Amo essa minha Vida Louca

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Meu pai é do Ceará
Minha mãe é da Bahia
E eu sou de Brasília
E que todos sejam
O amor de cada dia

Poemas curtos
É a minha especialidade
Eu não troco um amor
Por milhões de maldades

⁠‎A MÚSICA RELAXANTE CURA O CORAÇÃO DANIFICADO PELA ANSIEDADE CRÔNICA

‎
‎Pela minha própria Experiência!
‎
‎A Música Relaxante, escutada com fones de ouvido ao dormir durante 5 dias consecutivos, cura um Coração danificado pela Ansiedade Crônica!
‎
‎Mas,
‎
‎De que maneira a Música Relaxante cura o Coração danificado pela Ansiedade Crônica?


‎Como a Música cura o Coração?

Minha linda, meu encanto meu viver.
Minha alma fica perdida.
Quando penso em te perde.

MINHA ESCURIDÃO É INFINITA


Eu medi a minha escuridão e descobri que ela é infinita. Diante disto, propus-me a me olhar com outros olhos. Procurei luz na alma, mas só havia sombras. Isso inquietou-me diante da improbabilidade de ver a luz. Então me recolhi, mantendo-me na minha pequena insignificância, porém, não me dei por vencido.
Eu já tinha visto a luz, mas o ego a sufocava. Procurei me despir dele; havia camadas, e lutei com as forças que me restavam. Eu estava cego, pobre de espírito e nu! Mas quem disse que eu estava nu? Meu próprio ego. A briga sempre foi intensa, de causar exaustão.
Procurei sair da bolha em que me meti. Tentei alçar voos, mas sempre era reprimido. Quase tudo que me cercava eram trevas, devido à bolha. Tornei-me um monstro, um ser sem vida, buscando vidas em outras dimensões.
A batalha dual se acirrou, sendo que eu mesmo era o espectador. Eu torcia pelo mais forte, só que, no momento, o mais forte era o obscuro. Os outros "eus" que existem em mim, ambos os lados, não levantavam a bandeira branca, e eu seguia inquieto na expectativa do vencedor!
Por fim, alcancei o chão e, de espectador, resolvi entrar na briga. Foi quando comecei a enxergar um filete de luz na minha vasta escuridão!

A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA


Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.


Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.


Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.


A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!

DOS RUMOS DO MUNDO TRANSITÓRIO




Como hei de sustentar // minha alma corrompida?
Como hei de conseguir // avançar no meu tempo?
A alma está inquieta: // são tempos transitórios,
tempos muito mutáveis, // onde o mundo me convida
ao grande baile da vida, // em cenário que é tosco,
e que é impregnado // de falsos sofismas.
Eu desci alguns níveis // para tentar compreendê-lo,
e por fim senti // uma enorme compaixão.
Procurei um salvador, // mas o que eu vi foi
a luta de "Eu" // versus o mundo.
O mundo que eu vi // era uma terra arrasada;
não havia ternura // e o colorido era opaco.
Desviei o meu olhar // para a outra banda do mundo,
e vi o caminhar // de um velho sábio que dizia:
"Tudo é pura mudança: // o amor, a paixão,
a integridade // e tudo quanto se toca!"
Eu perguntei-lhe: // "E a essência dos homens?"
A resposta veio forte // como espada de dois gumes!
"A essência," disse ele, // "já vem de outros mundos!"
A turbulência em mim // aumentou e não pude
entender o mundo // das coisas ao meu redor.
Tudo é um cenário // de cartas já marcadas,
e também um teatro // que é simples e barato!
Mas eu segui o meu caminho. // Quem sabe o que virá
nestes novos tempos? // Tempos sombrios de luta,
onde quase tudo // é tão transitório e temporal!
Eu insisto no amor // e na essência do perdão,
pois o que resta é // aquietar a minha alma
e aguardar os tempos // que ainda são vindouros;
sem ter muitas expectativas // para não dar vazão
à negra desesperança. // Hei de combater
de maneira intrínseca, // e afastar o bem precioso
da Vida, com sua essência, // dos rumos deste Mundo
das coisas que transitam // ao redor dos meus passos!
E se eu vier a falhar, // ao menos tentei...

O Ponto Fixo do Trânsito


O Agora é a minha única morada, o ponto exato,
a quietude que o caos me permite reivindicar.
Se o defino, ele já é Presente-Passado,
a matéria de memória, a substância de tudo que o riso dos deuses levou.
Não é um vazio findo, mas o volume da minha história,
a textura viva da cicatriz que me torna necessário.
Mas o Agora é também, e sem trégua, Presente-Futuro,
a tensão que me impede o ócio inabitável.
É o vetor da força que move o Ser para o devaneio lúcido—
a criação de um paraíso possível,
mesmo quando a lucidez me diz que ele é breve.
Pois sei que as coisas transitam ao meu redor
e a minha perspectiva é o único centro real.
Se o mundo gira e a folha cai,
minha presença é o ângulo irrepetível
que dá forma e cor à velocidade do trânsito.
Os Deuses, lá no alto, podem rir da minha seriedade,
rindo da minha busca por um sentido,
zombando da pequena chama da minha vontade.
A gargalhada deles é a confirmação:
A vida é regida pela ironia lúdica, não pelo mérito.
Mas a síntese é a minha resposta:
Eu não preciso de um plano perfeito.
Eu sustento a minha existência apesar do riso,
criando o meu próprio éxtase no intervalo.
Eu sou necessário para completar a canção,
e mesmo sabendo que o futuro é incerto,
eu carrego a coragem indiferente de quem sabe:
O ato de estar aqui, no Ponto Exato do Agora,
já é o maior e mais belo de todos os propósitos.


