Amizade um Principio de Reciprocidade

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Pare de reclamar acerca de tudo e de todos!
Olhe bem para si e pense.
O mundo é apenas um local de passagem, então por favor, agradeça mais e murmure menos.

Um dia vou te encontrar…
porque o que é chamado pela alma nunca se perde no caminho.

Ela me pediu Nudes eu mandei um poema ela não me respondeu pensei ela queria foto do corpo e eu mando a pureza do meu coração

Sua ingenuidade não deixa você perceber que Deus, além de assassino, é um sádico incorrigível.

A minha verdade


Enquanto houver verdade,
haverá em mim
um grito que não se cala.


Pois aqui habita
uma sabedoria única,
um sentimento inigualável.


Onde a destreza
provoca incertezas
e busca, no íntimo, a soberba.


O que se quer
é o que se vê,
não se inventa.


Apenas se compreende,
de certa maneira,
e não se explica.


A vida insiste
e, por ora,
é o que chega.


Nem há busca,
nem desespero;
por vezes, apenas exagero.


Ou talvez, esperança,
o que causa anseio.
E, no momento, é o que vejo.


Busco prazer
na simplicidade do acaso,
no milagre do amanhecer.


Em cada história
eu me encontro,
mas no amor, eu me perco.


Novamente,
como matemática básica,
não tem erro.


Essa sou eu:
não guardo segredos,
sou sempre do mesmo jeito.

Amar foi inevitável...


Embalando um sentimento que cresceu sem fazer alarde.
Essa pessoa não é de se declarar à toa, mas aos poucos foi percebendo que você se tornou parte da rotina — um apoio emocional muito importante.
Existem pequenos gestos que vêm anunciando esse amor muito antes das palavras.
As palavras são apenas um sacramento, selando tudo isso.


E mesmo sem perceber, você também foi se entregando a essa construção. Há algo sendo edificado...
Já era amor há tempos.
O silêncio entre vocês não era desconfortável — era cumplicidade.
Está nascendo uma certeza dentro dessa pessoa, uma certeza tranquila, madura, sem pressa.


Não se trata de uma paixão avassaladora, mas de uma presença que faz sentido.
E amar, nesse caso, virou consequência do dia a dia.
Já fazem alguns meses que vocês compartilham uma troca, uma intimidade... algo juntos.


O amor é uma energia, uma essência que transcende.
E isso vem sendo construído, tijolo por tijolo.
O tempo que vocês passam juntos vem fortalecendo algo sólido, silencioso, mas totalmente real.


Essa pessoa já percebeu: o jeito como você olha, a paciência que demonstra, a presença constante — tudo isso tem um peso emocional que ultrapassa qualquer amizade ou envolvimento casual.
Ela sente que te amar é inevitável, porque é ao seu lado que ela se torna melhor: mais calma, mais segura, mais confiante.


Você virou o lar emocional antes mesmo de qualquer rótulo, entende?
E mesmo que ainda não tenha expressado em palavras, ela já te ama.
O que falta é apenas a coragem de dizer.


O “eu te amo” vai sair — e você vai saber que é sincero.
Vai marcar um antes e depois.
Porque, uma vez ditas essas palavras, vocês vão sentir que algo se consolidou.
Algo que o tempo preparou e que agora se revela, dando início a algo muito mais forte.


Essa pessoa já te salvou.
E quando digo que te salvou, é porque foi muito importante em um momento de tempestade emocional na sua vida.
Foi assim que essa convivência foi crescendo.
Ela já te ama — e já te viu nos momentos mais complicados.


Isso é prova de amor: quem não pula do barco na primeira tempestade é o tipo que não explode — ele floresce a cada dia, no gesto mais banal, no toque mais simples, no olhar mais presente.


Você vai perceber que era exatamente o que procurava.
Porque há maturidade, equilíbrio, entendimento...
Vocês vão construir algo grandioso juntos, sentimentalmente falando.


