Amor de Tios
Em um belo dia de sol, na correria do dia a dia, peguei um trem, os pensamentos voaram em trilhos, percorreram as estações. Um turbilhão de pensamentos começou a se passar em minha cabeça, sentimentos a mil, coração pulsando acelerado.
Passavam-se as estações, a locomotiva estava a todo vapor. Todo mundo com pressa de chegar ao destino. Pessoas entreolhavam-se vagamente, friamente. Haviam também as belas e singelas emoções e demonstrações de afetos... olhares que se viam, sobrancelhas que se arqueavam, sorrisos marotos e, por vezes, piscadelas como se fosse um convite a olhar a dimensão do outro.
O trem parava a cada estação
Pessoas desciam
Pessoas subiam
O baile dos trilhos continuava sem sessar.
A cada estação, uma história
A cada estação, novas pessoas
A cada estação, um novo destino
A cada estação, uma inspiração.
Me permiti a olhar para os rostos, os semblantes que ali estavam, eles falavam impetuosamente sem dizer uma palavra se quer. Percebi que muitos queriam um amor de verão a cada estação, onde amores se vem e vão a cada vagão. Aprendi que um amor de verão não seria o suficiente para uma estadia mais longa nesta estação. A locomotiva continuou a trilhar...
Percebi, ainda, que alguns queriam um amor que pudessem estacionar, um amor de estação, a qual a estadia fosse leve e sólida. Aprendi que um amor de estação iria permanecer ali, mesmo com o passar dos verões a cada estação, embora muitos trens passassem com os seus transeuntes frios e distantes.
Presenciei tudo isso e cheguei a uma conclusão: para aquém dos amores de verão a cada estação, quero continuar pensando que o amor onde eu possa estacionar, seja trilhado pelo afeto, tão livre e leve quanto a fumaça da locomotiva que baila no ar.
E sim, eu estava lá, a todo vapor!
CARTA AOS NOSSOS ANCESTR(P)AIS
Pais,
Conversem com os seus filhos
Ouça-os
Eles gritam em silêncio
Consegues ouvir?
Pais,
Sejam presentes na vida dos seus filhos
Participem
Eles se anulam na multidão
Consegues perceber?
Pais,
Olhem mais para os seus filhos
Veja-os
Eles são luzes em meio à escuridão
Consegues enxergar?
Pais,
Não nos falaram sobre a vida adulta
Erramos, erramos feio
Erramos feio porque também erraram com vocês
Onde erramos?
Pais,
Esqueceram de nos falar o quanto doía voar
Voamos, choramos ao voar
E ao voar, doeu... só eu senti. Ninguém percebeu
Para onde voamos?
Pais,
Pecamos ao falar do nosso lar
Não sabíamos da imensidão do inferno que nos aguardava lá fora
Omitiram-nos essa informação
Por que não nos falaram?
Pais,
Não nos deixe morrer
Ainda somos jovens
Queremos viver
Até quando?
Pais,
Vocês deram o seu melhor
Perdoo-os para eu poder seguir
Vocês não têm culpa, nós também não temos culpa
De quem é a culpa?
Pais,
Um lugar de aconchego
Onde encontro a paz
Um lugar de amor, o meu cais
Cadê vocês, onde estás?
Pais.
Já parou pra observar como são coloridos os balões?
Fiquei pensando sobre... Como o balão vai se tornando leve a medida que ele vai se aquecendo. Quanto mais calor, mais ele se eleva em direção ao céu. O calor faz ele ter um voo incrível entre as nuvens.
O balão se camufla com as suas cores entre as nuvens. O reflexo do por do sol em si deixa ele reluzente...
Fico pensando como o colorir dos balões, como o jogo das cores da natureza, como o azul do céu, como um por do sol entre as nuvens, é capaz de dar gás à vida através de uma simples chama. Isso é fantástico! Causam borboletas no estômago.
Fico pensando sobre os balões e o seu modo de funcionar... Me lembra muito as emoções, o coração. A qual precisamos de um gás a mais, precisamos de uma chama pra acender o amor oculto que há em nós.
Quando somos aquecidos pelo amor, somos capazes de voar, somos capazes de colorir a vida, somos capazes de flertar com o perigo num voo livre entre as nuvens, ou melhor, entre os sentimentos... Como um balão, podemos voar, podemos contemplar à vista, o por do sol, por meio da chama que nos aqueceu outrora.
