Amor Ausente
Sabe…
A solitude não é ausência de amor,
é a presença de si mesmo.
É quando você se olha no espelho
e entende…
que estar só não é solidão.
É escolha.
É maturidade.
É liberdade.
Porque antes de ser de alguém,
você precisa ser seu.
Cuidar das suas feridas,
calar os ruídos,
e ouvir o que o seu silêncio está dizendo.
E quando isso acontece…
Você já não aceita metades,
não se encaixa onde não cabe,
não implora lugar onde não existe espaço.
A solitude te ensina:
quem é inteiro sozinho,
só fica com alguém…
quando o amor soma. Nunca quando falta.
Seja presente mesmo estando ausente.
De valor em quem dedica amor.
Mesmo que, o tempo mudou mostra a importância que tem quem você conquistou.
Sem viver
Se fosse o amor só sentimento
Não teria ele sobrevivido à ausência tua.
Mas é mais que sentimento
Ou uma coisa de momento.
Não vivo neste mundo
Que agora se tornou tão seu...
Absorto sentimento
Tão distantes sem distância de você.
De perto te acompanha
O amor que a ti eu dediquei,
Um pedaço da minha vida
A você eu entreguei.
Um pouco de você está em mim
Nas lembranças que guardei...
Meus dias sem teus dias
É uma vida inteira sem viver.
Edney Valentim Araújo
Lamento
O que é à distância pra quem ama
Se a tua ausência não afasta o meu amor,
Meus pensamentos tão ligeiros
Sempre sabem te encontrar.
Não procure os meus olhos
O que se vê e não se sente,
Veja o cego coração
Só o amor que nele sente.
No corpo sinto a dor
Que me aprisiona o desamor,
A minh’alma apaixonada
Não se prende a solidão,
A vida passa...
E não há tempo
E nem lamento
Que apague um grande amor.
Edney Valentim Araújo
1994...
Como dizer "EU TE AMO!"
Na sua ausência meu coração lateja,
E eu na peleja luto contra a dor.
Na sua presença crio a certeza
Que será dureza sofrer esse pudor.
E nessa sentença vejo que meu mundo
Não durará um segundo sem o seu olhar.
Logo criarei a crença nesse vazio,
E viverei por um fio para não falhar.
Um Abraço, um Começo
A ausência do amor de outra pessoa não me fez desacreditar que perdi o valor de conquistar o abraço de outro alguém.
Encontrei outro olhar profundo, me identifiquei com outro perfume, namorei perdidamente aqueles lábios carnudos, toquei aquela impecável e perfeita pele, e me senti vivo novamente.
Depois de alguns dias, descobri naqueles abraços doces uma nova realidade, um novo sonho duradouro, eu descobri um novo amor.
“Há sempre uma melodia. A que te ergue quando tudo pesa. A que embala os amores e acolhe as ausências. A que arde com tua dor e, ao consumir-te, te faz renascer. Um dia, ela deixará de tocar do lado de fora e vibrará em uníssono com a música secreta da tua alma.”
A ausência de amor, de aceitação e de contato sempre leva ao sofrimento. Fomos concebidos para criar vínculos com os outros. Isso é o que dá sentido e significado à nossa vida. Por isso, amor e aceitação são necessidades irredutíveis de todas as pessoas.
Sentimentos perdidos
Eu o amava como fogo ardente
eu me idolatrava do seu amor ausente
e depois que você sumiu
eu nem senti sua falta.
Eu estava perdida
tentando achar alguma saída
para meus sentimentos oblíquos...
sentimentos confusos da mente
a saudade de um ser ausente
e a falta de um ser presente
Perdi meus sentimentos dentro da alma
agora, sem sua presença, consigo manter a calma
Perdi a ansia de possuir
perdi o medo de perder
perdi a vontade de existir
e a vontade de viver.
Perdi todos os sentimentos
que são personificados
agora os meus sonhos
são apenas idealizados.
Quando o Amor Próprio se ausenta,
Ofusca ou Afugenta um Amor Verdadeiro,
Propiaciando a chegada de um Fraco Amor ou de um Amor Traiçoeiro.
A "novela do amor" se resume em três fases:
"Muita fala antes, ausência durante e discussões depois!"
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Nunca me disseram que a ausência de amor poderia cavar subterrâneos dentro da alma.
Apenas fui percebendo, dia após dia, que algo em mim se retraía sempre que o afeto era negado ou a presença me era retirada sem explicação. E assim nasceu o porão.
Um porão não se constrói de uma vez.
Ele começa como um canto escuro da memória, onde jogamos o que não sabemos lidar: o abandono, o desdém, as palavras não ditas, os olhares que desviaram de nós no instante em que mais precisávamos ser vistos.
E quando nos damos conta, já estamos vivendo ali dentro.
Silenciosamente.
No meu porão, não havia janelas.
Apenas lembranças repetidas como ecos:
“Você é demais.”
“Você exige muito.”
“Você espera o que ninguém pode dar.”
Um dia, desejei ser amado. Verdadeiramente.
