Amor e Morte
Eu, morta e enterrada
Meu silêncio sepulcral
Serve de passagem
Uma espécie de ritual
A vida é renovada
A torre foi, enfim, derrubada.
Eu, descanso em paz.
As vezes a fumaça do meu cigarro tem mais peso que as lágrimas que não saem dos meu olhos.
Formam uma nuvem densa de odio,tristeza e morte.
Iridescência
O que é a vida se não um enigma
Um jogo de esgrima sem vencedor
O que é a vida se a gente não finda
De uma vez por todas o que começou
O que representa esta grande impotência
Da loucura desvairada
Que teu pai te proporcionou
E em qual esquina esteve marcada
Esta promessa que tu nunca concretizou
Nesta eloquência desvairada
Encontrei meu salvador
Entreguei a ti, tudo que de mim sobrou,
Não que fosse muito, sei, sou quase nada
Mas se nada sou, eis-me aqui entregue
Torcendo pra não ser tomada,
Ainda assim, cá estou, abandonada,
Desejando-te da alma à epiderme.
Porque sim, tenho mil amigos
Uma estante repleta de livros e Cd’s
Sim, tenho mil e um escritos,
Mas só um poema é sobre você
E este tem-me sido um companheiro incansável,
Na batalha das decepções que o presente da vida veio a ser
Desde então colmei-me de difíceis escolhas e percebi
Nada mais será bom o bastante sem a dádiva de te ter.
Nada sou perto de tua iridescência admirável.
Conheço uma única pessoa
Capaz de emanar todas as cores mesmo sem permitir
Tens sido excepcional ao ponto de me refletir.
Pois sei, é preciso arriscar pra se libertar,
Prometo estar aqui enquanto decidires ficar.
P.S: Fica!
Thaylla Ferreira Cavalcante
“Amanhã, dia de Corpus Christi. Não vou comungar, não tenho vontade, apesar da paz que sinto. A despeito das minhas dúvidas, dos meus erros, acredito, acredito. A verdadeira fé deve ser mesmo a vontade de crer, de aceitar com humildade como faço agora. É pensar: quero crer, portanto creio. Esta a força que nos leva à frente. Não se deter no pensamento do que é certo ou errado, verdadeiro ou não, mas querer com toda força, aceitar, aceitar. Mas mesmo assim, aceitando, não sei por que, não tenho vontade de comungar. Adio, adio sempre, para uma época que não sei quando, talvez quando não tiver mais tempo. Penso comigo: quando me aposentar irei diariamente à missa como mamãe, Tidoce e Dazinha faziam. Será que me aposentarei um dia? Para mim a aposentadoria é um prêmio tão esperado que chego a temê-lo. Serão dias de sol, de música, de alegria. A liberdade em parte, pois com Nonô na situação em que se acha não me é possível tê-la integralmente. Mas a liberdade exatamente como é mais bela, a liberdade que o amor dá. Não desejo nem nunca desejei a liberdade integral, desde a morte da minha mãe. Liberdade sim, mas presa pelo amor a alguém, a alguma coisa. Liberdade total para mim significa abandono, falta de amor. Preciso querer alguém, prender-me, sentir que necessitam de mim, mesmo apesar do meu receio, das minhas queixas. O que poderei fazer da liberdade total? Arrastá-la como um fardo, invejando as cadeias do amor dos outros e suspirando por elas. Sentarei num banco de praça numa manhã fria e de sol, vendo as árvores, sentindo o vento, ouvindo o vozerio das crianças que brincam, os rumores da vida meio distante através da névoa dos anos vividos. Andarei devagar pelas ruas, pisando as folhas caídas no outono, tentando adivinhas o mistério de cada casa adormecida na manhã fria. E à noite, sentada no quarto de música, ouvirei tudo que amo, olhando os quadros, os retratos na parede, pensando com doçura nos que já se foram, rebuscando na memória um som, um gesto, um sorriso esquecido no tempo.
A vitrola para e me levanto para tirar o disco. Nonô vem saindo do quarto, cheio de tinta. Vou ajuda-lo a lavar as mãos. Irrita-se porque tento enxaguar mais uma vez os dedos que ele julga limpos, me empurra, zanga-se. É sempre assim. Insisto e enxugo vagarosamente os seus dedos, tirando qualquer resto de tinta que por acaso tenha ficado, com um pano velho. Do banheiro encaminha-se para a sala de música, onde liga a televisão e senta-se na poltrona favorita. Acompanho-o me sentando também a seu lado e começamos a ver um filme onde um dos personagens num dado momento faça de inferno. Sacode a cabeça e escreve no caderno, me mostrando: “Não tem inferno, juro a você.”