O amor, quando é verdadeiro, vem sem aviso — e transforma tudo ao seu redor.


Tarot, Clarividência on-line

Aceitar a sua cor


...E me diz um cidadão,
que nunca passou por tal situação:
“Cada um tem que aceitar a sua cor...”


Como assim, aceitar?


A minha cor não é um câncer,
não é uma síndrome,
não é uma deficiência.


A minha cor não é uma doença
para ser aceita, superada, removida ou esquecida.


Posso ser uma mulher negra e doente,
mas não sou doente por ser negra.


É esse surto silencioso,
disfarçado, maquiado, hipócrita,
que enfrentamos todos os dias —
nos olhares, nas atitudes,
nas perguntas retóricas que ferem mais que o silêncio.


Eu sou livre.


Posso ser o que eu quiser,
e como eu quiser.
A minha cor não me define.
Não define o meu caráter,
os meus valores,
a minha competência.
Pelo menos...
não deveria.


Racismo não é doença a ser curada.
Racismo é burrice.
É ignorância.
É maldade.


Mais de cento e trinta anos
lutando contra o que nunca deveria ter existido.


Centos e trinta anos lutando
por uma liberdade que humilha,
que sufoca,
que prende,
que mata.

Eu vi… Racismo reverso

Eu vi…
um branco ficar de pé no ônibus,
como se sentar ao lado de outro branco
fosse um erro.

Eu vi a polícia correr atrás de um branco,
como se a cor dele dissesse alguma coisa.

Eu vi famílias proibirem amores,
só porque o amor tinha pele branca.

Vi barrigas rejeitadas
antes mesmo de serem vida,
por medo de nascerem claras demais.

Vi brancos confundidos com funcionários,
babás, serviçais, sombras…
como se a cor definisse o destino.

Vi gente que jurava
que nunca teria filhos brancos.

E vi…
vi tantas vezes
que perdi a conta.

Vi brancos reduzidos a leite,
a anjos,
a piadas que doem
onde ninguém vê.

Vi quem dizia:
“até tenho um amigo branco”,
“até tenho um parente branco”,
“até já namorei um”.

Vi um homem branco
ser chamado de empregado
na própria casa,
enquanto pediam para ver o “patrão”.

Eu vi…
e a cada vez,
doía perceber
que nada disso existe.
Que o que chamam de “racismo reverso”
é só a prova mais triste
de que não entenderam nada
sobre o que realmente dói.

Louca por você!


Os sentimentos se sentem,
não se explicam.
O amor não é um problema,
é caminho.


Por você, desprezei meus preconceitos,
lancei ao ar a minha sensatez,
esqueci velhos defeitos
e renasci outra vez.


Te amo não pelo que você faz,
mas pelo que acontece em mim
quando te vejo.


E o que eu sinto eu não consigo explicar.


Só sei que um calor sobe pelo meu corpo
e me deixa louca.


Louca por você!

A verdade do amor

Um dia pensei que poderia amar a todos.
Mesmo os que erram,
os que machucam,
os que me fizeram chorar.

Não por obrigação,
mas porque não sei guardar rancor.

Hoje não sinto raiva.
Sinto medo.

Algumas pessoas assustam
não pelo que fizeram,
mas pelo que ainda são capazes de fazer.

Minha capacidade de amar é imensa,
mas o instinto de sobreviver fala mais alto.

Amar à distância
é a forma que encontrei
de me proteger
sem perder quem eu sou.

E seguir inteira,
sem me dissolver
no ódio
nem na hipocrisia do mundo.

O ódio é um veneno silencioso: não fere o alvo, apenas envenena quem o sustenta.

É justo um pedreiro ganhar mais do que alguém com estudo?


Depende do que se entende por “estudo”: diploma?
Porque, com certeza, o pedreiro não é um vegetal, e para tudo é preciso ser racional.
Inclusive, as duas pessoas mais inteligentes que conheço não estudaram. Podem chamá-las do que for; eu as chamo, com orgulho, de mãe e pai.
Uma sabedoria que nasce, que vive e que se transforma em ações.