Quanto mais fogo, mais eu subo em direção ao céu. Quanto mais sou aquecido, mais eu subo em direção a doce vida e os seus favos de mel.
Costumo pensar que o mesmo aquecer que faz o balão flutuar, é o mesmo aquecer que nos faz levitar quando somos envolvidos pela chama do amor.
Como balão, eu subo, subo em direção ao céu.
Com o coração aquecido, eu subo, subo em direção ao amor.
No céu, encontrarei vários balões coloridos, tão leves quanto o meu coração. No céu, encontrarei vários corações aquecidos, tão quente quanto o meu balão colorido.
E para voar
E para amar
É preciso acender a chama
É preciso deixar a chama queimar
É preciso ser leve para voar, para amar
Assim como um balão aquecido, colorido de amor...
Fomos muito ingênuos
Procuramos um no outro coisas que não podíamos encontrar
Perdas que nada tinham a ver com aquela relação
Eu fui verdadeiro e te vi de verdade
Nossas almas se encontraram, nuas e desarmadas
Vi em você a pureza de um coração
Que preferiu se endurecer porque não queria perder mais nada
Por menor que fosse, por mais desimportante
Você viu em mim o cuidado
A juventude que você negou a si
Os erros que não se permitiu cometer
A fé que você sentia que nunca existiu
Foi amor
Foi paixão, foi fogo e queimou
Você diz que ainda me ama
Mas te desafio a entender que você amava
A pessoa que se permitiu ser ao meu lado
Abraços quentes
Uma dor no estômago
O vento que arrepiava em sua garupa
As noites em silêncio
A mensagem não lida
O celular desligado
O amor ligou
Mas não encontrou você do outro lado da linha.
19 de julho (do ano passado)
Eu precisei me recolher
Tudo que remetia a mim, levei comigo
Sozinho, coloquei em um pedaço de pano
Todas as coisas que trouxe comigo
Naquele dia entendi que não havia ali um lugar pra mim
Que era sobre você enxergar a si de verdade
Que era sobre eu entender a onde eu pertencia
Não ouso dizer que não foi amor
So eu sei do que fiz e do que abri mão
Estar contigo me custou muito
Preço que paguei com um sorriso no rosto
Um sorriso que também custou caro
Estive mal, quase caí várias vezes
Mas também não foi você que me segurou
Me segurei sozinho, me encontrei no chão em cada queda
E percebi que estava só
Percebi que ao seu lado eu era mais útil do que amado
Era mais prático do que amor
Pra você eu fui de graça
Colori os dias de verde, de marrom e de cinza
Enfrentei seus medos, extrai as verdades mais doloridas
Nos curamos você as custas de minha própria saúde
Cai mais uma vez, e mais uma vez você não foi socorrer
E enquanto sacudia a poeira dos meus joelhos
Você precisou de mim de novo e lá eu estive
Doeu entender
Eu por nós
Eu por você
Você por você
Senti ternura quando te disse que ia embora
Voltei porque acreditei que sentiu falta de mim
Mais uma vez decidi cair fora
Você cresceu, se tornou maior do que imaginou que seria
Venceu todos aqueles obstáculos que pareciam insuperáveis
Te olho hoje de longe
Com olhos de amor e de esperança
Com a certeza que não era pra ser
De que o amor ainda é a coisa mais importante desse mundo
E sabendo que amor vem de dentro
Primeiro pra mim e depois para os outros
Te amar me doeu
Mas meu amor por mim me salvou
"A fé não é o que nos livra da tempestade, é o que nos ensina a dançar na chuva confiando que Deus já preparou o sol."
"Enquanto você ora pedindo portas abertas, Deus está construindo um caminho onde nem portas existem."
