Amor e Bondade
O amor
Há momentos em que somos tímidos para expressar o amor que sentimos, por medo de envergonhar a outra pessoa ou de nos envergonharmos.
Fugimos de dizer "te amo" e tratamos de dizer esse amor com outras palavras.
Dizemos "se cuida", "se comporta bem", etc, mas, realmente, estas são maneiras diferentes de dizer "te amo", "você é importante para mim", "eu me importo com o que acontece contigo", "não quero que estejas mal".
Às vezes, somos muito estranhos. A única coisa que queremos dizer, e a única coisa que devemos dizer, é, de fato, a única que não dizemos. Devemos escutar o amor nas palavras que as outras pessoas nos dizem. Um elogio dito carinhosamente transporta maior afeto e amor que os sentimentos que são expressados de maneira pouco sincera. Um abraço ou um beijo impulsivos dizem "te amo", mesmo quando as palavras dizem algo diferente. Qualquer expressão de preocupação significa "te quero bem".
Dizemos "te amo" de muitas maneiras: com pequenos presentes, com bilhetes, com sorrisos e, às vezes, com lágrimas. Outras vezes, mostramos o nosso amor quando nos mantemos em silêncio, sem dizer uma palavra. Muitas outras vezes, temos de demonstrar amor, perdoando alguém que não tenha conseguido perceber o amor que a gente tentou expressar.
A quantidade de amor que sente pode ser medida pela quantidade de amor que dá. Ou, em outras palavras, a medida em que dá é a medida em que recebe.
Não precisamos realizar grandes obras a fim de mostrarmos um grande amor por Deus e pelo próximo. É a intensidade do amor que colocamos em nossos gestos que os torna algo especial para Deus e para os homens.
O amor já me deixou noites sem dormir. Já me fez chorar e rir. Já me fez criança de novo. Já me fez velha chata cheia de cuidados e preocupações. O amor já me levou ao céu só com um sorriso. Já me fez sonhar acordada por ter alguém do meu lado. Já me fez levitar com um simples cheiro. O amor já me fez amar mais que a mim mesma. O amor me fez mãe.
Não tenho dúvidas de que você me ama.
Porém, não vou mais me submeter ao seu amor marginal, amor este que me rouba a felicidade fazendo com que eu sinta culpa de todas as vezes em que você não se sentia bem e me dizia que não dava mais, achei que o problema era eu, tentei mudar, mudei, mas nada mudou. Até que percebi que sempre fui o "melhor namorado do mundo", mas você não estava sabendo conviver com tanto amor que a ti era entregue, então decidi nunca mais chorar, hoje não tenho dúvidas do quanto me ama e por me amar decidiu aceitar minha despedida, pois você sabe o quanto é incapaz de me fazer feliz.
Todas as virtudes são filhas do amor, assim como todos os defeitos de caráter são filhos do egoísmo.
O amor é uma palavra que sempre chama
atenção, mesmo que a gente não queira, o
amor tem sempre a razão.
O amor é um sentimento tão nobre,
tão bonito, é nele que eu me
alimento, é nele que eu acredito.
Enquanto houver suspeita amorosa, o amor aumenta; quando há razões que fundamentam a suspeita, o amor é expulso.
O amor é como um teatro , quem assiste acha lindo mais os personagens devem ralar muito pra que a peça fique perfeita.
Salvar é uma grande palavra. E amor é uma palavra ainda maior. Grandes palavras escondem grandes enganos.
Maridos uma mistura sábia de amor e firmeza possibilita um bom comando, mas nem a aspereza nem a amabilidade sozinhas mantêm um lar feliz.
Queria beijar teus lábios morenos
Sentir teu abraço apertar minh'alma
Sentir o gosto do teu amor nos braços meus
Olhar nos teus olhos sem dizer adeus.
Vai por mim, amiga, se doer, não é amor!
Amor não dói, o que dói é desprezo!
Então, desapega do que não presta e se automedica de amor-próprio, porque este, sim, te cura de qualquer praga que não te merece!
Eu te amo, homem, hoje como toda vida quis e não sabia, eu que já amava de extremoso amor o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos de bordado, onde tem o desenho cômico de um peixe — os lábios carnudos como os de uma negra.
Divago, quando o que quero é só dizer te amo.
