,
Porque eu tenho
a minha própria vida.
O amor é um verbo de acumulação. O ódio, um verbo de subtração. Você é a soma viva do verbo que mais frequentemente conjuga.
O maior risco do amor não é amar e ser trocado. É desmontar-se por amor e, ao ser trocado, descobrir que não se lembra mais do projeto original de si mesmo.
Amor Enganoso
Chegou com voz mansa
e promessas que pareciam abrigo.
Tinha forma de cuidado,
mas peso de ilusão.
Me ensinou a confundir presença
com posse disfarçada.
Eu chamava de amor
o que já era controle.
Quando abri os olhos,
me vi menor dentro de mim.
O afeto cobrava preço alto
e nunca trazia paz.
Hoje recolho meus pedaços
sem pressa de amar de novo.
O amor verdadeiro não engana —
ele liberta.
Senhor,
lembrei-me de momentos dolorosos,
por amizades e também por amor.
Quando eu achava que tudo havia acabado pra mim,
Tu aparecias, e mesmo sem estar visível, eu via
como era presente a Tua presença.
Tua mão, Teu toque, são tão reais,
e Tua voz, tão audível.
Com a mão, me seguraste,
e com a voz, me acalentaste, dizendo:
“Filha, Eu estou aqui, e vou te ajudar.”
Mas admito, a dor era tão grande que eu mal Te escutava.
Minha alma gritava,
e mesmo com meu corpo querendo reagir,
Tu me seguraste.
Mais uma vez, Tua mão me amparou
e me impediu daquilo que só o Senhor sabe.
Tu me enxergaste no meu pior momento
e ainda assim me amas.
Não tem como não questionar o porquê
simplesmente: por quê?
“Por quê?” - dizes: “Ah, se tu soubesses como te vejo…”
Queria ver-me como Tu me vês,
porque tudo o que eu vejo é escória.
Mas Tu, me tratas como uma pedra preciosa.
Por isso, sei
não importa o quanto eu entregue minha vida a Ti
nunca serei merecedora de tamanho amor
de tanto cuidado
e de Ti nunca serei merecedora, meu Deus.
E no fim, Tu entregas a mim
o Teu amor e a Tua confiança.
Como podes ser tão bom
tão bom assim pra mim?
Por: Gabrielle Torok
