Amor de Tia
A dor do amor puro não vem do mal que o outro faz, mas da imensidão de um sentir que já não cabe no próprio peito.
O amor mais puro é aquele que sangra sem criar rancor, porque a sua natureza é acolher, nunca destruir.
A verdadeira dor de amar não vem do medo de perder o outro, mas da certeza de que o amor continua existindo, intacto, mesmo quando não há onde repousá-lo.
O amor puro não faz barganhas: ele dói justamente porque continua desejando o bem, mesmo quando o destino escolhe caminhos separados.
No fim, a dor do amor verdadeiro não apaga a sua luz; ela apenas provar que o coração permaneceu humano em um mundo que aprendeu a anestesiar o sentir.
Quem ama de verdade aprende que o amor puro não busca garantias; ele salta no escuro sabendo que a queda faz parte do voo.
O amor puro não expira com o fim da convivência; ele se transforma em uma dor bonita, uma lembrança viva de que fomos capazes de sentir até o fim.
"Às vezes o término não acontece por falta de amor, mas por um acúmulo de brigas que ninguém do lado de fora viu."
Talvez não precisemos compreender todo o amor para reconhecê-lo. Há mistérios que não cabem em palavras, mas se revelam quando são vividos.
A maior ilusão é acreditar
que o amor entre duas pessoas
aumenta naturalmente com o passar do tempo,
pois se as pessoas são seres
que enfraquecem com o tempo
o que ela sentem também o será,
dessa forma devemos procurar
fazer de tudo para que esse enfraquecimento
seja o mais lento possível.
Como o corpo precisa de atividades físicas
para se manter por mais tempo ativo na vida,
o amor necessita de mais cuidados
para se manter vivo entre os que se amam.
Amor é troca, paixão é anulação.
Amor é cuidar e ser cuidado,
paixão é só cuidar.
Amor nos remete à racionalidade,
paixão à irracionalidade.
Amor nos faz viver uma realidade,
paixão pode nos conduzir a uma ficção do amor.
As declarações de amor são importantes e necessárias para a longividade de uma relação, mas erão apenas palavras se não forem expressadas pelos os atos.
As declarações de amor contribuem para a construção de um relacionamento, mas o verdadeiro operário que soloidifica o que foi construído, se chama ato.
Eu quero um amor que não seja covarde. E não falo de guerras, heróis ou moinhos, falo do amor que não foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silêncio, segura a mão sem medo do tédio. O amor corajoso não é o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas também partir com dignidade, sem transformar distância em castigo. O que confia, mesmo quando não entende. O que não precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, é permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.
A Casa do Pai
O amor não veste terno de julgamento,
Nem pede que você esconda a sua dor.
O abraço do Sagrado é acolhimento,
É descanso, é remédio, é puro afeto e calor.
Se a religião te fez sentir pequeno,
Se te deram pedras em vez de pão,
Saiba que o céu não guarda esse veneno:
Deus é o alívio para o seu coração.
Ele não quer a sua perfeição fingida,
Nem a culpa que te faz curvar o olhar.
Ele quer a sua alma livre, erguida,
Com espaço para sorrir e respirar.
Desarme o peito, esqueça a aspereza.
A luz divina é leveza, é mão estendida.
Quem ama de verdade não apaga a sua luz,
Mas te acende de novo para a vida.
"Onde não existe sabedoria
não existe
paz, onde não existe paz
não existe amor e onde não
existe amor
não existe justiça: aquilo que para você é
visto como evolução, aventura
ou novidade,
para mim é percebido como repetição
vazia, superficialidade ou falta
de propósito."
Álbum: O Mundo Jaz no Maligno
(Autor-desconhecido)
