Amor Impossivel Martha Medeiros
Gostaria de ver parte da humanidade que odeia, pedindo perdão aos seus ofensores, para receber a paz, o amor e a felicidade de um coração bondoso.
O cristianismo é uma força de fé tão grande que supera a qualquer rompimento sentimental e conjugal e sustenta as bases do amor verdadeiro.
A mórbida frieza sentimental envolve a mente e o coração de amantes mal-resolvidos que, se não se aquecerem no amor de Cristo, acaba em picolé derretido.
Hoje eu senti a necessidade de escrever, de transbordar em palavras aquilo que sinto. Ontem, permiti-me vazar, escoar as emoções que estavam represadas. Recordei-me de Viviane Mosé, que em seus poemas presos nos lembra da importância de dar vazão aos sentimentos. E foi isso que fiz: deixei que eles fluíssem.
Encontrei duas amigas queridas, com quem compartilho um amor de 12 anos. Ambas trilharam caminhos distintos, mas agora se reencontram. Apesar das marcas do tempo e dos desafios enfrentados, o elo entre elas permaneceu. É fascinante perceber como a vida, com seus fluxos e refluxos, separa e une as pessoas, quase sempre com um propósito maior do que conseguimos entender. Talvez o destino as coloque juntas novamente para que uma seja o reflexo e a transbordação da outra, preenchendo os vazios que cada uma carrega.
Ao observá-las, senti-me atravessado por suas histórias e pela beleza contida no reencontro. A essência de cada uma continuava intacta, mas transformada pelas experiências vividas. Nesse encontro, enxerguei a potência do amor que resiste, que sobrevive às dores e floresce em formas inesperadas.
É difícil para mim escrever sobre isso. Desde que desci da estação, construí um escudo protetor contra as dores do amor. Ainda assim, não posso negar: a estação continua linda. Cada amanhecer me encontra em paz, leve, livre. Mas essa liberdade é paradoxal – enquanto posso ir e vir, sinto-me, por vezes, sem saber o que fazer com tamanha vastidão. Ainda assim, é uma sensação boa, reconfortante.
Ao reler o que escrevi sobre solidão, percebo agora que a solitude começa a tomar forma. Talvez a vida nos ensine, incessantemente, que estamos aqui para curar e sermos curados. Cada despedida e cada reencontro trazem consigo lições veladas. A partida da estação me fez perceber quais trens não quero mais tomar. E, apesar de ainda nutrir certa descrença no amor genuíno, descobri que sou capaz de amar.
Reconheço o amor que passou, ou talvez ainda passe, por minha vida. Ele foi lindo – e isso basta. Ontem, durante a parada na estação, reafirmei para mim mesmo que o amor, mesmo atravessado pela dor, é belo. A dor, passageira como é, tem a estranha capacidade de nos iluminar, de nos fazer compreender nosso lugar no mundo.
Quando o amor floresce, ainda que sob a penumbra do sofrimento, ele deixa de ser dor para se transformar em calmaria. É como se, em meio ao desequilíbrio do coração, uma paz silenciosa se instaurasse. Assim, compreendo que o amor é, antes de tudo, uma experiência humana sublime: é a transformação da dor em beleza, é o reconhecimento da nossa própria vulnerabilidade e grandeza.
E assim, como as amigas que se reencontram e se completam, percebo que cada história, cada encontro, cada despedida, desenha um ciclo que nos convida a viver plenamente. O amor é, no fim, o que nos une a nós mesmos e aos outros, transbordando para além do tempo e do espaço. E na estação da vida, onde chego e de onde parto, carrego comigo a certeza de que o amor, mesmo atravessado pela dor, continua sendo o ponto de encontro mais bonito.
Havia um silêncio pesado no ar, um tipo de vazio que só o coração partido conhece. Sentado naquele banco, ele olhava para o espaço ao seu lado — vazio, frio, como se a ausência dele tivesse roubado a vida da própria paisagem. O vento soprava suavemente, carregando consigo as folhas secas que dançavam ao redor, cada uma como uma memória se afastando, lenta, mas inevitavelmente.
Nas mãos, uma única flor. Suas pétalas caíam uma a uma, marcando o tempo, assim como o amor que ele uma vez segurou tão firmemente, mas que agora deslizava entre seus dedos. A promessa de um "para sempre" que, como o pôr do sol naquele céu nublado, começava a se apagar.
Ele fechou os olhos, e por um momento, podia sentir o calor do riso dele ao seu lado, podia ouvir sua voz entre as árvores balançadas pelo vento. Mas, ao abrir os olhos, tudo o que restava era a saudade. O mundo, antes vibrante com a presença dele, agora parecia um quadro pintado em tons de cinza.
A chuva começou a cair. Pequenas gotas, como lágrimas que o céu chorava por ele. Ele não precisava chorar. O céu fazia isso por ele. Cada gota era uma lembrança, uma palavra não dita, um toque que nunca mais sentiria. E aí ele se tocou que: o amor, mesmo na dor, era belo...
DEVANEIO DA PAIXÃO
A paixão qu’eu vou viver
É uma belíssima poesia!
Que sempre me protege
Muito além da flama fria!
É uma amainada alegria
Que afeiçoa meu querer;
É uma fogosidade vivida
Que faz o tempo reviver!