⁠

Confissões de uma Fé Inabalável


Eu rendo minha absoluta confiança ao que é comprovadamente falho.
Eu confio nas cartas metodicamente marcadas do jogo,
nos sorrisos límpidos dos políticos recém-eleitos
e nas mãos estendidas, já bem entendidas, a pedir meu ouro em todas as esquinas.
Eu confio na sorte grande e na alquimia silenciosa dos banqueiros em fazer dinheiro
a partir de juros que jamais poderei entender ou pagar.
Eu confio, sobretudo, nas mãos entendidas que, com uma, distribuem o sopão ao necessitado,
e com a outra, rapidamente recolhem o troco a mais dado pelo caixa distraído.
Eu confio no criminoso que mantém um código de honra limitado,
e naqueles arautos da fé que nos prometem o céu enquanto filipendiam a alma
para, em seguida, arremessá-la ao inferno como um brinquedo usado.
Eu acredito e ponho a mão no fogo nas pessoas maldizentes,
naquelas que não deixam escapar um só fio de maldade sutil
na hora da conversa trivial nos cafés.
Eu acredito fervorosamente na Justiça que, com um aceno,
solta o malfeitor que ceifou a vida de um trabalhador,
deixando a miséria da viuvez e a dor da orfandade como herança.
Eu confio na cortesia eloquente do loquaz,
que busca arrebanhar meu suor sagrado
em troca de um produto etéreo que só existe em sua promessa.
Eu acredito em um mundo onde as guerras que matam inocentes irão, de fato, resolver nossos problemas.
Eu acredito no Papai Noel, coelhinhos da Páscoa, em gnomos e fadas.
Eu acredito em um mundo melhor, onde a grama do vizinho é seca e a minha é verde.
Eu sempre acredito piamente em um mundo melhor.
Eu acredito num mundo onde os pais obedecem os filhos e são espancados por eles.
Acredito piamente que quando acordo todos os dias, todas as pessoas são menos inteligentes do que eu e devem, portanto, aceitar e acreditar no que eu acredito.
Eu acredito na beleza vertiginosa de tudo que me dá prazer imediato,
depois de ver meu suor e sangue sagrado
esvaírem-se em poucos minutos,
diluídos em uma noite de luxúrias vazias.
E finalmente, com a mais sombria convicção:
Eu acredito naquilo que me tira a paz, que está tirando,
porque mereço sofrer, ser insultado e suportar todo escárnio.
Com uma convicção quase religiosa,
eu confio em tudo o que me rouba a visão e a simples,
egoísta e cansativa tarefa de focar no meu próprio bem-estar.
⁠

Despir o corpo é fácil; difícil é encontrar alguém disposto a despir a minha alma.


Priscila de Araújo

⁠No vigésimo nono dia minha jornada começou. Era março de 89 quando o Primogênito chegou. Dediquei-me com abrigo, educação e amor. Hoje colho frutos em forma de orgulho, honra e louvor.

BOI TALUDO


Da minha infância doce e dolorida, lembro-me dos fatos, alguns inesquecíveis. Esse que aqui início a contar é lindo e incrível, fala de um boi aqui no sítio nascido.
Refiro-me ao Boi Taludo, o maior e mais querido, forte e manso, mas bravo se seus donos são agredidos.
É o Sanção dos animais do sítio. Protetor, amigo de todos os animais da região. Recebe carinho e amor como forma de gratidão.
Forte e valente, no trabalho não dá mole não. Arar a terra pra ele é moleza; ouvi falar que Taludo já puxou um caminhão.
Lobos e raposas não chegam perto do sítio, não. Porque Taludo fica sempre na guarda e de prontidão.


Muitos querem lhe levar para os rodeios, mas ele não vai, não. Dócil e manso, não serve para esse tipo de apresentação.
Seus donos, que o conhecem bem só para desfilar e fotografar. Nisso Taludo é bom, conquistando sempre o primeiro lugar.
Era assim a vida de Taludo, pacata e simples, de inverno a verão. Amado por todos, que lhe devotavam muita admiração.
Num certo dia, choveu muito na região. E a casa do sítio, que era antiga, com seu velho telhado, não iria aguentar toda aquela agitação.
Houve um grande estrondo, e as madeiras foram ao chão. Todos correram para se proteger, mas Taludo não.
Ficou segurando o peso do telhado, dando tempo pra saída da família do patrão. Quando todos se retiraram, o telhado veio ao chão.
Nesse dia, morreria o boi mais forte da região. Taludo deu a vida para salvar a família do seu patrão.