E, em meu desejo, ofereci tudo o que havia guardado.
Entreguei minha sede, minha esperança, minhas cicatrizes.
Mas do outro lado, veio o silêncio.
Ou pior — uma rejeição educada.
E então, fiz o que aprendi a fazer: voltei para o porão.
Fechei a porta por dentro.
E culpei a mim mesmo por não ser digno das cores do outro.
Mas ali, no escuro, algo começou a mudar.
Percebi que a dor que tanto me esmagava, não era apenas pela ausência de amor…
Era pelo peso de ter construído minha identidade com base na validação alheia.
Era pela minha tentativa constante de provar que merecia ser amado.
E foi então que compreendi:
O porão não é um castigo.
É um chamado à reconstrução.
Um convite da alma para que deixemos de implorar luz dos outros… e comecemos a criar a nossa.
O arco-íris não se forma no porão porque não há janelas.
E não há janelas porque, por medo de sermos feridos, tapamos toda e qualquer fresta por onde o amor pudesse entrar — inclusive o próprio.
Agora eu sei.
Não é que ninguém quis me amar.
É que eu me abandonei na expectativa de ser salvo.
E a verdade é esta:
Não há arco-íris no meu porão…
porque fui eu quem escondeu o sol.
Mas hoje — hoje eu quero recomeçar.
Talvez eu ainda não saiba como abrir as janelas.
Mas já tenho nas mãos a chave do trinco.
E isso… isso já é luz.
Reflexão final:
Você não precisa de alguém que desça até os teus porões para te amar. Precisa, primeiro, ser quem decide não viver mais neles. A partir daí, tudo começa a mudar. O arco-íris não virá de fora. Ele nasce quando você ousa sentir orgulho da tua própria coragem — mesmo que ninguém esteja aplaudindo.
Ausência do Amor
Na distância me encontro perdido,
Sem tua presença, meu coração ferido,
A saudade em mim, não tem abrigo,
Só anseio ter-te comigo.
Minha tristeza clama a ti em silêncio,
Pois sem teu amor, não encontro consolo,
Em oração, imploro teu regresso,
Porque sem ti, minha vida é um desterro.
Chega de saudade, quero dizer-te,
Que este amor sincero, não pode esmaecer,
Como borboletas, voar e rir,
Juntos em um sonho, por sempre viver.
Cada dia que passa, mais te desejo,
O amor que sinto, não tem preço,
És a melodia que quero compor,
O motivo pelo qual meu ser vibra e respira.
Ausência do amor, não posso suportar,
É em teus braços, onde quero descansar,
Volta a mim, minha amada ansiada,
Em teus olhos, meu lar eternizado.
Com paixão te espero, meu doce amor,
Que voltes a mim, como um resplendor,
Neste poema, meu coração se revela,
Que és tu, minha musa mais bela.
O amor e a dor, jamais caminharão de mãos dadas. Porque a dor, somente se faz presente, na ausência do amor.
O amor de verdade.
E na ausência a permanência da existência.
A distância direta de uma certeza incerta.
Atitudes esperadas, e o colapso no caos do tempo.
Frases insensatas, sentimentos confusos…
Ansiedade eminente de falar, sem o cuidado coerente de ouvir.
O texto não compreendido.
Na mensagem o pedido de um socorro não verbalizado, mensagem enviada, não enviada, a mensagem lida, ignorada e apagada.
Perguntas sem respostas, respostas sem coesão.
O ego que teima, sem o discernimento da razão
Querer estar certo no calor de uma acusação.
O grito de um silêncio, no barulho de um coração
O livro da vida ali aberto, sem o último capítulo.
De que adianta uma aliança sem sentido?
O afeto a anos ali, aguardado e mal resolvido?
Expectativas depositadas na inconstância de quem por tanto querer não definiu e não soube se resolver.
O adeus sem despedida de um amor tão esperado, a inquietude de uma saudade do belo, o mais puro genuíno e raro,
No vazio de uma escuridão, a voz: “ Seja bem vindo ao poço invisível da tortura da depressão”
Cicatrizes marcadas com,e sem explicação.
Traços, rabiscados de uma memória falha.
A dor latente de um pedido…arrependido…
O som imperfeito de música.
“Best of you” … a história do seu melhor amor o medo do desconhecido, ou forte demais para se perder?
O eco do passado permanecendo e tentando apagar o presente que nem sequer foi vivido.
No cálculo da realidade.
Não existe 80% de responsabilidade.
Porque no julgamento
Não há juiz que compreenda.
A dor pertence a aquele que sente.
O blecaute de um sonho interrompido
10…(20)…30…40…anos de um abismo, 20% sem fundamento?
No amor a matemática é simples.
A regra é básica, a conta sempre será exata!
Porque metades não se completam
São dois inteiros se somando e definindo.
Mas quando muito se questiona
O que era soma se fraciona
Dividido nas dúvidas o amor então se subtrai, deveríamos procurar na equação a explicação? Aquela que foi criada para ajudar as pessoas a encontrarem soluções para problemas nos quais um número não é conhecido? Não adianta porque quando se começa a duvidar do amor já não é mais amar.
