Amor de Filho para Mãe Falecida

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Obrigado por tudo
( Mãe )



Mãe…
Obrigado por tudo.
Eu sei que nunca fui o melhor filho,
Já te trouxe preocupações,
Já errei mais do que deveria,
E mesmo assim a senhora
nunca soltou minha mão.


Mesmo nas minhas fases difíceis,
Seu amor continuou aqui, firme,
Me protegendo em silêncio,
Orando por mim quando ninguém mais acreditava.


Se hoje eu ainda consigo continuar,
É porque existiu uma mãe forte me sustentando.
Uma mulher que chorou escondido
Só pra me ver sorrir depois.


Obrigado pelos conselhos,
Pelos abraços, pelas broncas,
E principalmente por nunca
desistir de mim.
Eu talvez nunca consiga
retribuir tudo…
Mas vou passar a vida
Tentando te dar orgulho.

Diálogo mãe e filha

⁠Filha: - Disparou:
-Mãe, estou grávida!
-Não sei como isso aconteceu!
Mãe: - Ô filha como pode?
-O anjo Gabriel não te anunciou?
Haredita Angel
09.01.18

"Ah, se o tempo tivesse mãe...
Com certeza não correria tanto.
Piedoso se importaria com a dor
que causa a saudade, pois ele também seria castigado!"
Haredita Angel
13.05.25

"Tem gente que ao partir vira estrela.
Minha mãe virou borboleta a tilintar entre as flores..."
Haredita Angel
17.11.25

"Sou Mãe, Maria e Olodum!"
Haredita Angel
11.04.12

"Ser mãe é profissão, é sacerdócio, é missão de alto risco. Ser mãe é ser admitida no festim brilhante dos céus carregando tochas de luz."

☆Haredita Angel

"Sou Filha, Esposa, Mãe, Maria e Olodum.
Santa e profana; glorificada e eternizada.
Fina essência de flor Mulher."

☆ Haredita Angel

"Lágrima de mãe é água benta!"

☆ Haredita Angel

À minha mãe que já está no andar de cima, a minha gratidão, o meu carinho e a minha saudade sem tristeza, pois carrego em mim o seu eterno sorriso!

— Minha mãe me ensinou a ter paciência.
— Ela dizia: "espera só teu pai chegar, bichinha..."

Esse treco aí de paciência, eu não aprendi, não. Mas aprendi a rezar que foi uma beleza...

"A noite chegou...
Mãe serena, a embalar nossos sonhos..."
☆Haredita Angel

"Deusa mãe.
Deusa terra.
Deusa vida.
Feliz chegada.
Feliz estada.
Feliz partida."
☆Haredita Angel

"Conselhos de mãe, são gotinhas de luz.
Beba-as até entender!"
☆Haredita Angel

A Rua dos Fracassos


A Rua dos Fracassos guarda os desmemoriados,
minha mãe diz que Deus
apaga a memória da gente
porque não quer ver ninguém sofrendo.
Deixa só uma marquinha no corpo.
Eu fico contando as marcas da minha mãe,
pensando no tanto que Deus teve que apagar.


O rosto macilento e enrugado dela exibe
marcas feias do tempo e das coisas que passou.


Depois de ir ao médico,voltou estranha
e cabisbaixa.Meditativa, calada e determinada
cismou de me ensinar a ler.
Força meus olhos na bela grafia e nada entendo.
Paciente,ela tenta me ensinar mas sou um bicho solto
e impaciente.Louca para fugir e brincar,invejando
os colegas que riem à solta na rua lá fora,
enquanto estou presa,sozinha com ela e os
lápis e cadernos.


Laboriosas letras,desenhadas a perfeição,
que me faz repetir
até doerem os dedos.
Seu olhar perdido,enquanto me diz que um dia
vou ser uma grande escritora.
Eu detesto,mas fico com medo dela
estar enlouquecendo
igual a vizinha que vive penteando
os cabelos na rua e falando sozinha.
Então consigo rabiscar o meu nome
e ela me olha tão feliz
Eu me sinto tão culpada e não digo a ela o que fiz.
Assustada com os tremores nas suas mãos.
A dificuldade ao levantar até um copo.
Então,eu chorei...por não conseguir ser
o que ela sonhou para mim.


As vezes,o fracasso mora junto com a gente.
E não dá para escapar.
O que ela diria,se dissesse
que vendi o corpo
para comprar o jantar?


Andréa

⁠No final de uma escuridão, encontrei a luz de um ser que me ensinou a viver. Mãe, obrigado por seus conselhos.

