Amor de Filho para Mãe Falecida
Mãe,
mulher que usa suas mãos,
para nos educar, alimentar e amar,
pode um filho ser esquecido pelo seu pai,
porém mãe que é mãe, não esquece um filho jamais...
Mãe,
até mesmo brigando com a gente,
nos dá carinho...
por amor,
faz brotar uma flor,
em nosso espinho...
Nunca deixe sua mãe,
para viver sua vida,
é dela que veio você
e da mãe dos seus filhos
virá a sua família!
Ela não vai atrapalhar,
ela vai ficar no cantinho dela só te observando,
pode o mundo te esquecer,
que ela vai por você,
estar de joelhos orando...
Ela vai estar sempre,
mesmo quase sem enxergar,
arrumando uma camisa sua
e sua comida preferida,
só esperando você chegar...
Mãe é um ser tão especial,
para estar com a gente a todo instante,
não para você colocar uma foto dela,
em qualquer lugar da sua estante...
Mãe, mulher amada e exemplar,
ela não fala, mas vive esperando um abraço seu,
faça isso já,
porque amanhã ela poderá estar,
nos Braços de DEUS...
Para você filho,
sua mãe é a sua Felicidade,
hoje ela está a sua disposição,
mas neste mundo de ilusão,
tudo que é bom vira saudade!
No calendário não tem uma data para comemorar o dia dos filhos, porque toda mãe sabe que filho é uma dádiva bendita que se celebra todo dia.
MÃE ATÍPICA: A RECONSTRUÇÃO
Minha relação de mãe atípica com meu filho é absoluta!
Ele foca no nada e eu no tudo.
Sou alicerce e o porto.
Ele a ponte e o muro.
No cansaço me despedaço...
Ele se perde nos seus pedaços.
Me ergo para reconstruir o castelo de vidro.
Que ele quebrou numa mente dispersa no infinito.
Somos feitos de fragmentos de dor,
Mas inteiros nessa simbiose do amor.
Não me peça calma, se não conhece minha luta.
A neurodiversidade não tem culpa.
Lu Lena
A vida da mãe especial e a do filho estão entrelaçadas de tal forma que ela se dedica a ampliar as possibilidades dele, unificando-se numa só alma.
Lu Lena
A relação mãe atípica e filho neurodivergente é de uma cumplicidade que extrapola toda compreensão e entendimento, onde dois mundos distintos revelam suas verdadeiras essências e, criando nessa relação simbiótica, um espaço de pertencimento onde os mundos se unificam num amor que transcende.
Lu Lena
MÃE ESPECIAL
Ela não pode viver a vida do filho neurodivergente, mas é a extensão dela.
Lu Lena / 2026
A trilha
Na noite mais fria que a montanha já contou,
uma mãe e seu filho seguiam o mesmo amor.
O vento cortava a pele, a alma e o coração,
mas havia um calor maior guiando cada direção.
A barraca era pequena diante da imensidão,
e o frio roubou o sono, mas não a emoção.
As estrelas testemunhavam, em silêncio e luz,
o amor mais puro da Terra seguindo sua cruz.
Às três da manhã, quando o mundo ainda dormia,
levantaram-se juntos, abraçados pela coragem que existia.
E cada passo na pedra, cada respiração no ar,
era uma declaração de quem escolheu não parar.
Subiram.
E a montanha os recebeu.
Não como visitantes,
mas como quem reconhece quem venceu.
Lá no alto, entre nuvens e o infinito azul,
o frio era intenso, mas o amor era mais sutil.
Daqueles que não fazem barulho nem precisam aparecer,
porque nasceram para permanecer.
Então veio a descida.
E com ela, o amanhecer.
O sol surgiu devagar, como quem tem medo de interromper
aquele encontro tão raro entre o tempo e o sentir.
A luz dourada tocou seus rostos cansados,
e o mundo inteiro pareceu ficar ajoelhado.
Pararam.
Um café quente fumegava entre as mãos.
E naquele instante tão simples, tão pequeno,
cabia uma eternidade de emoções.
A mãe tomou um gole.
Depois outro.
E pediu mais um.
Porque algumas felicidades são bonitas demais
para terminarem no primeiro gole.
O filho estava ali.
O sol estava ali.
A montanha estava ali.
E Deus também.
Guardando em silêncio aquele instante perfeito.
Anos passarão…
As trilhas mudarão.
As pegadas desaparecerão da terra.
Mas jamais do coração.
Porque o que ficou daquele dia
não foi apenas o topo alcançado.
Foi o amor caminhando lado a lado.
Foi o frio que virou lembrança.
Foi a luz vencendo a escuridão.
Foi uma mãe olhando para o filho
e agradecendo, em silêncio, pela bênção daquela companhia.
