Amo essa minha Vida Louca
Minha alma não se cala,
De do bem ter mensagem,
Por isso disto muito fala,
que os tristes tenham coragem!
Eu tenho boa palavra,
Para os tristes de coração.
Invoquem a Deus na aflição.
Pois só ele nos salva!
Deus vive e nos ama,
Com amor eterno.
E por todos chama.
É dia de Salvação.
No Deus tão terno,
Há ainda solução!
Ouvi! Vós que sois nações, filhas de Sem Cão e Jafé!
Como Camões, continuarei com toda a minha fé,
a este cântico clamar, com força da minha alma,
que recebi, daquele, que meu espírito ama!
Clamo em pulmão forte, o que deixar de fazer, não posso!
Que por mares fortes e de ondas gigantes, com perigos tantos.
E por meio de demónios, gigantes que aos homens causam prantos,
foi a gente filha de luso, em viagens esforçadas, com ajuda de Deus nosso.
Estas gentes tinham uma alma grande, desde tempos antigos,
que esta empresa faziam, de ao mal desafiar, até o bem conseguir!
Foi gente de guerras muitas, por nobres causas as fizeram.
A do mundo terra amaram, por ela a vida deram! Até as terras adquirir.
Do Islão antiga terra libertaram com fé guerrearam,
até que daqui os expulsaram, para as outras terras de Ismael.
Do rei poderoso tinham todo o apoio, como David apoiou Israel.
Foi ele Dom Afonso o primeiro, a quem os nobres, apoiavam.
E neste acto de lutar, os seus filhos continuaram, sem medo ter,
de aos povos dar o bem, ainda que pela espada fosse isso assim.
Como Miguel, príncipe de Deus, do céu a Lúcifer expulsou, enfim!
E aos seus anjos tirou o principado e muito do seu poder.
Assim esta gente esforçada mais que a mente humana,
possa tal imaginar, foram ao mar desbravar os altos caminhos,
que hoje os homens modernos têm, na sua mente racional de tanta fama.
Foi esta fillha da Lusitânia que deu força aos povos pequeninos.
Para que os povos fossem da ciência, muito conhecedores,
E ao homem dessem seus muitos, e muitos valores!
Por tal foi Portugal aos mares, com muita ação.
E com toda a de Deus ajuda, disso eu sei, com razao!
Mas tudo isto de deveu aos poderosos reis Portugueses,
que ao bem queriam conquistar, como o de Avis herdeiro,
Que foi grande lutador, e da expansão o pioneiro!
Em Ceuta, começou este acto de Portugal por muitas ao mar ir vezes.
Mas oh povo do mundo, sabei com muita atenção que Portugal,
era povo muito inteligente e de muito estudo, afinal!...
Se a religião, aos outros países, tirava toda a razão,
Os cientistas em Portugal, estudaram a expansão.
Antes de irem para o mar, ao povos falar e d'eles também muito aprender.
Foi o nobre infante Dom Herique, para Sagres, o mar estudar,
E dos ventos e as estrelas, muito conhecimento de lá tirar.
Era homem, que acreditava, que ciência e fé são razão, em todo o ser.
Assim foram os portugueses ao mundo, em perigos muitos,
às indias do ocidente e do orinte, aos povos mostrar,
que a vida tem perigos, mas que vale a pena, lutar!
Por aquilo que é racional e de muitos conhecimentos.
Vasco da gama foi homem de bem e de muito valor,
Também, Cristóvão Colombo, com ele aprendeu,
As coisas do navegar, em todo o seu resplendor.
De modo que à América outros mundos, deu.
De igual modo oh povo do Mundo, sabei,
que Fernão Magalhães dos pioneiros,
o conhecimento, isso entendei!
O recebeu dos navegadores, os primeiros.
x
Enquanto Deus me der folgo cantarei Portugal,
Com o cântico de alma minha, de vida cheia.
Que ao mal tanto e sempre faz guerreia.
Pois Portugal, foi pais pequeno, com muita força afinal!
Hoje a cultura e o saber, que vós tendes, veio desta expansão,
que uniu o mundo, em saberes tantos e na muita ciência razão,
Até que aos planetas chegastes, com todo e muito conhecimento.