Talvez eu precisasse escrever, talvez não. A difícil façanha de descrever o nada, o tudo, o eu. Navegando neste emaranhado de palavras advindas de um lugar que não se pode ver, mas se pode sentir. Tornar o abstrato em algo concreto é uma tarefa que requer muita habilidade, diria que um pouco de maestria. A difícil arte do viver, do que é viver, de dar vida àquilo que apenas habita em seus pensamentos, em seus sentimentos. Outrora, tenho pensado sobre o que seria esse abstrato que tanto almejo tornar concreto. Não sei! Talvez não tenho uma resposta concreta para dizer. Não consigo nomear. E o fato de não conseguir nomear tal grandeza de sensações, de sentimentos, de vazios, de vácuos, de confusões... me faz uma pessoa capaz de ver a vida com os olhos que abarcam a utopia do que é viver. Mas, ainda não compreendo muito bem sobre a arte da vida, sou muito jovem ainda para ter essa tal de maturidade a ponto de compreendê-la! Talvez a maturidade nunca chegue. E se chegar, um sábio me tornarei, talvez já sou, mas não ouso arriscar em falar sobre essa sabedoria que jaz, creio que é uma responsabilidade a mais para se carregar e, eu não quero. Andei pensando, corri pensando, nadei pensando, viajei pensando, naveguei pensando... mergulhei! Mergulhei de cabeça! Fui à procura do tão utópico e sonhado abstrato; nessa parte, leia-se com expressão de estupefação, um neologismo, até! Será se viver não seria um neologismo a cada instante? A façanha caminhada à deriva no mundo do abstrato, à procura das tão temidas sensações que compõem os vácuos da vida, as lacunas impreenchíveis e, que, possivelmente, nunca serão! É preciso que o vácuo exista e se faça presente, para, só assim, você se reinventar e preenchê-lo sempre que desejar e da forma que achar plausível para sua breve existência de vivências e experiências. Nesta parte, é difícil falar do abstrato, pois o mesmo soa como algo indizível, e ressoa em você como algo intocável, pois as vivências são únicas e abstratas, ao seu modo. Aqui, cabe a mim dizer que o abstrato tem forma, tem vida, tem nome e sobrenome e, apesar de ter nome, não consigo nomeá-lo, por mais que eu queira. Será se esse nome não seria a junção de tudo aquilo que compõe o vazio? Aqui, você pode ler em tom de espanto com um misto de dúvida. Te dou a autorização para navegar no abstrato que paira em você. Continuo te autorizando a refletir sobre o quão imenso e vazio são os abstratos que te compõem. Ledo engano! Cá entre nós, da minha parte, você não precisa de autorização nenhuma. A única pessoa que, realmente, precisa te autorizar, é você mesma. Comecei escrevendo dizendo que precisava escrever. Escrevi, escrevi, escrevi... no final, ainda não consegui nomear o abstrato que habita em mim e que reflete em você. Talvez eu nunca conseguirei fazer tal descrição. Acho que a maior façanha é essa: tentar viver aquilo que não se pode prever.
Num dia como esse não se pode perder a chance de caminhar, correr, exercitar o corpo, sem esquecer da mente e do espirito.
Aproveite o sol e faça seus exercícios, porem, lembre-se de ler mais algumas páginas daquele livro que está lendo. Não o abandone!!!
Lembre-se também de cuidar de seu espirito, seja grato a Deus por um dia tão lindo, pelos amigos que tem, pelas pessoas que pode ajudar, por seu trabalho, por sua prosperidade, por sua vida.
Amo o sol, amo minha vida, meu corpo, o que sou, o que posso fazer e o Deus que me orienta e me faz sempre mais prospero, generoso, amado e feliz!
Um verdadeiro cristão tem por característica falar bem e enaltecer outro cristão, de maneira a promover o amor ao próximo. Não fala mal, não descaracteriza, mas leva em oração a súplica para que Deus conclua a boa obra em Cristo Jesus na vida do seu irmão.
Se você faz de tudo, até coisas que não gosta para ser amado e aceito, saiba que quem se aproxima por conta disso não é porque foi conquistada e gostou da sua pessoa, mas sim do que você oferece apenas.
Você se coloca no lugar de objeto descartável de prazer e não de pessoa a ser amada e respeitada pelo que é.
E por certo será abandonado assim que não for mais útil.
Não há tempo para se afogar em lamentações e nem espaço para guardar tristes recordações. Viva o que vida lhe presentear. Sinta, chore, sorria, seja, doe, ame e tudo o mais. Prender-se ao passado é correr o risco de viver a eterna espera do que nunca virá.