Construíram uma estátua de Taludo na entrada do sítio, homenageando o boi mais forte e valente de toda a região.

ZÉ VOLANTE E MERCEDINHA (A DESPEDIDA)


Após conseguir minha habilitação, muitas viagens realizei nesta vida, mas existe uma que chamo de despedida. Não havia entregas, e a 1313 na garagem permanecia. Era um dia, como tantos outros, de idas e vindas.
A família reunida com os amigos que nos visitavam todos os dias. Era sagrado esse encontro em todas as vindas. Meu pai, Zé Volante, contando as viagens de um jeito que só ele sabia, não perdia um detalhe, pelo contrário, acrescentava e sorria.
À tardinha, seu cochilo era certo, e todos já sabiam que horas depois ele voltaria. A gente ficava aguardando pra saber que nova história Zé Volante contaria. Fiquei desconfiado do aceno do meu pai naquele dia, sentindo no fundo do coração um sentimento de despedida.
Muitas horas se passaram, e Zé Volante não aparecia. Alguns já perguntava se ele ainda dormia. Minha mãe foi procurar saber o que acontecia. Houve gritos e muito desespero, e eu nada entendia. Minha mãe pediu chorando: “Acorde Zé Volante!” Mas, por mais que eu suplicasse, ele não acordaria.
Ele fez a viagem que todos nós faremos um dia. Naquele aceno, meu pai de mim se despedia. Os olhos mostram o que o coração sentiria. Caminhando lento, ele, pela última vez, me ensinou que nessa viagem não tem correria. O destino tá traçado, e a encomenda é a nossa vida.

MINHA VIAGEM AO SOL


Quando fechei meus olhos,
O impossível deu sinal;
A razão ficou na Terra,
Parti rumo ao Astro-Rei celestial.
No lombo da imaginação
Cruzei o vazio sideral.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Disseram: "És um lunático,
Não sabes o que faz."
Respondi com um sorriso:
"Quem sonha sempre vai mais."
Pois o sonho abre caminhos
Que a dúvida nunca traz.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Passei por luas e cometas,
Vi planetas a girar;
Cada estrela me saudava
Como quem sabe esperar.
No silêncio do Universo,
Aprendi a escutar.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Quando alcancei o grande Sol,
Não encontrei destruição;
Vi um oceano de luz
Banhando toda a criação.
Seu calor não era fogo,
Era divina compaixão.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


No centro daquela chama
Vi um brilho sem igual;
Não tinha forma definida,
Nem princípio, nem final.
Era a Divindade de Luz,
Eterna, pura e celestial.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Bastou um único olhar
Para entender o infinito;
Todo medo se desfez,
Todo mistério foi bendito.
Num segundo compreendi
O que jamais fora escrito.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Voltei trazendo a certeza
Que o possível nasce em nós;
Quem alimenta a esperança
Faz mais forte a própria voz.
O impossível se rende
Quando Deus caminha após.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Hoje contam minha história
Como um sonho sem igual;
Uns dirão que foi delírio,
Outros, viagem celestial.
Pouco importa o julgamento,
Se encontrei o essencial.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Assina este viajante
Que fez do verso um altar;
Quem semeia a fantasia
Sempre aprende a alcançar.
Pois quem segue a luz divina
Nunca deixa de sonhar.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.

ALÉM DA ETERNIDADE

Fique ao meu lado, segure minha mão,
e vamos caminhar sem medo de errar;
que o amor seja a nossa direção,
e o destino nos ensine a sonhar.
Se o mundo mudar de repente,
que eu tenha você junto a mim,
pois amor que é verdadeiro e presente
não conhece começo, nem fim.

Quero andar contigo pela estrada,
sob o sol, sob a chuva e sob o luar;
ter sua presença em minha jornada,
e em cada silêncio, poder te abraçar.
Se houver pedras no nosso caminho,
juntos saberemos como seguir;
pois nenhum coração fica sozinho
quando encontra outro para dividir.

Fique ao meu lado, não solte a mão,
deixe o tempo passar devagar;
que cada batida do meu coração
seja uma promessa de sempre te amar.
E quando a vida perder sua voz,
quando o tempo deixar de existir,
ainda haverá um caminho para nós,
onde o amor continuará a florir.

Fique ao meu lado, segure minha mão
e vamos caminhar além da eternidade.
Porque se o amor for nossa canção,
seremos para sempre uma só saudade
que nem o tempo conseguirá apagar,
nem a distância poderá separar:
dois corações que escolheram caminhar
juntos... além da eternidade.

Com diferentes fractais, misturados pela minha essência, transformo meus sonhos em realidade. Talvez, um dia, consigam enxergar o que há de mais humano em mim, antes que a eternidade guarde meu coração em algum lugar do tempo.

Na morte, desejo me desprender de mim — partir, enfim, para reencontrar minha mãe

⁠to aqui que deus ilumine e estega tudo bem com a minha avo pq ela fez sirugia

⁠Minha Maior Alegria é Cantar Para Deus.

⁠Minha Maior Alegria Foi Deus Ter Mandado Meu Amor Na Minha Adolescência.