Disso com os Portugueses aprendeste e tiveste muito entendimento.
Portugal deu novos mundos ao mundo, dos homens.
Deu esperança aos povos em várias do saber ordens.
Isso eu sei com muita e gloriosa certeza!
Que foi alta e sublime, a grande gente Portuguesa!!!
E falei-lhes assim:
Alma minha! Meu espirito, sem fim!
Meu corpo; meu ser!...
Se sobre vós, não ousou chover!
Como então! Perante meu fado,
E meu tanto enfado...
Sobre nós, então, buscar ides!
Águas, para destes cegos olhos, lágrimas sair verdes?!
Então me disseram:
Eis que sobre tu e nós!
Águas que são, serão e eram...
Aliviam esta tormenta...
Que continua veloz...
Porque são águas fortes, como sete vezes setenta!...
Escreves leve como uma pena,
toda a nossa história.
Sim tu minha amiga Lena!
Este trabalho fazes a toda a hora.
O teu serviço é escrever.
Trabalhas sem medo ter.
Nas coisas desta Unidade.
Mas fazes tal, com tanta caridade.
Que também escreves com a alma,
a todos dás muita calma,
trabalhas até que em nossa alma,
escreves um poema de amor.
Com uma força tanta,
que por ti nosso ser Clama...
Vem nos tira toda a dor!
Então vens com ligeireza.
Atendendo, quem te chama.
Para dar o teu grande amor.
Disso todos temos a certeza,
que és rainha do bem.
Com o qual cantas e danças tão bem.
Por vezes até aos aflitos dás pão.
E sempre com um sorriso.
Aos doentes estendes a mão.
És assim, porque em Deus tens inspiração.
Por isso, eis que no céu tens teu galardão !
Dedicado a Lena, Administrativa da Unidade de Longa Duração e Manutenção de Albufeira
Com muito
Carinho
Há um cântico de Coimbra,
Em alma minha!...
Ainda que mal caminha.
Canta um fado e uma guitarra, ainda vibra.
Fado de bom destino.
Como que um hino!
Fado de boa sorte!
E não de morte!
Porque nesta cidade,
Há um Deus de vida.
Um Deus de verdade!
Que aos homens salva.
E a mim ainda...
Minha alma torna alva!
Tentei calar a minha boca, a qual me disse,
Cala-te alma imunda e perecível tanto.
Sim, faz mesmo só e sempre isso!
Então me calei e isso realizei, portanto.
Mas dentro de mim as entranhas se revolveram,
e dando um grande clamor, calado, não fiquei,
e um novo cântico, de fresco eu entoei.
E dos poemas minhas musas não se calaram.
Ainda com mais força eu tanto gritei,
sou poeta de cânticos do além,
Isso eu já há muito que o sei!
Portanto não mais me calarei,
mas com a força que meu ser tem,
do bem eu muito e ainda falarei!
Verei
Irei ver minha mãe!
Sim. Irei, aquele jardim!
Naquele dia, naquela hora.
E verei, os pombos brancos!
Que são tantos! Tantos!
Verei Camões e Amália...
Verei flores de Dália.
Verei as estrelas enfim.
Verei o que nunca, vi no Minho.
E então, verei o Senhor, sim.
Verei uma árvore verde,
Com as suas flores de verde pinho.
Verei, a Rosa de Saron. Eis, que será isso, cedo!
Mais alta
Ai minha mãe! As estrelas!...
Como são lindas!...
Lindos são teus filhos!...
Lindos são teus olhos!...
Lindos são teus cisnes brancos!
E os teus laranjais nesse pomar!
Lindo é esse teu Alvor!...
Sim, mulher de Portimão. Terra de dor.
Cidade, a quem dei o meu amor!
O meu Ser, mesmo sem nada ter...
Te o dei! Oh terra mãe da caridade!
Até que vá à alta terra...
Terra, sem mar , sem guerra!...
Pois mãe! Esta é a mais linda e alta, do Ser!
