Amor Espiritual
*O merecimento, acolhe na medida certa, para que o fermento do pão da vida cresça, cresça entre todos; no bem ou no mal.
Escolham, compartilhem, semeiam o Bem e cantem o rezo da Gratidão nos quatros cantos da Vida.
*Natalirdes Botelho *
Francisco Luiz, meu ex-marido.
11/10/1949 - 07/02/2021
Ele era desprendido, não visava coisas alguma, mas viver um dia de cada vez , sem luxo, sem ganância, sem ambição, gostava de festas, músicas , bebidas, gente, pessoas. Estava o tempo todo cativando amizades, sempre visitando os amigos, não guardava mágoas, rancores, apaixonado por crianças. Creio que isso que fazia com que eu tinha admiração por ele, por essa capacidade enorme de perdoar, esquecer a dor, a humilhação, com sorriso aberto, para pobres, ricos, feios ou bonitos tinha um olhar com filtros que filtrava só o bem das pessoas. Eu falava sempre pra ele que o meu amor fraternal, por ele era cego e ele sorria. O amor carnal acabou, o que ficou foi o amor verdadeiro de irmão em Cristo pois 10 anos separados ainda usávamos chamar de “bem”.
A morte judia muito comigo, eu sofro muito, mesmo entendendo tudo que Deus é mais.
Num dia de verão, com o sol a brilhar, à beira da lagoa juntos aproveitar.
No calor intenso, o amor floresceu, entre risos, suspiros e o azul do céu, a paixão aconteceu.
Na estação certa, as pétalas, ansiosas por luz, desabrocham, desvelando a verdadeira beleza oculta, que apenas no ato de coragem de florescer acontece.
Raízes firmes na terra, contra o vento a lutar, o inverno rigoroso, o desafio a enfrentar, mas na primavera, voltam a se levantar.
O orvalho da manhã, lágrimas de alegria, reflete o brilho da nova luz do dia.
As flores, resilientes, não temem a dor, pois cada cicatriz é um traço de amor.
E assim, entre espinhos e suaves fragrâncias, elas nos ensinam com suas elegâncias, que a beleza da vida está em continuar.
Foi como se cada pétala fosse um poema escrito pelo vento, contando a história de resiliência no tempo.
Dizia-se amar as flores, mas esquecia de regá-las e cultivá-las.
Amar é mais do que o plantio de uma semente, é mais do que mostrar que tens um jardim e regá-las apenas na primavera.
Amar é proteger sem pose, é cultivar sem medo de perdê-las.
Amar é oferecer aos outros o jardim que gostaria de receber delas.
Amar é mostrar a cada passo um sorriso motivador, descompricar situações é fazer a diferença na vida de alguém sem buscar os próprios interesses.
A maior das virtudes é a caridade pois com ela se perde o equivocado egoísmo e nivelamos por baixo nossas pretensas vaidades.Todo aquele que não vive para servir com justiça e bondade o seu próximo em qualquer dos caminhos que percorra, não entendeu ainda o sentido único da vida em prosperidade e abundância sob a luz do amor.
Como homem pensante fico bem mais feliz quando estou na pista distraído pro negocio e o caçador olhar feminino inteligente suavemente me escolhe, me acolhe, me induz e me seduz.
Dormir juntos, acordar juntos e comer o conjunto, um pedacinho de cada vez, tudo junto, como se não tivesse hora no mundo, só um paraíso a dois livre, solto e profundo.
Toda verdadeira amizade se baseia em um grato e furtivo encontro de corações generosos e amorosos que enfim se encontram em "semelhecitudes" - semelhanças diferentes e muito carinho livre por cada um existir do jeito que é, de ser, ter próprias visões e opiniões e pensar diferente, sem precisar mudar nada, para agradar.
Na impotente oportunidade de sermos muito felizes, só existe um caminho de felicidade, redobramos os esforços, ora sem nexo e incoerente, de sermos mil vezes mais generosos em multiplicar a felicidade de todo aquele que também, não tem. A justa e perfeita lei da vida é ser feliz, diante de toda opositora tristeza, só cabe uma unica verdade espalhar felicidade por onde caminha para que os outros que hão de caminhar por onde passa tenham um pouco mais de chance, de serem bem mais felizes que você.
Eu sempre soube que nem todas as perguntas teriam respostas da mesma forma que sempre soube que nem todos encontrariam a felicidade nesta dimensão mas nem por isto poderiam ser incapacitados pela vida de gerar e semear felicidades por onde passassem. O milagre da paz permanente é ofertar ao outro em abundancia, cada vez mais com alegria o que sempre quis em migalhas e nunca ainda, recebeu.
Ainda hoje me magoo muito diante uma meia verdade, pois não existem mesmo, meias verdades, fico triste perante toda mentira, mesmo as ditas por amor, pela razão que for, preservando me da dura realidade da verdade e da dor.
Nesta época de natal recordamos a sabedoria dos mais velhos diante a generosidade humana. Fomos ensinado a dar, aos menos favorecidos o mais simples, o mais barato, o mais reaproveitável, por que tínhamos muito pouco. Dentro desta antiga pratica reconheci em vida uma valorosa sabedoria, pois tudo que se oferece aos menos afortunados de novo, de primeira qualidade, de boa marca infelizmente é desviado por miseráveis de espirito que se valem imoralmente desta oportunidade. Geralmente os verdadeiros pobres e necessitados não veem nem a sobra do que foi generosamente e inocentemente, dado. Diante disto, aconselho ofertarem, arroz quebrado e não parafinado, muito fubá, macarrão do mais barato, sacos que fazem panos de chão, cobertores bem baratos, e roupinhas também. E que Deus proteja os humildes da maldade dos lobos covardes que se transvestem de cordeiros nestas datas festivas para oportunidades imorais, distante do justo afloramento só do bem para toda humanidade.