E foi aquele segundo café…
Que tinha gosto de amanhecer.
Gosto de conquista.
Gosto de saudade antes mesmo de acabar.
Mas, acima de tudo,
gosto de amor.
Daquele amor raro,
que não precisa de palavras,
porque aprendeu a ser eterno.
O Segundo Café
Naquela madrugada gelada de montanha,
uma mãe e seu filho caminhavam juntos,
sem saber que estavam escrevendo uma lembrança
que o tempo jamais seria capaz de apagar.
O frio era cruel.
Daqueles que atravessam a roupa, a pele e os ossos.
Às nove da noite, deitaram-se na barraca para descansar.
Precisavam acordar às três da manhã para continuar a subida.
Mas o vento cortava a escuridão com tanta força,
e o frio era tão intenso, tão absurdo,
que dormir se tornou impossível.
Ali, no silêncio da montanha,
quando o corpo implorava por conforto,
a mãe olhava para o filho.
E o filho olhava para a mãe.
Sem muitas palavras, encontravam força um no outro.
Quando a hora chegou, levantaram-se.
Congelados. Cansados. Desafiados.
Mas seguiram.
Passo após passo, pedra após pedra,
vencendo o medo, o cansaço e a própria vontade de parar.
Até que chegaram ao topo.
O Pico das Agulhas Negras estava diante deles.
O frio continuava impiedoso,
mas naquele instante já não importava.
Porque existem conquistas que aquecem a alma.
E nenhuma vista era mais bonita do que a certeza
de terem chegado juntos.
Na descida, o céu começou a clarear.
A escuridão deu lugar aos primeiros raios de sol,
que tocaram seus rostos cansados como um abraço.
Depois de uma noite quase insuportável,
o calor parecia um presente.
Pararam para tomar um café.
A mãe segurou a caneca com as duas mãos,
sentindo o calor voltar lentamente ao corpo.
Tomou um gole.
Depois outro.
E resolveu pedir mais um.
Talvez porque aquele café estivesse especialmente gostoso.
Ou talvez porque ela soubesse que alguns momentos merecem durar um pouco mais.
Porque naquele segundo café havia algo além do sabor.
Havia a gratidão por estar viva.
Havia a felicidade de ter vencido a montanha.
Havia a alegria silenciosa de dividir tudo aquilo com o filho.
Anos passarão.
O frio será apenas uma lembrança distante.
As dores da subida desaparecerão.
Mas a mãe jamais esquecerá aquele amanhecer.
Jamais esquecerá o sol aquecendo a pele depois da noite mais fria.
Jamais esquecerá o filho ao seu lado.
E jamais esquecerá aquele segundo café.
Porque, às vezes, a felicidade não está no topo da montanha.
Está no privilégio de viver a jornada ao lado de quem amamos.
E foi exatamente isso que aquela mãe levou para casa:
Não apenas a conquista de uma trilha.
Mas uma memória eterna com seu filho.
“Nem toda mãe que entregou um filho deixou de amar; muitas foram obrigadas a escolher entre a fome, a vergonha e a sobrevivência.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Amar um filho imensamente não impede uma mãe de sentir cansaço, medo, raiva, saudade de si e vontade de descansar.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O luto da mãe atípica não é pelo filho real; é pela maternidade imaginada que precisou ser sepultada sem testemunhas.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A mãe pode amar o filho com toda a alma e, ainda assim, chorar pela mulher que foi ficando soterrada sob o cuidado.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Eu nunca tive mãe.
Você deixaria o Sol ser meu por enquanto?
E o oceano, pode ser meu filho? Sou muito boa em cuidar das coisas, apesar da minha criação.
Não existe palavra para definir uma mãe que perde um filho. Porque nenhuma palavra foi criada para explicar uma dor que não deveria existir.
As pessoas querem dar lição de moral em quem já perdeu pai, mãe, quatro irmãos e um filho único na idade mais bela.
A Letra, H.
Agar foi uma serva egípcia de Sara e mãe de Ismael, filho de Abraão. Sua história no livro de Gênesis é marcada por conflitos familiares, exílio no deserto e a experiência de ser vista e socorrida pelo próprio Deus em momentos de grande aflição.
Se você é filho de mãe solteira e não pode honrar seu pai por algum motivo, sempre honre a sua mãe para que tenha uma vida próspera e feliz.
Ser Pai e Mãe é extraordinário
Sua semente
Perpetua
Filho
Neto
Bisneto
Tataraneto
Ser Pai e Mãe
Uma dificil missão
Ensinar a filha ou filho
Os valores cristãos
Amar a Deus
A seus irmãos
Guardar no peito
O sermão
Pai e Mãe
Três letras
Que carrega o dom multiforme
Da graça
De um Deus Família.