Por Cá
Canto o meu cântico, qu'em minha alma está,
como sempre sai lindo, santo, puro e perfeito,
o meu ser, nesse acto tem para isso efeito,
Pois nisso, vim eu para cantar por cá.
Cantai comigo povo, este cântico, qu'eu sinto.
Então sentireis, alma vossa voando, vivendo,
e aos outros, vida esta sempre estendendo.
Sim! A isso eu no tempo, muito insisto.
E faço isto até que em vós haja, a música,
que a alma nossa, muito e sempre, educa,
e juntos demos as nossas unidas mãos.
Até que entre os homens, para sempre,
se cante este, sem que haja mau vento,
E os homens, sejam, de facto irmãos!
Desconforto
Ainda tenho Deus no meu coração,
Sim, tenho-o com toda a minha ação.
Como não o ter pois digo eu?
Neste meu ser, que é sempre seu.
Se não ter Deus, o que ter então?
Que porei eu no meu coração?
Onde vou buscar a minha vida?
Eis que Deus é o mais importante ainda.
De noite a minha alma, na minha cama,
sente-se desconfortada, solitária...
E o meu espírito a Deus Clama.
E a luz então vem a mim,
preencher as trevas área,
do meu humano ser, assim!
Minha Terra
Coimbra, minha terra natal.
Ainda és a capital,
Do amor e da paixão.
Por isso te canto, esta canção.
Mãe das Beiras és, por bem.
Por isso minha também.
Pois minha mãe, já me deixou
De todo, me abandonou.
Por isso, oh tu cidade, de Cid Sobral!
Toma conta de mim, aqui...
Neste hospital...
Sim tu minha terra!
Pois eis que estou em ti.
Cidade, que não tens guerra!
Socorro
Para os montes, elevo os meus olhos.
E eis que preciso de socorro...
Para minha alma cheia de enfados...
Com os quais, quase morro!...
Mas o meu socorro. De Deus vem.
Pois todo o poder tem...
Fez o céu e a terra.
Ele vem, é e era...
Não há que da vida ou morte, ter temor.
Eis que grande é o Deus de Israel...
Só ele é o eterno Senhor...
Os montes, saem, do meu caminho.
Pois eis que o Emanuel,
Me não deixou sozinho!...
Minha Mulher
Minha mulher...
Quem és tu?
Certamente o ser mais precioso que Deus fez,
E que me deu.
Mulher serás tu?!
Ou algum ser, possivelmente,
Vindo do céu,
Para ao meu lado estar eternamente...
Teria Garret razão,
Quando nos seus poemas, de inspiração...
Diz à mulher,
Anjo ser?
Ou anjo ou mulher,
És o melhor, desta existência, a que chamamos Ser,
Que Deus pôs ao meu lado,
Para aliviar, meu fardo.
Oh! Coração meu...
Como foste capaz, de tão pouco amares, com esse modo teu,
A quem tanto te amou,
Ao teu lado lutou.
Por causas,
Que eram perdidas.
Mas que por sua acção,
As venceste, então?!
Ai como eu me arrependo,
De não ter amado,
A quem sempre me amou,
E não me rejeitou...
Assim és...
Pois Deus te fez...
E o amor dele, como chama,
Em teu peito inflama...
Deus meu Senhor:
Eu te rogo, por teu amor,
Que abras de todo este meu coração, para amar,
Com tanto amor, a quem me ama, sem cessar!
.
Lenha
Minha mãe! Tenho medo!
Volta, da outra banda!
Pois, já não é cedo! Volta e anda!
Eis que não é cedo!...
Volta!... Deixa de apanhar lenha!...
Lá no outro lado, lá na outra banda.
Minha mãe ! vem!... Vem!... Vem!...
Para mim.... teu menino, que medo tem!
Faz o trovão! E eu tenho medo!
Muito mesmo! Ai, minha mãe!
Volta, pois, para que eu seja sempre ledo!
Volta e canta comigo...
Ao lume da lenha, dá-me a mão...
Canta uma canção, para teu filho, amigo!...
Parkinson III
Eis ó poetas ouvi-me esta minha confissão,
que diante de vós, me inclino em posição.
