Amo essa minha Vida Louca

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"Sonhei com passos demoniacos ao redor da minha cama que tinha um cheiro de ovo podre muito forte e ao lado da minha cama, estava meu irmão, como se fosse uma planta com muitas raízes, meu marido tentava fazer ele levantar, mas como tinha raízes em cima da sua cabeça e embaixo nos pés, ele não conseguia, fiquei assustada e acordei ..."




Agosto de 2024

Pensei ter perdido a minha inspiração, após revelar meus mais sublimes segredos.


Passei um tempo para entender que fui corajosa o bastante.


Foi por causa disso, que eu agora renasci.

Hoje, vivo o que era para ser um sonho. Ele, é a minha realidade!

[19/3 15:06] Alinny de Mello: Eu estou preparada para tudo.

Cheguei no auge da minha maturidade.
[19/3 15:06] Alinny de Mello: Não sei de todas as coisas
[19/3 15:06] Alinny de Mello: Nunca saberei
[19/3 15:06] Alinny de Mello: Mas, se for para tomar decisões, eu já sei como fazer.

Ele ainda tem inocência.


Eu só perdi a minha inocência e comecei a ver o mundo como ele é, aos 28 anos!!
[19/3/2026 13:26] Alinny de Mello: Desde então, nunca mais fui a mesma

Eu havia escrito uma carta, e nela falava para nunca mais me procurarem, porque seguiria a minha vida.


Mas, terminei a carta ás 3 da manhã!! Após alguns minutos que meu pai havia me deixado em paz, pois ele me torturava com um facão e psicologicamente, desde ás 6 da tarde. Porque eu comecei a trabalhar para o estado estagiando na época, graças a uma indicação da mãe de uma colega. E, nesse dia havia recebido meu primeiro pagamento. Ele queria tudo. Mas, eu precisava comprar meu material escolar, não dei. Disse que estava tudo no banco que no outro dia eu sacaria.
Na verdade, eu estava com tudo.


250,00!


Então, terminei a carta...

Minha tia, irmã dele pagou a passagem do meu irmão, porque o dinheiro não dava para todos.


19 de fevereiro de 2009!!


Sexta feira de carnaval!!


Chegamos em Teresina Piauí!!


Sem dinheiro, sem rumo, sem nada.


4 da manhã!! Esperamos o dia amanhecer na rodoviária.


Ás 6, saímos!!


Eu tinha 10,00 todinho. Comprei de lanche para meus 3 irmãos e dividi entre eles. Eu e minha mãe, ficamos com fome.


Éramos mais fortes na fome.

Minha tia já estava me esperando. Eu fui para a casa dela, passei 3 meses com ela, depois fui morar com a minha avó paterna.


Com ela, passei 2 anos.


Depois, no último mês! Eu tive que sair da casa dela, porque meu tio era um drogado e violento, então saí, porque ele começou a ameaçar meu namorado, hoje, meu marido.


Então, fui pedir abrigo na casa de uma cunhada da minha avó, ela disse "tú pode ficar, mas não quero nem saber de macho aqui na minha porta".


Eu tinha 19 anos, e esse macho que ela falava estava me esperando e ouvia tudo. A gente tinha marcado o casamento, faltava um mês.


Era só disso, que eu precisava.
Mas, ela fechou a porta para mim.


Eu tinha umas amigas que já não estavam tão próximas de mim, mas foi a minha única solução.


Pedir para a mãe delas, para eu ficar lá por 1 mês!! Até casar.


Foi o que aconteceu.


Fiquei 1 mês!!


Trabalhando, feliz, sendo cuidada por aquelas pessoas, e no dia do casamento, me levaram de carro e ainda participaram comigo.


Recebemos 1 almoço surpresa.


Foi o melhor período da minha vida!!


Continua...

Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.

Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.

Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.

E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.

Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.

Tem uma coisa estranha acontecendo dentro da minha própria casa e eu ainda não decidi se isso é amadurecimento ou algum tipo sofisticado de bug emocional. Meu marido anda em silêncio, mas não é aquele silêncio confortável de quem já dividiu tantas palavras que agora pode descansar nelas. É um silêncio que observa. Ele fala pouco, mas quando fala, solta frases que parecem ter vindo de uma reunião secreta com a própria consciência. Diz que agora percebe coisas que antes não percebia. E eu fico olhando pra ele com a sensação de que perdi o acesso à versão anterior do homem com quem eu me casei.


E aí teve o beijo.


Eu estava ali, entregue, porque quando eu amo eu não sei amar pela metade. Eu beijo como quem assina contrato sem ler as cláusulas, confiante, intensa, emocionalmente parcelada em doze vezes sem juros. Só que no meio daquele momento que, teoricamente, era pra ser nosso, eu senti. Não foi falta de toque, não foi ausência física. Foi pior. Foi ausência de presença. É como se ele estivesse ali… mas não estivesse. Como se o corpo dele tivesse comparecido, mas a mente tivesse mandado um representante.


