Amor entre Almas
Uma parte da Humanidade
ignora que na Palestina há
vários presépios com manjedouras
transformados em escombros.
Há presépios e manjedouras
reduzidos a pó porque o Mal
de ontem é o Mal de hoje
instalado no coração do Homem.
O Natal continuará mesmo
que tenham feito e tentem
de tudo para que desapareça.
Não há como segurar o ar,
o Sol e nem o Natal porque
sempre haverá alguém para contar.
Não quero ser o pedaço que falta que nunca será encontrado. Não quero ser o entrave de um coração sonhador que só quer ser amado.
Saia do mundo do "e se..." e desista de quem desistiu de você. A realidade é dolorosa, mas é a única que nos liberta verdadeiramente.
A melhor coisa da vida é gostar por nada e amar por coisa alguma. Apenas gostar e amar, simplesmente, em sua forma mais pura, sem interesses.
Nunca é tarde para tentar de novo. Viver de novo. Amar de novo. A esperança só morre quando fechamos os olhos pela última vez.
Se acaso sentir saudades, busca-me em ti,
No eco das alegrias, no riso que há de ecoar,
Mas se a busca for vã, aceita, assim como eu,
O fim que nos coube, e deixa o passado adormecer.
E da mesma forma que me desejares, desejar-te-ei. Da mesma forma que me amares, amar-te-ei em dobro.
Eu odeio tudo em você. Odeio seus beijos que sempre me fazem querer mais e mais. Odeio seus abraços que me fazem ir ao céu e voltar. Odeio seu sorriso bobo que ao mesmo tempo me faz sorrir também. Odeio seu modo de ser que sempre me faz rir.
Odeio suas palhaçadas que sempre me fazem gargalhar. Odeio quando você tira um sorriso involuntário meu. Odeio quando você diz que me ama. Odeio receber todo esse carinho de você. Mas sabe? Tudo isso que eu disse é a mais pura verdade, só que totalmente ao contrário.
Nunca mais verei teu rosto, teus olhos brilhantes,
A vida nos levou por caminhos distantes,
E nesta solidão meu peito chora e lamenta,
Pois sei que é para sempre o adeus que me atormenta.
Éramos dois barcos, um só destino, e a imensidão do oceano parecia pequena diante da grandeza do nosso amor.
Tu serás daquele que te amar... E eu, daquele que plantar, nos campos do meu coração, o que um dia semeei em ti.
E as folhas do outono, que tanto amamos, agora só me lembram da cor dos seus cabelos que nunca mais verei.
És-me adorno para os dedos que se lançam sobre tua pele desejosos do sabor que tens ao leve toque. Meus dedos desconhecem perfume mais inebriante que o teu. Matam e morrem por descansar o tato sobre teu rosto.
O que procuro tem nome, sobrenome, endereço e telefone. Provavelmente alguma conta em banco e em redes sociais também. O problema é que todas essas informações eu ainda desconheço.
Despedi-me de ti, mas não de mim. Despedi-me do que fomos, mas não do que sou. Despedi-me do teu abraço, mas não do meu calor. Despedi-me do teu olhar, mas não da minha luz. Despedi-me do teu sorriso, mas não da minha alegria.
Despedi-me de ti, mas não da vida. Despedi-me do que passou, mas não do que virá. Despedi-me do teu beijo, mas não do meu desejo. Despedi-me do teu corpo, mas não da minha pele. Despedi-me do teu amor, mas não do meu amor-próprio.
Sou agora uma flor esquecida, maltratada pelo destino,
Prometeste-me o mundo, mas entregaste-me apenas o desatino.
Tua alma vagueia em outras paragens,
Enquanto a minha se afunda em tristes naufrágios.
E tudo voltou a ser como era. A tempestade cessou, o rio se acalmou. E o que sobrou? Nada sobrou. Nada antes havia. Nada depois ficou.
