Amo essa minha Vida Louca
Cada frase que sai de min; parece que é um modo de deixar minha marca um jeito de me despedir sei lá, mas também é um tipo de desabafo de quem não tem vontade de falar nada...
Voua passarinho !
Voua passarinho voua,
Por esse imenso Universo,
e diz para minha princesa,
que breve espero seu regresso.
Coração em chamas !
Minha princesa está nas alturas e eu estou aqui com o coração em chamas.
Missões não se faz, se obedece o chamado.
E foi o que ela fez, obedeceu ao chamado de Deus por esse motivo ela encontra -se nas alturas obedecendo ao ide do Senhor.
Vai minha filha, ouve a voz do, Espírito Santo nesse momento falando contigo no silêncio da noite e nas asas do vento
O Senhor chamou ele garante, então não tenha medo e nem pavor porque o Senhor é o seu verdadeiro guia.
Vai Sara, nós vamos aguardar firme o seu retorno.
Nos dias da minha lucidez descobri que o amor representa a mortalidade do homem dito isso concluí que sou imortal
Na minha lista de coisas mais importantes está você Eu não conseguiria viver sem a sua presença
sem sua inspiração Deus
Você menina, mulher, de um sorriso apaixonante, faz meu coração pulsar tão forte, e inspira a minha alma a unir-se a sua. Você é a minha flor, minha lua, alegria de todo dia, força que me levanta de uma tristeza que me corroía. Menina mulher, quero você pra mim e te dar a alegria que você me trouxe, beijar sua boca acariciar seu rosto e te mostrar que amar não é sonhar, é viver é se entregar a uma aventura que vida nos trouxe, para vivermos intensamente tudo que o destino escreveu e mostrar que ainda a vida vale a pena e que amor não é um mito, ele é real eu acredito.
Hoje perdido nos meus sonhos, parece que o sol sumiu....
A minha luz, se apagou, e com ela, foi-se a esperança de uma vida. Adeus minha luz, sem você não vejo outro caminho, senão a solidão.
Átila Negri
Descanse em paz minha alma, espere naquele que tudo pode fazer. Descanse em paz e veja o inimaginável. Descanse ó minha alma e não te atemorize diante das dificuldades, não se abata,levante a cabeça. Descanse minha alma....
Atila Negri
Tardes vazias
Nessa tarde vazia e fria
Meu coração aperta
E a minha mente esvazia
Para aquecer, puxo a coberta...
A saudade vem me visitar
Sempre que olho essas fotos penduradas
Não há como evitar
Essas lágrimas derramadas
Sinto tanto essa falta
Essa função perdida
Uma dor que ressalta
A cada lembrança revivida
A dúvida da culpa
Atormenta o pensamento
Uma razão oculta
Que se transformou nesse sofrimento
Mais uma perda sofrida
Causada pela separação
Arrasando uma vida
que ainda estava em recuperação
Toda tarde agora é vazia
Com essa ausência
Faltando nossa alegria
Restando apenas essa carência
Minha vida ficou despedaçada
Duas partes foram arrancadas de mim
Uma falta jamais superada
Essa dor que nunca terá fim!
Nunca desejei ser melhor nisso ou naquilo...
Mas sempre fiz a minha parte, sempre fiz questão de ser apenas “eu”!
E isso fere algumas pessoas...
Não mudo o meu jeito de ser ou de me doar
Eu mudo o rumo, entende?
Mudo a direção...
A minha direção...
Desviando das pessoas que são rasas.