E acontece neste momento a maior traição
Quando você trai a si mesmo com questionamentos de uma mente que perturba.
E um dia chega!
“ Enfim só “?
1 mais 1 e o resultado foi zero.
Noites e dias de um o sono que não existe.
São vários comprimidos que induzem ao
sonho acordado e dilacerado.
Fracasso de conversas não concluídas.
Emoções explosivas, comportamento implícito.
O presente sem um laço, nem mais o abraço
O futuro se encerra, no fim do que não começou, o som da música mais perfeita que não mais tocou.
Assim se finda o pranto daquele(a) que um dia esperou, na tela da vida, alguém que te amou.
Fomos, somos ou seremos felizes?
Não! Porque de quem decide, o que se espera não terá o que esperar.
Acorde! Pare de tanto questionar… aqui somos instantes onde o tempo ira findar.
O amor não é escolha, mas a decisão de querer amar.
Palavras, sinais e declarações incompreendidas.
O colo que um dia foi o abrigo, hoje a mala na porta seguindo seu caminho.
As lágrimas que se secam de tanto chorar.
Na face de uma lembrança impossível de apagar.
Você foi vida, o sorriso a tristeza e a despedida.
E a lua de mel o que aconteceu?
Viagens e a rota de um voo que no aeroporto se perdeu.
O Sol de um Monte Verde, a alegria esteve ali mas e depois! Se até a Lua que eu te dei você esqueceu.
No céu a Estrela mais forte, que por anos você a buscou e ela apareceu, mas lá na sacada no exato dia, virou o ano e ela esteve ali do seu lado e você nem sequer percebeu.
E assim foi a vida do casamento que nunca existiu, no véu da ilusão que enfim se partiu.
O paraíso, desapareceu.
No enigma do tempo, a sincronicidade ruiu.
Estranho mas, são duas almas que conseguiram se encontrar, reencontrar e se perderam, no labirinto das sombras onde os fantasmas de um pesadelo sem nexo, foi mais forte que a real realidade.
Na confusão de querer ouvir Deus, se desviou do caminho e acabou se perdendo em vozes que não disseram a frase: “ Você chegou ao seu destino” aquele que lhes trariam paz, sabedoria e amor.
E a intenção? Não sei!
Seria este o pulo do gato? Talvez!
Porque existe uma única maneira de despertar a consciência, e ela é através da experiência, na consistência de não desistir, de lutar e não se entregar, e aprender que não se encontra o amor se você primeiramente não aprendeu a amar.
Porque amar está na coragem, na ousadia de saber exatamente onde se quer chegar, e não na entrega de um anel e no arrependimento que sentiu.
Então quem perde é aquele que tem medo, e ainda pensa em não tê-lo.
Este foi o processo, a maturação de não fazer algo por insegurança, porque o amor não é propriedade, ele é a serenidade, a evolução de ambos na espiritualidade, numa mão única, o amor e o carinho pela manhã, a tempestade durante o dia e a paixão nas madrugadas, o encontro na cozinha, o tropeção na escada, nas taça de vinho, nas risadas, na dança na sacada, o amor é zelo, os detalhes de bilhetes, a toalha perfumada no banheiro, o aroma no travesseiro, o prato inteiro de brigadeiro, no desatino da preocupação de uma dor lombar, na alegria do café a se preparar, na loucura de contar as sístole diástoles no tato, na parede o porta retrato, é a união das famílias, nos encontros a alegria, o cuidado nos gestos, acredite o amor se faz nos detalhes, por tudo que não deixamos o amor sem a paz, com as experiências a gratidão, nas turbulências a certeza de não partir, e na grandeza de saber perdoar aquele conseguiu te ferir.
Olhe, observe, e reflita…
Estaria no futuro ali bem na sua frente a porta do enigma no apartamento trancado, num guarda roupa fechado com algo guardado, duramente abandonado, o passado não acabado e a única chave está em tuas mãos para abri-lo e dar de cara com o presente e viver o amor mais nobre de alguém que um dia foi amado, em sua integridade e sem precedentes.
Então vem cá e tente descrever este amor?
Impossível, inexplicável, intangível e imensurável, mas mesmo sem estar ele estará contigo por todos os cantos, no infinito do imaginário de seus anseios, no desequilíbrio dos teus pensamentos, porque o amor é atemporal e você aprenderá que passe o tempo que passar, contigo ele sempre estará, agora e para todo o sempre…
Amém
Re Pinheiro
Amor Incondicional
Ama-se na ausência,
No silêncio faz morada.
Não pede, não cobra, não força,
Acolhe, transforma, é jornada.
É toque sem tocar,
Luz no olhar perdido,
Aceita o outro inteiro,
Mesmo que venha partido.
Não vive de condições,
Ama por existir.
É um campo infinito de flores,
Onde a alma escolhe fluir.
– Diane Leite
