Amor Cigano
Tenho visto ódio e inveja no coração de muitos que dizem professar a fé do Amor. O pior é que o ódio e a inveja que alguns carregam não são contra o pecado, mas sim contra os próprios irmãos na fé. É vergonhoso dizer que amam a Deus e, ao mesmo tempo, assassinarem seus próprios irmãos no coração.
Se boa parte das mulheres do nosso país tivesse amor próprio e entendesse a grandeza do amor de Deus por elas, não aceitariam ser rejeitadas, espancadas ou enganadas por nenhum homem.
Aprecio muito o futebol, mas o meu amor verdadeiro está voltado para as pessoas. Por essa razão, não consigo me permitir chorar por algo que não possui emoções ou sentimentos.
A cruz foi elo que me ligou a Cristo, ninguém faria o que Ele fez. Entregou-se a morte por amor a humanidade e até mesmo daqueles que diziam crucifique-o.
O amor é como uma chama que pode se apagar, mas também pode ser reacendida. Busque dentro de si e encontre novamente essa chama que um dia ardeu em seu coração.
Ódio e amor possuem uma relação de coexistência que não podem ser evitadas, são como as duas faces de uma mesma moeda.
Tornou-se o amor um fardo de ofício,
Qual pauta vã de lidas rotineiras,
Onde as almas, em horas passageiras,
Cobram o afeto como um sacrifício.
Mandamos, pois, a conta da saudade,
Como se o bem-querer fosse tributo,
E o coração, mendigo resoluto,
Rogue por parca reciprocidade.
Lembrar ao outro a própria existência
É triste laborar, pesar profundo;
Rogar uma migalha neste mundo
É dizimar do orgulho a decência.
Mas, ah! Se o dom não nasce da vontade,
E o sentimento exige vil cobrança,
É vão nutrir do amor a esperança;
O afeto imposto é mera falsidade.
Rasgo, portanto, a conta da ilusão,
Não sou credor de afeto ou de favor;
Se não for livre e dado com ardor,
Dispenso a esmola de outro coração.