Quando eu abri os olhos, ele estava me olhando. Não era um olhar apaixonado, nem distraído, nem sequer culpado. Era um olhar… analítico. Como se eu fosse um documentário interessante passando na televisão e ele estivesse tentando entender a narrativa. E naquele exato segundo, alguma coisa dentro de mim fez um barulho baixo, tipo vidro trincando devagar.


Eu me senti descartável.


Não descartável no sentido dramático de novela das nove, mas naquele jeito silencioso, sofisticado, quase elegante de perceber que talvez eu não esteja mais sendo vivida, só observada. E isso, pra quem sempre foi intensidade pura, é um tipo de solidão muito específica. Porque não falta alguém ali. Falta ser sentida.


E desde então eu fico tentando decifrar esse novo idioma dele. Será que ele evoluiu e eu fiquei parada? Será que ele está enxergando coisas que eu nunca quis ver? Ou será que ele simplesmente se afastou emocionalmente e agora chama isso de consciência?


O mais curioso é que ele não parece distante no sentido clássico. Ele não brigou, não sumiu, não virou outra pessoa completamente. Ele só… mudou o jeito de estar. E isso é muito mais difícil de confrontar, porque não tem um problema claro pra resolver. Tem uma sensação. E sensação não se debate, se vive.


E eu continuo aqui, meio entre o amor que eu construí e a dúvida que começou a sussurrar. Porque amar alguém que está presente é fácil. Difícil é amar alguém que começa a se retirar sem sair do lugar.


No fim das contas, talvez o maior medo não seja perdê-lo. Seja perceber que, de alguma forma, eu já comecei a perder… e ainda estou aqui, beijando alguém que me olha como se estivesse tentando entender quem eu sou.


Agora me conta, você já se sentiu assim também?

Não tem escapatória, minha gente, e eu falo isso rindo com um leve desespero elegante, porque no fundo eu sei que é verdade daquelas que não pedem licença pra entrar. A gente pode até caprichar no nome, escolher uma fonte bonita pra lápide, deixar datas organizadinhas como quem monta um feed harmônico, mas em algum ponto da eternidade… pronto, virou história apagada, arquivo morto do universo, figurante do esquecimento. E eu acho isso de um humor ácido quase genial, porque passamos a vida inteira tentando ser memoráveis, enquanto o tempo, debochado, está só esperando a nossa vez de virar poeira premium.

Eu imagino a cena como se fosse uma grande fila invisível, todo mundo muito ocupado vivendo, pagando boleto, se apaixonando errado, acertando por sorte, tirando foto bonita do céu, e lá no fundo, bem no fundo, tem uma plaquinha piscando em neon: “em breve, todos indisponíveis”. E a gente segue. Segue como se não soubesse. Ou pior, como se tivesse todo o tempo do mundo pra começar a viver de verdade depois.

E é aí que mora a ironia mais deliciosa e cruel. A gente adia o riso, economiza abraço, engole vontade, guarda palavras como se fossem peças raras de museu, sendo que no fim… ninguém leva nada. Nem o orgulho, nem o medo, nem aquela discussão que parecia tão importante às três da tarde de uma terça-feira qualquer. Tudo fica. Tudo perde o sentido. Tudo vira silêncio.

Eu, sinceramente, acho cômico. Trágico, sim, mas com uma pitada de comédia existencial que me faz rir sozinha às vezes, tipo quem entendeu a piada antes dos outros. Porque no final das contas, somos isso mesmo: poeira com consciência, tentando dar significado ao intervalo entre o nascer e o desaparecer.

E aí vem aquele conselho que todo mundo já ouviu, mas que quase ninguém leva a sério de verdade: viver o agora. Parece frase pronta de caneca, mas quando a gente para pra encarar sem filtro, dá até um friozinho bom na barriga. Porque o agora é a única coisa que não mente. O agora não promete, não enrola, não cria expectativa. Ele simplesmente acontece. Cru, intenso, imperfeito… e absurdamente precioso.

O futuro? Ah, esse é um mistério com data garantida e roteiro desconhecido. A única certeza é que ele chega. Mas como chega… ninguém faz ideia. E talvez seja exatamente isso que deveria fazer a gente viver com mais coragem, mais verdade, mais presença. Porque esperar o momento perfeito é quase uma piada interna do universo. Ele não vem.

Então eu decidi, entre um pensamento profundo e outro completamente inútil, que vou viver como quem sabe que é passageira, mas não insignificante. Vou rir mais alto, amar mais sem cálculo, sentir mais sem pedir permissão. Porque se no fim eu vou ser esquecida mesmo… que pelo menos eu tenha sido intensamente lembrada por mim enquanto estive aqui.

