Amor e Morte
A única realidade é o movimento físico e espiritual, isto se resume ao óbvio: o mundo dá muitas voltas; uma hora se está sob o sol do paraíso, em outra se está sob as sombras do inferno!
Parece que este mundo físico, material, estúpido e grosseiro, é o inferno, é o próprio inferno, e todos nós iremos morrer e apodrecer, infelizes ou na vigarice da felicidade, seja numa cova rasa ou num suntuoso sepulcro, ou com o cadáver estralhaçado, fulminado ou desaparecido, e o Demiurgo está cagando e andando para todo o sofrimento humano, mas a esperança está num Deus Desconhecido, no Verdadeiro, mas...onde está Ele? Será que está dentro do nosso próprio Espírito extraviado?
As mulheres, as mulheres... São seres maravilhosos e perfeitos, essas feiticeiras, porém, elas esqueceram-se disso, e apenas permanecem na feitiçaria.
Um dia estarás morto,mesmo estando vivo, e teu coração sonhador e solitário então sangrará, mas com a tinta rubra do sangue da desventura, pintarás poemas da esperança de um amor eterno.
Ciente da Verdade, pus-me a encarar com terrível assombro o mistério deste mundo de miseráveis e desgraçados com a mesma pureza e curiosidade de uma criança, de um bom louco e de um demônio expulso do Sol Negro.
Esse supremo horror de existir...cada um de nós, mesmo morrendo, mesmo morto, estará condenado a nunca morrer? E, ao morrermos, esse horror chamado vida prosseguirá, infinito?
Vida: um pesadelo terrível, efêmero, amargo, onde nada é real, dele só acordamos quando o beijo da Morte nos desperta, maternal e gentil.
Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro.