BURACO NEGRO
quando minha razão é eclipsada, você aparece como a lua cheia no céu que iluminando meu caminho projeta minha sombra por veredas passadas.
sou um inseto que como por feitiço, voa em direção a essa luz inalcançável mas assaz irresistível para justificar o labor de tal busca interminável;
e por vezes sou uma mariposa que é necessariamente atraída para a fogueira e tragada pelo fogo: o calor e a luz que me encantam também trazem um fim a essa efêmera existência permeada com promessas de eternidades.
de um ponto ao outro, a ponte é sempre queimada após a passagem e o regresso encarna em fantasia;
sou o herói no labirinto, a tênue esperança suspensa no auspicioso fio do novelo cor de sangue;
se deixo as coisas como estão, já não estão como deixei; a lua se esconde, o fogo se extingue, o inseto contumaz é repelido pela lâmpada;
as flores se ocupam da sedução diurna; as cinzas são levadas, tal como o pólen, transportadas pelo sopro da curiosidade para o desconhecido;
conduzo minha atenção para o que me cerca e me torno mais uma vez testemunha contingente do perene acontecer, sempre em movimento;
quando imbuido de significado, o horizonte de eventos toma o peso do mundo, peso que o vácuo do centro se abstém de possuir, a substância é integrada e já não está em lugar algum;
quiçá os dois se entrelacem mutuamente, um é modificado, o outro permanece intocado e segue tocando a orquestra universal de forma cega e contagiosa.
ERA
Como se fosse hoje, minha mãe partiu
Num treze de maio que o Maio sentiu
Como se fosse a mãe dele a fugir
Para outro maio de sentir
Como ele sentiu.
Era Fátima no altar do mundo
Era esse o mundo de minha mãe
Deixando os que amava em horror profundo
E a Fatinha dela, pequenina, também.
Era o desabar de vidas coloridas
Entre flores vivas, vividas
E num relâmpago destruídas
Por um raio de vidas partidas.
Era, como se fosse hoje, treze de um maio
De há quarenta e cinco idos, falidos
Nos gemidos de minha moribunda mãe
Ao ir-se sem o primogénito ver...
Meu Deus, que razão de sofrer !?
Que castigos!
Só depois de tu ires, ó Cristo é que foi a tua mãe!
Eu que tanto queria partir em vez da minha
Choro agora e sempre, pela manhãzinha
A dor que só sente quem a não tem...
ESCURO
Minha alma só tranquiliza
No negro da noite dos vendavais.
É aí que ela encontra refrigério
No sossego do mistério
Daquela brisa
Que batiza
Hipnotiza,
Acalma
E exorciza
Os espíritos malignos
Nos malfadados signos
Dos mortais.
(Carlos De Castro, in Terra onde não se faz Censura, 04-07-2022)
A MINHA CARTA A GARCIA
Neste corpo a quebrar, há sinais
De várias cores a assinalar
As etapas de uma vida de ais
E de outras mais coloridas de pintar
As telas rudes do meu mar.
De estrelas belas a brilhar
Sobre as negras ondas
Das marés longas
Deste viver sem ainda saber
Do vir, do estar e do que sou
Entre esferas de milhões por ter
Vergonha de ser
Incrédulo, sem primeiro ver.
Então, quero antes desaparecer
Entre as brumas
De espumas
Sem ler
O epitáfio já reservado:
"Aqui jaz um inconformado
Que da vida só leva um fado,
A sua carta a Garcia,
Na escura noite da luz do dia."
(Carlos De Castro, in Poesia Só e Chega, em 16-07-2022)
O FLAMENCO DA POVEIRA
Como ela dançava e cantava o flamenco
Nas praças da minha infância,
À compita com Juvenço
Moço tropa de bota alta
Tipo peralta,
Mas homem sem substância.
Rodopiava louca
E batia em sincronia
O tacão
Dos sapatos da ilusão
E cantava com voz rouca,
Já com energia pouca,
Nos tempos de servidão.
Emília, a ti Poveira,
Mulher de raça
Sem trapaça
E dos copos
Só, sem tremoços,
Que a esmola não dava trocos
Para mais que o copito
Absorvido
Engolido
De súpeto
Feito ímpeto
Na garganta ressequida,
Ferida,
Naquela tarde de esfolar o pito.
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 30-07-2022)
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