Amo você Maninho
Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.
Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.
O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.
Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.
Teu berço é a Serra de Jaraguá,
te amo com igual olhar originário,
e do primeiro desbravador admirado.
Meu Rio dos Cedros, que tem todo
o meu amor e o peito apaixonado.
Entrego-te o amor todo devotado,
e tu devolve mais do que esperado.
Os cedros nativos dão razão
ao seu nome que o olhar
não oculta a infinita devoção
e a boca em vez de falar
faz sempre devota declamação.
Nos teus cedros tenho raízes,
e todos os sentimentos mais felizes.
A força das tuas águas já foram
vivenciadas mais de uma vez,
Da nascente a tua foz que é
o Rio Benedito tão querido
que também faz parte do destino.
Meu amado, és Rio dos Cedros,
tu és o meu preferido livro.
Meu Rio dos Cedros mais que lindo,
amar-te sem esforço por ser tão divino,
é algo que no Médio Vale do Itajaí
não tem mesmo como esconder,
Porque basta uma vez só conhecer
que não é preciso o porquê dizer.
Te amo no silêncio dos instantes, onde o mundo desaparece e só existe você habitando cada batida do meu coração.
Amo o silêncio sábio das pessoas comuns. Na maioria das vezes, eles diziam mais para nós do que qualquer acadêmico.
Parece que odeio a religião, mas, na verdade, apenas amo a lógica. Não é minha culpa se as religiões não a possuem.
Eu amo o jeito como você me acalma sem esforço, como me faz rir até quando o dia foi pesado, como entende meus silêncios e preenche meus vazios.
Você é calma, e eu sou intensidade — e é justamente aí que mora a nossa magia. Você me dá equilíbrio, eu te dou fogo, e juntos a gente cria um amor que não passa despercebido, que ninguém explica, só sente.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Te amo num lugar que não sei explicar,
onde o certo e o errado dormem juntos,
e a verdade é só sentir você existindo em mim,
mesmo quando não está.
Eu te amo no tempo que não cobra, no passo calmo de quem cuida.
Um amor que não invade, aprende a permanecer.
Não te quero por medo do vazio, mas pela alegria de te ver livre. É afeto que não aperta,
é presença que respira contigo.
Se um dia teu sentir encontrar o meu, que seja por vontade, não por urgência. Se não for, sigo inteiro, porque amar também é saber soltar.
E quando o mundo cansar teu peito, que em mim exista silêncio e abrigo. Eu fico — não por posse ou promessa, mas porque te amar é onde sou verdadeiro.
Há sol demais para ser abrigo, claridade que expõe o fundo antes do toque; amo o risco de nadar parado, de chamar de mar o que me alcança o tornozelo.
Há quem passe pela vida distraído,
procurando perfeição em vitrines vazias,
sem perceber o amor simples que espera,
de mãos abertas, pedindo apenas verdade.
Já doeu amar quem não soube ficar,
já doeu entregar o que era inteiro.
Mas ainda acredito num amor que compreenda minhas cicatrizes
e não tenha medo do que sou por inteiro.
Que não me queira em partes editadas,
nem me peça silêncio quando eu for tempestade.
Que saiba que trago falhas nos bolsos,
mas também trago um coração que nunca aprendeu a amar pela metade.
Eu não busco contos perfeitos —
busco alguém que fique quando o encanto passar.
Alguém que veja minhas rachaduras
e ainda assim escolha, todos os dias, ficar.
Há quem diga “eu te amo”
só para preencher o próprio vazio,
confundindo ilusão com carinho —
e deixando quem acredita recolher os cacos sozinho.
Sou incapaz de navegar no raso. Se amo, desmorono, se sofro, submerjo, se escrevo, transbordo o que a carne não suporta.
O raso me causa vertigem. Tudo em mim é abissal: se amo, me perco, se sofro, me afogo, se escrevo, transbordo.
"E eu poderia passar horas falando sobre cada detalhe seu que eu amo. Poderia passar dias só te beijando e abraçando. Ou semanas te agarrando. Poderia passar meses com você. Só com você. Te mimando, te agradando, te querendo. Mas a verdade é que eu poderia passar vidas, só te amando."
E por que te amo tanto? E porque quando você passa um enorme sorriso se abre na minha boca? E porque me bloqueia se sabe que te amo?Não entendo, tem algo de errado comigo? Nem olha mais na minha cara, nem lembra mais que um dia esse "palhaço" já te fez feliz