Meu pai é pobre lascado, minha mãe sempre foi violentada por ele, até Enlouquecer, mais de 30 anos de abusos... Perdeu a sanidade Mental, passou por hospitais psiquiatricos e tratamentos de choque, nós cuidamos dela, ela ficou melhor, está lá com ele novamente, e diz que ele nunca fez nada com ela e nem conosco... Não tenha pena de gente assim! Eles sofrem por suas próprias escolhas e dependência emocional. Lavei minhas mãos...
Ela sempre nos ameaça, dizendo que a gente que precisa ir preso no lugar dele, só porque a gente fala pra ela deixar ele. Nunca parou de apanhar dele, está enlouquecendo novamente!!

Quando olho para a minha história, percebo que o que mais me marcou não foi apenas a violência que vivi.


Foi a quantidade de responsabilidades que colocaram sobre os ombros de uma criança.


Uma criança deveria estar preocupada em brincar, estudar, fazer amizades e descobrir o mundo. Eu não tive esse privilégio. Desde muito cedo precisei aprender a sobreviver.


Aprendi a reconhecer sinais de perigo antes mesmo de entender muitas outras coisas da vida. Aprendi a identificar mudanças de humor, ameaças e situações que poderiam terminar em violência. Aprendi a proteger meus irmãos quando eu mesma precisava de proteção.


Durante muito tempo, enxerguei isso como força.


Hoje entendo que essa força nasceu da necessidade.


Eu não escolhi amadurecer cedo.


Fui obrigada.


Eu não escolhi me tornar protetora.


Fui obrigada.


Eu não escolhi carregar preocupações de adultos quando ainda era uma menina.


Fui obrigada.


Eu não escolhi conhecer o medo antes de conhecer a segurança.


Fui obrigada.


E talvez seja por isso que, ao longo dos anos, eu tenha desenvolvido uma capacidade enorme de resistir.


Mas existe uma diferença entre ser forte e ser forçada a ser forte.


Muitas pessoas elogiam a resistência de quem sobreviveu. Poucas percebem o preço que foi pago para construí-la.


Mesmo assim, existe algo que me traz paz quando olho para trás.


Apesar de tudo o que aconteceu, eu não permiti que a violência definisse quem eu me tornaria.


Poderia ter reproduzido o mesmo ciclo.


Poderia ter me tornado uma pessoa amarga.


Poderia ter passado adiante toda a dor que recebi.


Mas escolhi outro caminho.


E talvez essa seja uma das minhas maiores vitórias.


Com o passar dos anos, percebi que a minha luta não era apenas por mim.


Era também pelos meus irmãos.


Eu sabia o que estávamos vivendo. Sabia o quanto aquilo nos destruía por dentro. Sabia que, se ninguém fizesse algo, aquela realidade continuaria se repetindo.


Por isso, quando finalmente consegui me afastar daquele ambiente, uma parte de mim nunca desistiu de ajudá-los a enxergar que existia vida além daquele sofrimento.


Hoje, quando digo que me sinto com a missão cumprida, não estou falando de perfeição.


Estou falando de liberdade.


Porque para quem cresceu em um ambiente saudável, liberdade pode significar muitas coisas.


Mas para mim, liberdade sempre teve outro significado.


Liberdade é dormir sem medo.


Liberdade é não ouvir gritos.


Liberdade é não viver esperando a próxima ameaça.


Liberdade é não precisar olhar para trás o tempo todo.


Liberdade é poder respirar em paz.


Durante anos eu vivi em estado de alerta.


Hoje eu vivo em estado de gratidão.


Não porque o passado deixou de existir.


Não porque as cicatrizes desapareceram.


Mas porque finalmente compreendi que sobrevivi.


As marcas continuam em meu corpo.


Algumas lembranças continuam em minha mente.


Mas aquilo que tentaram destruir permanece vivo dentro de mim.


A minha fé permanece.


A minha capacidade de amar permanece.


A minha esperança permanece.


A minha vontade de viver permanece.


E quando olho para os meus irmãos livres daquele ambiente, percebo algo que me emociona profundamente.


Nós conseguimos.


Depois de tantos anos de medo, dor, lágrimas e sobrevivência, nós conseguimos.


Eles marcaram partes da nossa história.


Mas não conseguiram escrever o nosso destino.


Hoje, eu não sou mais a menina que vivia esperando a próxima tragédia.


Sou a mulher que atravessou a tempestade e permaneceu de pé.


E isso ninguém jamais poderá tirar de mim.

Minha felicidade não depende da aprovação de ninguém.

Minha beleza não depende de comparação.

Minha inteligência, minha sensibilidade e minha essência têm valor.

Cada passo que dou em direção à minha independência fortalece minha liberdade.

Eu não preciso aceitar aquilo que destrói minha paz.

Minha voz importa.
Meus sentimentos importam.

A solidão que sinto hoje não será minha companhia para sempre.