Amor entre Almas

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O AVESSO DO ENCONTRO
(Entre o ombro amigo e o coração que cala)

Por que tantas lágrimas
e tanto desencanto?
Se estou aqui ao teu lado,
este misto de amor e paixão
envolve, mas não tolhe os sentidos;
muitas vezes silenciando
minha voz e meu coração…
Não me entorpece,
mas me encanta…
Sentimento bom e racional,
às vezes tão frio e banal.
Quero-te
todo o bem do mundo,
mesmo que nossos destinos
sejam traçados sem rumo.
Tanta ilusão desnecessária…
caminhando lado a lado
em tortuosos caminhos.
Por que tanta ansiedade?
Dou-te meu ombro amigo,
meu afago e minha mão.
Vida que segue na adversidade,
que machuca e que fere…
Na tristeza e na felicidade,
sublimando tanta emoção.
Não posso
te ver sofrer assim…
Pois o que eu sinto por ti
é tão perene e tão sublime,
mesmo que estejas tão perto
e, ao mesmo tempo, tão
distante de mim…

Lu Lena / 2026

O POUSO RASANTE DO SER
(Diálogos entre o cosmos e o abismo de si)

O meu “eu” atrelou-se à Terra e minha forma etérea decolou em uma viagem astral. Vi-me em uma linda nave espacial. Avistei viajores do tempo e o incomensurável arco-íris no cosmos. Então, encontrei a Deusa Ísis, que me disse:
— Vieste buscar o tesouro? Não o encontrarás aqui, pois ele está incrustado nas encostas mais íngremes do teu subconsciente.
Atrelagem em pouso rasante. Um sonho que desperta!

Lu Lena / 2026

O AVESSO DO RASCUNHO
(Entre marcas de expressão, a liberdade de ser essência lapidada)

Ontem, eu era um rascunho mal traçado. Hoje, quando olho no espelho, vejo marcas de expressão, rugas e fios brancos que sinalizam: sou uma sobrevivente de um passado que marcou e machucou, mas que também me fez feliz. Tive minha evolução!
Na tela do celular, distraio-me brincando com as letras até formar minha poesia e os escritos que quero deixar como legado — para que se lembrem de que minha essência, agora lapidada, permanece. Entre uma rolagem e outra, observo o sol que parece ser de plástico, enquanto rego, com lágrimas secas, o meu próprio caos.
Vivo num mundo caótico onde a esperança se renova a cada adormecer; pois é no sono que, desprendida da matéria, sou totalmente liberta.

Lu Lena / 2026

BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)

Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.

Lu Lena / 2026

A maior distância é o espaço entre dois corpos que se tocam sem se conhecer.


Lu Lena / 2026

TOQUE DE NEBLINA
(Entre o peso das ruínas e o rastro das nuvens)

De cada queda que sofri, ergui uma muralha... Mas os sonhos não alcancei; toco-os levemente com os dedos, mas eles se dissolvem nas nuvens.

Lu Lena / 2026

ENTRE PONTOS E SONHOS
(A caminho da autenticidade)

Estou construindo sonhos através das reticências de minha vida. Vivendo com o propósito e a verdade da minha essência.
Autenticidade em cada linha.

Lu Lena / 2026

PERFUME DE AMIZADE
(A diferença entre marcar uma época e permanecer na alma.)

Amizade é como deixar uma flor num livro velho; se o perfume permanece, é porque deixou sua essência. Caso contrário, é apenas um marcador do tempo.

Lu Lena / 2026

Um relacionamento amoroso ou mesmo de amizades e mesmo entre familiares é um forte regulador biológico do estresse. Essas relações de apoio mútuo, resiliência, respeito, compreensão e entendimento diminuem o cortisol e trazem saúde, amor, fé e encorajamento para enfrentar as adversidades da vida. Enquanto relações marcadas por conflitos constantes, raiva, o não *perdoar* elevam o cortisol e prejudicam não só a alma, mas o organismo num todo. Lu Lena

Ninguém é perfeito…
o tempo todo a gente oscila
entre o erro e o acerto…

COSTURANDO A VIDA...

Nesse nosso presente entre um alinhavo e outro, a gente vai remendando os acertos e erros do passado, cerzindo sentimentos e emoções num futuro incerto numa colcha de retalhos…

O AVESSO DO DIZER
(O Verbo que o Silêncio Esconde)


Assim, vou vivendo entre sonho e realidade,
essa ilusão é como a bruma que borda o amanhecer,
e vivo assim em passos lentos caminhando sem saber...
tropeçando em letras para juntar o que não consigo dizer.
Se no meu silêncio mora a poesia desconexa,
aí eu pergunto:
— Palavras pra quê?


Lu Lena / 2026

O VOO DO SER
(Entre o sopro e a luz)

Sou como uma nuvem passageira,
Sem forma fixa, sem peso ou chão;
Voo livre que separa o tempo
da finitude.
Nesse toque divino me desfaço,
Desprendo-me das amarras de quem julguei ser,
Deixando o ego perdido
Para um novo sentido poder florescer.
E finalmente, dentro dessa luz, me encontro,
Pois no ponto mais alto me liberto
Dessa impermanência no infinito.
Lanço um suspiro ao campo estelar que sorri para mim,
No sopro que acabo de soltar.
É nos dedos de Deus que me encontro,
Como um verso escrito em pleno ar,
No silêncio que desata esse nó da existência
E me ensina o segredo de apenas estar.