Olho-o em silêncio e ele mantém o meu olhar, reafirmando com a cabeça:
- Não, não.
Estou com ele, mas quantas vezes não tenho discutido no confessionário a esse propósito! Foi mesmo origem de um desentendimento meu com um padre a quem detestei no momento. Passei muito tempo sem voltar ao confessionário, para quê? Se não admitiam que eu fosse sincera? Que me adiantava dizer que acredito na existência do inferno, se dentro de mim penso o contrário? Nonô, por exemplo, já tem o seu inferno aqui mesmo. Quase cinco anos emparedado vivo, haverá maior inferno? Nem mesmo a morte, libertação, apesar do medo que a precede.”
Vida Vida – pp. 201 e 202
Você é um “tolo fraco” mimado pelas esdrúxulas do poder. Nunca mereceu a magnífica esposa e mulher que teve, preferindo as fugalidades que o cercava.
Você teve à chance de construir uma das mais belas histórias de amor, mas não conseguiu ver isso, preferindo ver a sua rainha morrer dentro de uma carruagem destruída.
Sim! Estou morta! Adormeci na eternidade como rainha e viverei na lembrança indissolúvel daqueles que souberam me amar, já você viverá como se nunca tivesse nascido!
Autora A.Kayra
O Corpo deveria ser a última coisa a ser notada em uma pessoa.Afinal de contas, quando morremos ele é a primeira coisa a ser deixada.
A matemática me entediava justamente pela exatidão, porque na vida nada é exato, com exceção da morte.
Quando a gente perde alguém, acontece aquele choque de realidade, conclusivo: somos temporários por aqui! Lidar com a morte nunca é fácil, porém é um bom momento de reflexão.
O quanto eu tenho amado?
Quantos sorrisos dou por dia?
Beijei e abracei o suficiente?
Vivo com paixão, fazendo valer a pena?
Ironicamente, a morte nos faz refletir sobre a vida... o truque mais doloroso do destino. Enfim... Que a reflexão nos fortaleça para os dias que virão, que a tristeza não sobreponha a saudade!
A verdade é, que já aprendi a viver sem você, talvez um dia eu fui inteiro mas hoje já falta parte de mim
Enfim se não posso ter a parte que me falta
de que adianta viver?
Entao eles me velam como se eu fosse uma crianca dos céus e voce escuta Jesus chorando redimindo meus desejos...
Eu xoro porque ?!
Porque tu me utilizaste brincaste com o meu coração...
E que mal tem ?
Tem que doeu e doi e continuara a doer a culpa é tua mas nao sabes assumir ....
Tambem já me dá igual por vezes só desejava não ter nascido nuncaa...
Me estrangule e me parta !!!
Ah... o olor imaginário de teus cabelos!
loiros como ti mesma , está a me afagar em um veemente debelo
como outrora , em que muitos homens se escondiam por tua carícia .
Ignorantes vermes de teu sorriso e mal interpretes de tua malícia.
Más, do imaginário , só pude no máximo ser abstrato ,
jamais viria tuas amostragens orais de tua voz , quão brandura!!
sequestrando meus alentos da abrasada e atroz chibata do mal trato
retorcendo tudo em urros.Ah feridas sem cura!!
Quero mais que tudo ,a foz de nossas bocas
em um choque sensitivo e revoltado das fatídicas línguas
resvaladias e de peculiar sabor dado ao tempero de minhas mínguas,
ascendendo minha vital inspiração e poesias de tuas curvas mais rotas
Gabriel Silva Corrêa Lima
A vida é assim...
Dias hoje, talvez não amanhã.
Nada é tão certo. Tudo muda. Inconstante.
Mas uma única coisa me dá segurança: saber que o amor de Deus por nós é infinito. Assim, eterna é a sua misericórdia, muito além do que a vida dure.
Minha mãe
"Filho manda uma mensagem no face pra tua tia por mim."
- Tudo bem mãe depois eu mando.
- 5 min depois
"Filho já mandou a mensagem pra tua tia?"
- Mãe vou entrar na internet agora.
- 10 min depois
"Filho já almoçou?"
- Já sim mãe
"E a mensagem pra tua tia, já mandou?"
...
- Mães sempre com o costume de perguntar a mesma coisa 1001 vezes no mesmo dia.
Mas vale a pena obedecer porque um dia elas vão
partir mas poderemos dizer que fomos bons filhos.
Te amo mãe!
E se eu morrer,
não queira doar meu coração,
já pensou alguém sentindo toda essa dor?
Muita judiação.
Meus sentimentos por você morreram juntos com o pôr do sol. A única diferença é que o sol nascerá de novo amanhã.