Teço as curvas, as mistas e as quebradas, industriosa como abelha, alegrinha como florinha amarela, desejando as finuras, violoncelo, violino, menestrel e fazendo o que sei, o ouvido no teu peito pra escutar o que bate. Eu te amo, homem, amo o teu coração, o que é, a carne de que é feito, amo sua matéria, fauna e flora, seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas perdidas nas casas que habitamos, os fios de tua barba.
Esmero. Pego tua mão, me afasto, viajo pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu gosto:
"Dize-me, ó amado da minha alma, onde apascentas o teu gado, onde repousas ao meio-dia, para que eu não ande vagueando atrás dos rebanhos de teus companheiros".
Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memória ama fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.
Te alinho junto das coisas que falam uma coisa só: Deus é amor. Você me espicaça como o desenho do peixe da guarnição de cozinha, você me guarnece, tira de mim o ar desnudo, me faz bonita de olhar-me, me dá uma tarefa, me emprega, me dá um filho, comida, enche minhas mãos.
Eu te amo, homem, exatamente como amo o que acontece quando escuto oboé. Meu coração vai desdobrando os panos, se alargando aquecido, dando a volta ao mundo, estalando os dedos pra pessoa e bicho.
Amo até a barata, quando descubro que assim te amo, o que não queria dizer amo também, o piolho.
Assim, te amo do modo mais natural, vero-romântico, homem meu, particular homem universal.
Tudo que não é mulher está em ti, maravilha.
Como grande senhora vou te amar, os alvos linhos,a luz na cabeceira, o abajur de prata; como criada ama, vou te amar, o delicioso amor: com água tépida, toalha seca e sabonete cheiroso, me abaixo e lavo teus pés, o dorso e a planta deles eu beijo.
“É só no silêncio que o amor toma consciência de sua essência miraculosa, de sua liberdade e de sua potência de intimidade. As palavras ditas destroem sua penugem e sua graça sempre nascente. Quem duvidaria que, no Paraíso, os espíritos desfrutam de si mesmos comunicando-se com Deus e com os outros espíritos no fervor de um perfeito silêncio?”
Soneto XXII
Quantas vezes, amor, te amei sem ver-te e talvez
sem lembrança,
sem reconhecer teu olhar, sem fitar-te, centaura,
em regiões contrárias, num meio-dia queimante:
era só o aroma dos cereais que amo.
Talvez te vi, te supus ao passar levantando uma taça
em Angola, à luz da lua de junho,
ou eras tu a cintura daquela guitarra
que toquei nas trevas e ressoou como o mar desmedido.
Te amei sem que eu o soubesse, e busquei tua memória.
Nas casas vazias entrei com lanterna a roubar teu retrato.
Mas eu já não sabia como eras. De repente
enquanto ias comigo te toquei e se deteve minha vida:
diante de meus olhos estavas, regendo-me, e reinas.
Como fogueira nos bosques o fogo é teu reino.
A DOR DE UM AMOR NÃO CORRESPONDIDO...
Uma frustração,
Um tormento...
Essa dor,
Esse sentimento.
Tento evitar...
Pois me causa,
Um grande sofrimento
Por quê?
Por que isso?
Por que comigo?
Qual o motivo?
Não pedi,
Não escolhi...
Mas aconteceu.
E o que faço?
Luto? Fujo?
Escondo? Espalho?
Sinto saudade,
Sinto vontade.
Sei que não posso
Sei que não devo
Será que preciso me afastar?
Será essa a saída?
Será isso uma despedida?
Essa vontade...
Esse medo,
Esse insaciável desejo...
Amo você.
Mais preciso entender,
Que esse é um amor
Que não pode acontecer.
Demonstrei, falei
Lutei, amei
Tudo ao meu
Alcance eu tentei,
Mas... Mas não te ganhei.
Há amo muito,
E por isso
Abro mão de ti
Somente para, te ver feliz...
E eu? Eu... nesse sufoco
Vou seguindo
Todo iludido,
Correndo atrás,
Desse amor
Que não...
Não pode ser correspondido...
Devagar, o tempo transforma tudo em tempo. O ódio transforma-se em tempo. O amor transforma-se em tempo. A dor transforma-se em tempo. Os assuntos que julgamos mais profundos, mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis transformam-se devagar em tempo. Mas, por si só, o tempo não é nada, a idade não é nada, a eternidade não existe.