Eu tenho sintomas de: loucura, depressão,
agressividade e muita mesmo ansiedade.
Isto existe em mim com muita regularidade.
Mas esta doença nasceu comigo, de congénito.
Eu sou uma pessoa doente, isso eu bem o sei.
Sou eu mesmo deste modo assim tão único.
Peço desculpas, por todo o mal que vos causei,
mas eu tenho a doença de Parkinson desde cedo,
e ela me causa algum grande e forte medo...
Não sei o que me vai acontecer, não não sei.
Só isto sei, que Deus me ama, tal como sou,
ainda que mal eu muito, mesmo estou!..
Minha Alma Triste
Minha alma está triste.
Por que motivo afinal?!
Pensava eu estar entre homens de Cristo.
Mas quiz o «LOGOS» mostrar-me, sinal,
Que estes eram carnais,
Nada de espirituais,
E o Senhor me disse:
Filho meu, por isso,
Está tua alma como esteve a minha...
Naquela hora em que mentira,
Me matara, por falar minha boca a verdade,
Que tais homens, por servos da impiedade,
Serem, sem de novo nascerem,
Tua alma entristeceram.
E me disse ainda: Tua triste alma, saia...
Dessa situação, sem perder a calma,
Pois se eu morri,
E morte e mentira venci,
Assim também, os vencerás...
Porque vivo e o meu sangue, dei por ti,
Para que a tua tristeza, tenha fim...
Ainda que os homens procedam assim!...
Indignação
Diz o Senhor: Porque a minha intenção ,
é esta, ajuntar todas as nações, congregar,
os reinos, numa grande e forte reunião,
para sobre eles, a minha indignação eu derramar.
E derramarei a minha acumulada e grande ira,
naquele dia, no Armagedom, sobre os reis da terra,
que se ajuntaram, para me fazerem uma grande guerra.
O reino dos homens arrogantes, a minha pessoa lhe o tira.
Os povos que eu eleger me servirão de comum acordo,
e eu serei rei de toda a terra, onde os povos serão puros.
Da Etiópia serão meu povo, e de Tarsis e do mundo todo.
E então na terra haverá a verdadeira aguardada paz,
porque os corações do homens jamais serão duros.
Minha presença de todo, para sempre os satisfaz!
Fruto
Meu amor de algum dia que já passou,
Foste o único amor que meu ser amou.
Estás na minha mente e nos momentos,
de alguma inquietação, e de tormentos.
Lembro o passado, que eu já não tenho,
mas que fica a recordação, eu isso mantenho.
As vezes lembro o passado, para consolar,
Está alma que agora não tem nenhum amar.
Foste linda e corajosa até ao meu lado,
conseguires estar, apesar do meu ser tolo.
E de muita asneira minha, na minha doença.
Mas entre nós ficou o fruto do nosso a amor,
o nosso filho, que eu amo muito, com vigor.
Tu és a sempre amiga, que meu ser não dispensa!
Hegemonia
Ouvi vós torres altas da cidade do comércio imundo,
vós que dizeis, esta cidade é minha, eu a edifiquei,
todos os altos montes e vós que sois donos de tudo,
que dais passos largos, e dizeis isto fui eu que criei.
Vós que dizeis sou melhor do que tu, não vou à prisão,
sei muito, leio muitos livros e tenho uma boa educação.
Todos vós grandes da sociedade, que ides às festas sociais,
e que pelos homens, sois adorados e considerados especiais.
E vós pobres, de espírito, que sois muito altivos,
E vos considerais sempre, muito desventurados.
Confiais no vosso muito estado diminutivo.
Vós todos diante do rei do universo, que já vem,
vós que diante dele estais nus, sereis julgados.
Vesti-vos das roupas dele, que só ele tem!
Neste Momento
Se me ordens darem:
Para a Deus deixar!
Por minha aflição, contemplarem,
A qual não me quer abondonar.
Direi então:
Isso não faço não.
Pois ele é o meu Senhor,
A quem eu amo com todo o amor...
Meu mal é grande...
Mas ele é maior,
Que o mal gigante...
Neste momento,
Amo-o melhor...
Agora e sempre!
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