É o esplendoroso querer
Que retoma a primavera!
É uma vivente formosura
Mui próximo da quimera!
Ó desejo precioso e vão!
És céu do ébrio coração!
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Texto da obra Literária: NO DESERTO
ISBN: 978-65-86408-68-3
VIDA RENASCIDA
Avanço a história retida
Com esta alma abatida,
Entorpecida e sem vida
Como um triste no divã!
Aqui, volto a desfalecer
E vivo apenas por viver
Na vida renascida e vã!
~ SERENA MAGIA ~
Escumas surfam no mar,
Em tons de terna poesia,
No serpentear d’alva lua,
A alma amena da magia!
Era o sonho que aquecia
O belo anjo sem pecado,
Ao fervor das ondas frias
Esse resplendor doirado!
Qu’arrefece as fantasias,
D’ardente e doce poesia,
Neste cortejo encantado!
Na cachoeira do seu carinhar
Sinto a sua altivez feminina
E rendo-me diante dessa delicadeza
Que docemente me alucina!
É sua essência de menina
Que sempre acalma
O íntimo de minh'alma
E no despontar da primavera!
Como arauto de uma fascinação
Que esse coração venera!
Detalhes
Seus cabelos aloirados,
Ao sol, sempre dourados…
Lembram o trigo em seco prado,
Perfumado eagitado
Pelo vento em meu jardim!
Como o cheiro do amor
Que novamente se eternizou
Aqui, dentro de mim!
Amar..
É aguardar o outro!... É compreender os espaços vazios,
ser paciente e entender sua transformação .. amar é, sobre tudo,
aprender com o outro e se tornar o melhor para ele... Mesmo que o tempo e a distância digam não.
O sorriso Dela
O som do riso dela é casa.
É colo, é chão, é horizonte.
Eu não preciso entender o mundo inteiro
porque o universo cabe ali,
no jeito que ela me olha..
um sonho,
um silêncio bonito.
E o tempo… o tempo se curva,
como quem entende
que não precisa correr
quando o amor chega..
Ali, entre o rio e as árvores quietas,
Eu sinto:
não há outro lugar onde devesse estar,
não há outra vida além desta,
não há outro amor além do meu por ela.
Cc
"Se for Pra Sentir"
Se doer, chora.
Se cansar, descansa.
Mas nunca, nunca esquece:
Você vale amor claro, presença inteira e verdade sem medo.
"Enquanto você não vem"
Enquanto você não vem,
eu tento não me perder de mim.
Seguro os cacos do que eu sinto,
e espero.. Sem saber se tem fim.
Não vou correr atrás do silêncio,
nem forçar palavras sem chão.
Meu amor é leve, é imenso…
mas também sabe pedir proteção.
Se um dia você voltar com verdade,
com vontade, com alma e olhar…
vai me encontrar aqui, firme,
mas só se for pra ficar.
Presença Engarrafada
Isso não é só um presente...
É presença engarrafada,
é abraço em forma de aroma,
é beijo sutil em cada borrifada.
Ela me deu o cheiro dela,
pra quando a saudade gritar,
eu fechar os olhos e senti-la perto,
sem que o mundo precise notar.
É como dizer, baixinho: “Mesmo longe,
eu tô aí,
em você.”
E cada vez que o frasco se abre,
não sai perfume
sai sentimento.
Sai um tempo bom,
um silêncio cheio de abraço,
um "fica" sem ser dito.
Ela não mandou um frasco
ela mandou um pedaço de si.
E agora,
em cada respiração minha,
ela vive aqui.
Teu Sorriso, Meu Refúgio"
Teu sorriso, é sol que clareia,
até meu caos ele incendeia.
Tua alegria me faz dançar,
mesmo quando o mundo tenta me calar.
Carregas o mundo sem reclamar,
abraça dores que nem são teu lugar.
Cuida de todos, com alma tão forte,
e ainda me abraça quando a vida é sorte.
Teu olhar tem brilho que não se mede,
marcou minha pele.. Virou minha sede.
Tatuei tua luz, tua calma e tua cor,
porque em ti, menina, encontrei amor.
AQUELE QUE CAMINHA NO INVISÍVEL.
Caminho como quem aprende a ver novamente.
Não procuro respostas. As respostas fazem barulho.
Prefiro o silêncio. É nele que a verdade repousa como uma criança adormecida.
É estranho.
Sem querer dizer sim sou levado para fora de mim.
Na memória que não me pertence reconheço teu rosto. Reconheço como se reconhece um deserto.
Não pela aridez. Mas pela fidelidade ao essencial.
Cada lembrança é uma lâmina delicada.
Ela não corta de uma vez.
Ela ensina.
Nota a nota o tempo escreve em mim sua música severa.
Gota a gota a ausência aprende a falar.
Lágrima a lágrima descubro que amar é aceitar ser atravessado.
O infinito não grita.
Ele observa.
Parece vazio apenas para quem olha com pressa.
É pleno para quem aceita perder-se.
E assim sigo.
Mais leve porque ferido.
Mais verdadeiro porque não fugi.
Somente aquele que consente em ser tocado pelo invisível torna-se digno de guardar o eterno no coração humano.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Quanto mais se gasta dinheiro, mais se ganha, quanto mais se ama, mais é amado, quanto mais se planta, mais se colhe.”
