Amor de Ficante
Amor não é filosofia,
É exercício de vida,
É construção cotidiana,
Semeadura e colheita,
Resignação e atitude.
Permanente doação.
Amor não é filosofia.
Amor é dividir multiplicando,
Acolher o alheio em nosso íntimo...
Amor é labor,
É como regar as flores...
Semear a messe...
Colher as rosas...
Amor não é filosofia.
É química agindo...
Física aplicada...
Matemática dos seres,
Linguagem de beijos,
Geografia de corpos,
História de vidas.
Amor não é filosofia.
É vida conjugada,
Experiência dividida,
Prazer multiplicado.
(Amor nem sempre é riso
Mas, também, nem sempre é dor.)
Amor é o divino no humano,
O infinito no efêmero.
Amor é a iniciação à eternidade.
Ilumine-se:
Exercite o amor todos os dia.
Aquilo que se faz por amor sempre se faz além dos limites do bem e do mal.
Amor... e Morte...
O amor
é como a morte
ato banal de todo dia...
Emoção forte
de tristeza ou de alegria,
ele sempre nos surpreende, e a ele nunca nos acostumamos
talvez...
O amor é como a morte:
quando amamos
é sempre a primeira vez.
Não importuno Deus com mesquinhas inquietações; fixo os olhos unicamente no meu amor, cuja chama clara e virginal, guardo dentro de mim. Confia a fé em que Deus cuida das mínimas coisas.
Querido Sábado, seja bem vindo... vai entrando por favor, preenche minha vida de paz e amor, que nada e nem ninguém estrague o calor desse final de semana que esta iniciando,
que seja de bençãos, vitorias e alegrias!
Não espere que um grande amor venha procurá-lo, vá ao seu encontro e quando o encontrar, ainda que não seja aquele que você sonhou viva-o com toda intensidade como se o fosse”
Relacionamento....
Um relacionamento requer muito trabalho e amor: superação de si, dos próprios desejos. Sobretudo curiosidade e nenhum cinismo...
O amor nasce com o olhar. Dos olhos passa para o coração que enxerga muito mais. Quando você vê, a paixão virou amor: uma confusão de sinais, impulsos e palavras. Às vezes você não vê mais nada - é quando dizem que o amor é cego.
Soneto à tua volta
Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.
Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
-Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!
Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...
Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...
(Do livro "Eterno Motivo" " - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943)