Lu Lena / 2026

​A ARTE DE SOLTAR AS ÂNCORAS
(​Entre o conforto da companhia e a liberdade do ser)

​Observei, olhando para o horizonte, o sol ao longe e pensei na lua. Mesmo distantes, nunca se encontram. Foi então que veio esta reflexão: como a presença do outro, aos poucos, pode nos fazer desaprender a caminhar lado a lado, sem perder o próprio eixo?
​Ser independente é garantir que, caso todos os outros partam — seja vínculo familiar ou não —, teremos a nós mesmos. Isso quer dizer que devemos ser livres e não depender de ninguém. Às vezes, essa dependência surge porque o outro facilita nossa vida e nós nos acomodamos. Passamos a nos aproximar, ou nos deixar aproximar, por essa escolha — ou melhor, por esse comodismo de estar sem agir.
​Essa conexão inconscientemente passa a ser: "por favor, me preencha, mas saiba que sou completo; caminhar ao seu lado me dá segurança, mas sei que um dia terei que me libertar". Porque, no fim das contas, nascer e morrer só nos lembra que somos essências únicas e responsáveis pela nossa caminhada. Afinal, a liberdade reside em saber soltar o que prende e permitir que flua, com leveza, tudo o que a vida nos entrega.

​Lu Lena / 2026

​O HORIZONTE DA INÉRCIA
(Entre o bater de asas e o silêncio da gaiola)

​A vida é tão complexa e, ao mesmo tempo, simples e natural como o pássaro que voa... O diferencial é que o pássaro pode não ser mais visto, ou pode ficar preso na gaiola por não saber voar, condicionado a essa prisão.
​Assim como as circunstâncias de nossa existência, que não se explicam: a gente observa e as deixa apenas voar, ou elas ficam aprisionadas por nosso comodismo.

​Lu Lena / 2026

​REVÉRBEROS NA ESCURIDÃO
(​O despertar entre o estuário e a luz letal)

​Vi o holocausto e a natureza morta entre pedregulhos;
nasceram ervas daninhas e me alimentei do ar, da água, da terra…
Sombras do tempo envoltas num mistério obscuro,
sem presente, passado ou futuro.
​Fui rastejando nesse filete de luz letal
que vai delineando os córregos, como lanterna
que clareia a minha escuridão…
​Mergulhei em lágrimas e naufraguei no fundo do estuário;
e nesse cenário inglório, onde me sinto fraca e fugidia,
pálida e sem vida, ouço anjos tocando harpa
num inferno sem calvário.
​Completamente atordoada, em plena suspensão,
vejo minha alma levitando no espaço
e meu corpo decompondo-se no chão.
​Vejo revérberos de almas se esbarrando na escuridão.
​Num sobressalto, acordo...
E já não sei se foi a morte ou a vida
que me despertou dessa caótica alucinação.

Lu Lena / 2026

​GRITO NA ESCURIDÃO
(​Entre o pesadelo e a redenção)

​Meu grito ensurdecedor,
abafado e ganido...
Minhas lágrimas doridas,
trancafiadas na garganta,
secas, espremidas num
coração corroído...
Sem forças e aflita,
rastejo-me...
Na lama fétida e fria,
meu corpo enfraquecido
lentamente sinto...
As pálpebras que fecham.
​Pergunto a mim mesma:
Morri, será?
Ou apenas mais um pesadelo
interminável, na tentativa
estúpida e inócua de
encontrar-te nessa vida?
​Estou cansada, novamente
entrego-me à mercê dos seres
que zombam de minha dor...
Impossível nesse lamaçal
encontrar você, meu amor...
​Olho para meu corpo e não
o reconheço...
Dou voltas num poço fétido,
imenso...
​Sim, a luz eu vejo, o clarão!
Teu rosto disforme vejo
na imensidão...
Nesse devaneio, por alguns
instantes, seguro tua mão...
​Imploro-te!
Tire-me desse vão
onde você me colocou sem
dó e perdão...
Mate-me de vez,
então...
Para que meu grito
ecoe na escuridão...

​Lu Lena / 2026

​A PRIMEIRA CORDA BAMBA
(​Entre o cordão umbilical e o aprendizado da queda.)

Nascemos em uma corda bamba chamada cordão umbilical. Caminhamos entre acertos e erros e, até encontrar a perfeição, levaremos muitos tombos; o equilíbrio exige muita disciplina.

​Lu Lena / 2026

​CHÃO E CÉU
​(A plenitude de uma caminhada entre dois mundos)

​Viver é caminhar, às vezes, com um pé no chão e uma mão no céu. E quando fecharmos nossos olhos e adormecermos na eternidade, veremos a luz que nos guiou nessa efemeridade terrena, porque é a mesma que nos soprou o fôlego da vida.

Lu Lena / 2026

​O VOO DO SUSPIRO
(​A metamorfose silenciosa entre o destino e a liberdade)

​Renascemos todos os dias, mesmo que os ciclos não terminem. Muitas vezes é por força do destino. Pois, enquanto o mundo gira lá fora, por dentro precisamos arrancar as penas nessa metamorfose e inevitavelmente buscamos o alto da montanha e aguardamos, em resiliência, o morrer e o viver dentro de nós. Precisamos ser águias e num suspiro o voo acontece...

​Lu Lena / 2026