Amo essa minha Vida Louca

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Minha mente cria, e meu sentimento dá sentido ao que eu criei.

Meu pensamento é moldado pelo que eu quero, ele direciona minha mente para aquilo que escolho pensar. Ao pensar no que desejo sentir, passo a vivenciar as emoções geradas por esses pensamentos. Cada sensação que se manifesta, surge daquilo que pensei, e então me questiono sobre o motivo dessa sensação. Tento entender o que me levou a sentir o que sinto a partir do que pensei. E assim, continuo pensando, explorando e refletindo sobre esse ciclo constante entre o que penso e o que sinto.

Dentro da minha cabeça, a única pessoa que consegue me ajudar sou eu mesmo.

Todo problema no sentimento faz parte da interpretação de um problema que eu mesmo criei na minha mente.

Minha evolução interna está nas crenças que me desapego, nos medos que deixo para trás e em tudo aquilo que eu aprendo.

Na minha visão, existem três éticas fundamentais que seriam úteis para harmonizar a sociedade:


1. Respeitar o espaço do outro;
2. Aceitar o outro do jeito que é;
3. Buscar a autonomia.

Não sinto falta do que eu fui, nem do que serei, pois minha falta é do que sou, da minha presença hoje, e hoje não tenho falta, pois no bem ou no mal, eu estou sempre presente comigo mesmo.

O que me faz entender minha mente não é o que eu penso, é o que eu coloco em prática daquilo que pensei, ou seja, tudo aquilo que eu faço, pois o que eu faço é que me dá sabedoria no que eu penso.

Minha sombra me lembra que tenho a melhor companhia, eu mesmo.

O que eu quero viver não é o que minha família quer que eu viva, não é o que meus amigos querem que eu viva, não é o que a sociedade quer que eu viva; o que eu quero viver, somente eu quero, somente eu vivo.

Minha consciência é meu segurança particular, porque é ela que cuida do que entra e do que sai da minha mente. Meu inconsciente é minha residência, o lugar onde tudo que sinto, penso e vivo se acumula, mesmo sem eu perceber. Se meu segurança se distrai e dorme, se minha consciência perde a atenção, a mídia invade. Ela traz ideias, valores, medos e desejos que não são meus, ocupa minha residência sem pedir permissão e começa a me influenciar. Por isso, é minha responsabilidade manter meu segurança acordado, atento, protegendo o que deixo entrar na minha mente e no meu ser.

Entre errar fazendo a minha vontade ou acertar fazendo a vontade alheia, prefiro errar.

Entre seguir o lado esquerdo ou direito, prefiro seguir minha própria consciência.

Quando minha razão evita sentir o amor que está dentro de mim, no centro do meu peito, o que acontece é que esse sentimento não expresso se transforma em algo negativo, como angústia, vazio, tristeza, ódio, agonia, frustração, entre outros.


Eu não preciso ter medo nem tentar evitar esse amor que está dentro de mim. O que eu realmente preciso fazer é permitir que esse amor flua, me entregar a ele e aceitar esse sentimento puro, vivo, completo e cheio de amor que existe no meu peito. Quando faço isso, permito que o amor preencha meu ser, e assim, ele desfaz as emoções negativas, trazendo mais paz e equilíbrio para minha vida.

Tanto os pensamentos positivos quanto os negativos estão presentes em minha mente, é claro. Mas o importante é saber discernir essas duas interpretações e transformá-las de acordo com o que me convém.


Por exemplo, se eu percebo uma situação de forma negativa, eu tenho o poder de mudar essa percepção, transformando algo negativo em algo positivo através da minha mente. Sim, eu posso fazer isso.


Se, por acaso, sinto angústia sem uma razão clara, eu posso, naquele momento, usar o poder da minha mente para mudar essa interpretação inconsciente de angústia para algo novo e positivo. Eu posso aprender com esse sentimento, transformando-o em uma oportunidade de crescimento, e assim, reverter a sensação negativa em algo que contribua para o meu bem-estar.

A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:

"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."

O que me faz entender minha mente não é o que eu penso, mas o que eu coloco em prática. O que eu penso, ou seja, tudo aquilo que eu faço, é o que me dá sabedoria no que eu penso. Porque é através das ações que os pensamentos se tornam reais e ganham sentido. O que eu faço reflete o que eu penso, e é isso que me ajuda a entender melhor minhas ideias e a mim mesmo. A prática é o que transforma o pensamento em experiência, e é nessa experiência que eu encontro a verdadeira sabedoria. Pensar é importante, mas agir é o que traz clareza e profundidade ao que penso.

A angústia é apenas quando estou evitando minha própria paz no momento daquela situação, ou seja, reprimindo um sentimento que é bom em mim mesmo. Agora, aceitando minha paz no momento da situação, indiferente de qual situação, eu me sinto em paz e a angústia perde o sentido e some.

Cada caso é único, mas estou falando de mim, da minha experiência.

Para mim, depressão nunca foi uma "doença". Foi, antes, um sinal, um alerta profundo para a necessidade de mudança.

Mudança de pensamentos, Mudança de crenças, Mudança de hábitos, Mudança de rotinas, Mudança de pessoas ao meu redor, Mudança de lugares, Mudança de mim mesmo, Mudança de vida.

Para mim, depressão nunca foi uma "doença". Foi, na verdade, uma negação de mim mesmo.

Quando finalmente aceitei quem eu sou, quando aceitei o que já foi, quando aceitei a realidade como ela é, tudo mudou. Aceitei as pessoas, o mundo, a vida... e, principalmente, aceitei a mim mesmo.

Para mim, depressão nunca foi uma "doença", mas uma ilusão criada pela minha resistência à mudança e ao autoconhecimento. O que o mundo chamava de "depressão" foi, na verdade, uma busca por algo que eu já possuía dentro de mim — a aceitação de quem eu sou. E foi quando aceitei essa verdade que me encontrei novamente.

Às vezes, o que percebemos como sofrimento é apenas um reflexo da nossa resistência a viver de forma verdadeira. Quando nos permitimos mudar, aceitar e ser quem realmente somos, a dor se transforma em evolução.

A minha única estabilidade é que tudo tem fim, e é justamente por saber disso que eu aproveito a vida.