Patriotários prostituem a Mãe Gentil por uns trocados, atacam seus irmãos sem dó e entregam seus filhos à própria sorte!

O Presente de Natal

Num Natal, eu botei na cabeça que ia dar um presente para minha mãe.

Nessa época, eu era engraxate. Lembrei-me disso hoje porque aquele Natal também caiu num domingo.

Na rodoviária de Santa Mariana havia um bazar. Certa vez, eu tinha visto ali uma xícara com uma paisagem de neve. Era aquela xícara que eu queria dar para minha mãe.

Só havia uma.

E eu corria o risco de ela ser vendida.

Pedi ao dono do bazar que a reservasse para mim. Ele sorriu e respondeu:

— Quem chegar primeiro, leva.

Isso foi de manhã, por volta das nove horas. E eu não tinha um único centavo no bolso do calção. Meu calção tinha um bolso, mas naquele momento ele estava vazio.

O dia foi passando e nada de conseguir o dinheiro.

De repente, começaram a aparecer alguns dos meus fregueses tradicionais. Um aqui, outro ali, e algum dinheirinho começou a entrar. Mas ainda era pouco para comprar o presente.

Eu engraxava um par de sapatos e, assim que terminava, ia até o bazar para ver se a xícara ainda estava lá.

Nem fui almoçar naquele dia.

À tarde, eu já tinha conseguido boa parte do dinheiro, mas ainda não era suficiente. Continuava trabalhando e, de vez em quando, passava pelo bazar para pedir ao dono que, por favor, não vendesse a xícara.

No fim do dia, quase na hora de fechar o bazar, eu ainda não tinha conseguido juntar o valor necessário.

Então tomei coragem e pedi:

— O senhor não poderia deixar eu pagar o que falta na próxima semana? Eu engraxaria seus sapatos sem cobrar até completar o dinheiro.

Ele nem pensou.

— Nem pensar — respondeu. — E tem mais: já vendi a xícara.

Fiquei olhando para o chão, com os olhos cheios de lágrimas.

Naquele momento, pensei:

Como é difícil a vida de engraxate.

Se eu tivesse guardado o dinheiro dos outros dias...

Mas aquele dinheiro dos outros dias também fazia parte da receita da família. Vez ou outra, eu comprava carne ou alguma outra coisa para comer e levava para casa.

O que fazer?

Eu tinha chegado tão perto de conseguir comprar aquele presente.

Era para ser uma surpresa para minha mãe. Eu queria que ela ficasse feliz naquele dia de Natal.

Peguei minha caixa de engraxar, que havia deixado do lado de fora do bazar, e levantei-a para colocá-la no ombro.

Foi então que alguma coisa me chamou a atenção.

Havia dentro da caixa um embrulho de papel de presente.

E, pelo formato, parecia uma xícara.

Fiquei sem entender.

Hoje, penso que, enquanto eu estava ali, tentando negociar a compra da xícara, em algum momento aquele homem, Vitor, colocou o pacote dentro da minha caixa de engraxar.

Olhei para ele.

Ele me olhou de volta, com os olhos cheios de lágrimas.

Sorriu.

E me desejou:

— Feliz Natal.

Naquele dia, eu não consegui comprar a xícara.

Mas ganhei algo muito maior.

Ganhei a certeza de que, mesmo quando a vida parece dura demais, ainda existem pessoas capazes de enxergar o coração de um menino.

E aquele menino, que só queria fazer sua mãe feliz, voltou para casa carregando, no ombro, sua velha caixa de engraxate.

Dentro dela, além das escovas e da graxa, levava o mais bonito presente daquele Natal:

um gesto de amor.

Tombou a velha árvore.

A natureza-mãe preparou a grama macia para recebê-la.

O tempo não ceifou seus galhos; deixou que tombasse com o orgulho de sua existência.

Tombou a velha árvore na madrugada,
silenciosa.
Não fez barulho algum.

Comportou-se orgulhosa, carregando todas as suas lembranças, e foi deslizando suavemente até repousar sobre a terra.

Mas ficaram suas sementes,
carregando consigo suas memórias,
levando seu cerne para sempre.

Você pode ter um ex-amigo, uma ex-namorada e até uma ex-esposa. Mas mãe, pai e irmãos continuam sendo mãe, pai e irmãos, mesmo quando as conversas deixam de existir e os abraços desaparecem. Porque algumas relações podem terminar; os laços de família, não!

⁠Foi uma verdadeira misericórdia Deus não ter ouvido a minha oração. John Wesley, carta a sua mãe em Março de 1727.