Amor do Sol e Lua
Se um dia nada mais existir , nem a lua nem o sol , tenha certeza que meu amor por você existira , lindo como a lua e quente como o sol.
A vida é bela, o dia tem o sol, a noite tem a lua, o mar as ondas, o amor paixões, compondo o cenário de sensações... Numa só aquarela.
Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Rio de Janeiro, RJ - 29 de agosto, 2010
SOMOS FEITOS DE QUÊ?
Somos feitos de amor...
com confeito de pó de estrelas...
de lua... de sol...
de nuvens... de mar...
de rio... de cachoeira... de estrelas...
No meu e no teu peito,
um camaféu de estrela...
onde enlaçadinhos estão nossos “dnas”...
Dormentes estamos...
Vez ou outra, abro um dos olhos
pra ver se ainda dormes...
Está na hora... de acordar...
vamos a cor dar às nossas vidas...
às vidas dos outros e ao mundo?
Hora de acordar e amar...
Até que os ventos já não passem
A lua não se escondesse
O sol não se ilumina-se
Mais o amor que sinto por você esse sim, jamais vai acabar
Te amo muito
O maior amor que existe é entre o sol e a lua: eles aguardam o eclipse final para se beijarem, de olhos fechados, em um jantar à luz de velas.
O amor de verdade é como o encontro do Sol com a Lua: dois mundos completamente diferentes que respeitam o tempo um do outro. Mesmo quando a distância parece infinita, eles se buscam na imensidão do céu. Amar é saber que, por mais que a noite seja escura, existe uma luz no outro que sempre me faz lembrar o caminho de volta
DeBrunoParaCarla
O amor é o sol
O amor é a lua
De dia me aquece
A noite me ilumina
O amor é o fogo
O amor é a agua
Consome minha dor
Inunda o meu ser
O amor é a terra
O amor é o ar
Produz os nossos frutos
Dependo pra respirar
O amor é o céu
O amor é o mar
Um bom lugar para morar
O lindo banho pra recordar
O amor é Deus
O amor é Jesus
Criou o ser humano
Salvou o homem na cruz
Toda honra e glória a Jesus
O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.
Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.
O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.
Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.
O amor entre um homem e uma mulher é como o encontro do sol com a lua no horizonte: duas forças distintas que, ao se tocarem, desenham o eclipse perfeito de uma única alma.
O Sol se pôs e a Lua se ergueu,
foi no Galo da Madrugada
que o amor para nós aconteceu
numa noite estrelada --
O mundo parecia que parou,
e no final era só você e eu.
Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado
Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:
— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.
O Sol lhe respondeu:
— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.
A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:
— Sol, queres trocar de lugar comigo?
E o Sol respondeu:
— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.
A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:
— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.
O Sol lhe responde:
— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.
A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.
Se passou o tempo.
A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:
— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.
E o Sol lhe responde:
— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.
E a Lua retruca:
— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.
E o Sol rebate:
— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.
A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:
— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.
Riu o Sol:
— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.
Mas a Lua retruca:
— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.
O Sol responde:
— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.
A Lua então pede novamente:
— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.
E o Sol lhe responde:
— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.
— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.
— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.
A Lua cita:
— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.
E o Sol lhe diz:
— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.
A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.
Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.
Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.
E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:
— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.
E a Lua responde às estrelas:
— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.
As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:
— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.
— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.
Mas a Lua exclama:
— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.
Então uma estrela velha lhe disse:
— Sabia que muitas de nós já estão mortas?
A Lua questiona:
— Por quê?
E responde a estrela:
— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.
A Lua fala novamente:
— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?
E a estrela diz:
— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.
— Por quê? — disse a Lua.
— Consulte-lhe — diz a estrela.
E a estrela, com rapidez, lhe responde:
— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.
A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.
Fim.Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado
Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:
— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.
O Sol lhe respondeu:
— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.
A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:
— Sol, queres trocar de lugar comigo?
E o Sol respondeu:
— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.
A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:
— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.
O Sol lhe responde:
— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.
A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.
Se passou o tempo.
A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:
— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.
E o Sol lhe responde:
— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.
E a Lua retruca:
— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.
E o Sol rebate:
— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.
A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:
— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.
Riu o Sol:
— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.
Mas a Lua retruca:
— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.
O Sol responde:
— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.
A Lua então pede novamente:
— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.
E o Sol lhe responde:
— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.
— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.
— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.
A Lua cita:
— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.
E o Sol lhe diz:
— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.
A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.
Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.
Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.
E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:
— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.
E a Lua responde às estrelas:
— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.
As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:
— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.
— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.
Mas a Lua exclama:
— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.
Então uma estrela velha lhe disse:
— Sabia que muitas de nós já estão mortas?
A Lua questiona:
— Por quê?
E responde a estrela:
— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.
A Lua fala novamente:
— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?
E a estrela diz:
— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.
— Por quê? — disse a Lua.
— Consulte-lhe — diz a estrela.
E a estrela, com rapidez, lhe responde:
— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.
A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.
Fim.
O sol tem a terra para aquecer e iluminar...
A lua tem o mar, que nas marés vive o amor a demonstrar...
E eu tenho você, para que em vida,
o sonho sempre poder te ofertar.
Sol e Lua - Contraste
Sidney Santos
S inal de amor constante
O uro e pedra diamante
L írio flor radiante
L uz quase presente
U m amor de repente
A ura paixão latente