Esperança Calculada
Não é semente lançada ao vento cego,
Nem flor que busca o sol em terra árida.
É algo mais profundo, um movimento interno,
Uma aposta fria, quase absurda.
Surge quando o eco de um olhar perdido
Ressoa nas paredes do já vivido,
Quando o toque, um dia, foi porto e não viagem,
E deixou cicatriz de doce passagem.
É a sombra de um porto que se crê verdadeiro
Num oceano vasto de talvez e talvez não.
É sustentar, com mãos trêmulas, o castelo
De um "sempre" que o tempo pode desmanchar.
É a memória viva de um instante
Que se recusa a ser só lembrança.
É o fio invisível que persiste em costurar
Os rasgões que o desencontro veio a fazer.
É crer que aquele abraço, denso e raro,
Não foi acidente no caminho vazio,
Mas um ponto fixo, um norte descoberto
Numa cartografia de afeto puro.
É a chama que se alimenta não de lenha,
Mas do próprio ardor que a sustenta,
Sabendo que o combustível é finito,
E ainda assim, arder com gosto infinito.
É apostar no humano, frágil e complexo,
No amor que é escolha, dia após dia,
Mesmo quando a lógica fria desmonta
A arquitetura frágil dessa ponte.
É a coragem nua, despojada,
De crer no fundo que o encontro foi real,
E que, apesar do risco e da incerteza,
Vale a pena manter a chama acesa.
É a esperança que não espera milagres,
Mas tece, no silêncio, sua própria teia:
A de que o amor mais puro, quando chega,
Não se dissolve, mesmo quando parte.
Pois sua essência fica, marca indelével,
Um cálice vazio que ainda guarda o mel.
Quando observamos a prudência como uma análise crítica do inconsciente humano e da relação estabelecida com o outro, percebemos uma íntima ligação dela como um elemento regulador que, de certa forma, regula a dor. A prudência pode ser considerada uma virtude prática.
A prudência, nesse sentido, apresenta uma faceta de introspecção, na qual o indivíduo, ao olhar para as profundezas de si mesmo, percebe como sua posição em relação ao problema é determinante para o estabelecimento da dor. Nesse sentido, sua análise começa quando ele se implica na sua dor, deixando de ser mero agente passivo e tornando-se protagonista na construção de uma nova realidade psíquica.
No caminho da prudência, o indivíduo busca novos conhecimentos que lhe trarão uma nova perspectiva de vida sob outro ângulo. Esse conhecimento sobre o que é humano lhe permitirá atuar de maneira mais eficaz consigo mesmo, retirando a ignorância que o impede de entender sua complexidade como um ser espiritual.
Dessa forma, ao trazer para o consciente o seu inconsciente, ele se torna capaz de mudar sua posição frente ao problema. E, ao fazer isso, encontra a função reguladora que ameniza a dor por meio da prudência. Ao agir assim, muda sua concepção sobre o outro, pois também mudou sua concepção de si mesmo. Nesse novo caminho, já não é refém de emoções provocadas por situações externas, mas consegue nutrir boas emoções internamente, mantendo-se em equilíbrio e resgatando a noção de humanidade.
Afinal de contas, o amor é prudente!
Desistir
Desistir é melhor opção no momento. Não me julgue covarde por isso, mas é a melhor forma de demonstrar amor, entendo e aceito seu momento, não se sinta mal por eu estar desistindo, mas não vejo outra alternativa, isso não é saudável p nós. Essa é uma das piores decisões que tenho que tomar, o peito aperta uma dor que transborda nos olhos a tristeza da desistência...
desisto disso, de você, de nós...
Me perdoe por isso!
Te deixo seguir, não é que eu não queira mais vc mas ficarei com as lembranças.
Só que eu não vou deixar suas lembranças se apagar, pq vc me ensinou a ter mais confiança...
As vezes o amor é ingrato e a gente entende, que simplesmente não era pra ser.
ERMA
"Então farei assim, a gente para aqui e retomamos lá na frente se houver amor, se o amor não resisti a gente teve aqui boas lembranças ("Raffa Mogi")
Deixar herança é isso, algo espiritual.Dinheiro qualquer um pode deixar mas edificar pessoas, construir presença a ponto de deixar nas pessoas a percepção de grandeza é para raros e iluminados espíritos.
