Amor de Filho para Mãe Falecida
Molécula do Amor
Este sintoma que atormenta
o sono e o apetite: insónias e mariposas.
Provocam arrepios de porcelana
e sobressaltos nas artérias
preenchem todos os orgasmos
com metáforas de voluptuosidade.
Fragmenta a dor nos labirintos da carne
desperta o arrebol escancarado
iluminando a escuridão incolor do vazio
fermenta a cadência do infinito sonho
alucina a concentração das pupilas.
Rodopia a sístole e a diástole
organizam um bailado de pensamentos no estômago.
Neste estado de imperfeita salubridade
e de perfeita insanidade
movimenta-se a molécula do Amor
na anatomia do poema.
"Sem medo, sem filtros. O amor para mim não é idealizado, é vivido: o que é imaturo é breve, o que é infinito não conhece fim."
"Não temo o amor nem o idealizo. Recuso a covardia das paixões passageiras: se é infinito, que seja eterno; se é imaturo, nem vale a pena."
"Não sou covarde diante do amor, pois não vivo de ilusões. O que é infinito nasce eterno; o que é imaturo, o tempo consome em um instante."
"Há uma crueldade silenciosa em quem termina dizendo que 'o brilho sumiu', como se o amor fosse uma lâmpada com defeito e não um fogo que ambos esqueceram de alimentar."
"A pressa quer o fruto, mas o amor pela vida rega a raiz; sem honrar o tempo de maturação, o que colhemos nunca tem o sabor da plenitude."
"Que o seu amor próprio seja tão sólido que qualquer afeto externo venha para transbordar, e nunca para preencher buracos."
Aglomerado de hipócritas, tão frio de amor, cheio de liturgias, e com suas religiosidades, acostumados em fazer o papel de fariseus, usurpando tirando dos escolhidos do Senhor o direito da comunhão que qual foi dada por Cristo Jesus.
Amor doido de amar sem limite, sem peso na consciência e sem pensar no que vai sobrar no fim. Um amor sem noção e fora da casinha, daqueles que tocam a campainha de madrugada, que vivem fazendo promessas de amor a qualquer hora, em qualquer dia. Que abandonam tudo, enfrentam o chefe e um trânsito caótico só para passar algumas horas grudados.