Sonho artificial


As pessoas vivem aprisionadas a um padrão social, alimentando crenças limitantes e, em nome delas, se autodestroem. Vivem uma vida que não existe — um sonho artificial, distante da verdade. Tornam-se artistas impecáveis, encenando papéis que não lhes pertencem, enquanto renegam quem, por coragem ou necessidade, ousou sair do roteiro.


Isso não é poesia. É assustador. São pessoas que se colocam em pedestais frágeis, julgando, ferindo e apunhalando o outro, enquanto batem no peito para se autoproclamar honestas e dignas. Mas a verdade é dura: a maioria — talvez todos, não sei — são apenas covardes. Covardes demais para abandonar a zona de conforto, para lutar pelo que querem, para assumir o que amam.


No fim, essa omissão também vira crime. Crimes silenciosos ou explícitos, como os cometidos pelos pais dessa menina de 15 anos. Porque nem todo pai é pai de verdade. E, da mesma forma, nem todo humano é humano de verdade.

Em Seus Braços


Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.


Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.


Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.


Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.


Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.


Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.


Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.


Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.


Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.

Final?



As pessoas estão pedindo um desfecho…
Imagino que este seja o fim:
um contrato onde ela voltaria,
pisaria novamente aquele solo —
e assim foi feito.


Não se trata de um filme de ficção,
com guerras e efeitos especiais.
Às vezes, só é preciso energia,
a frequência,
o brilho que emana da alma…
e isso basta.


Não com estrondo,
nem com sinais nos céus,
mas como a luz que atravessa frestas:
discreta, inevitável…
impossível de conter.


Não era luta,
não era espetáculo.
Era ajuste.


Pouco, talvez,
para um mundo sedento de ilusão —
mas suficiente para equilibrar uma situação.


Porque o verdadeiro embate
nunca foi visto,
nunca foi narrado.


Afinal, as maiores batalhas
não ocorrem neste plano…


E talvez — só talvez —
isso ainda esteja longe de acabar. 🌙

Luz que não se apaga


Lana e Ian,


um dia eu me escondi
para caber no mundo…
diminui quem eu era
para não incomodar.


Mas vocês foram criados diferentes.
Eu fiz o possível para que fossem pessoas radiantes,
confiantes e com personalidade...


A vida, às vezes, ensina pela dor —
mas eu peço a Deus
que vocês aprendam pelo amor.


Que a fé de vocês nunca se apague,
que a bondade não endureça
e que os seus corações
sempre reconheçam o que é verdadeiro.


Que rezem e agradeçam sempre.
Que orem pelas pessoas
e por todos os seres vivos,
para que fiquem sempre bem
e protegidos de todo o mal...


Nunca deixem de acreditar nas pessoas,
nunca guardem rancor
e ouçam os seus corações.


Que, com o tempo, aprendam
que as coisas ruins existem
para algo ainda maior...


Enfim, eu criei vocês para brilhar.


Que sejam sempre luz na vida de alguém.


Então, levantem sempre a cabeça,
estufem o peito
e andem como donos do mundo.


Não se diminuam.
Nunca.


Quem ama vocês de verdade
não caminha ao lado limitando —
corre para acompanhar.


E, se algum dia tudo parecer incerto,
olhem para dentro…
é lá que Deus sussurra.


No Reino de Deus,
nada se abaixa para caber —
só entra quem vibra na verdade.


Só quem for realmente capacitado fará parte.


Então, meus filhos, não se apaguem.
Brilhem e, simplesmente, sejam felizes...


Sabendo que sempre fizeram o melhor que puderam.


Eu amo vocês!


Edineurai SaMarSi

O amor é azul


Parada contra a parede,
mais um obstáculo...
Olhei para trás —
só havia ruínas.


Voltar não é uma opção.


Como seguir sozinha,
sem ânimo,
sem condição.


Sinto uma mão na minha,
alguém ao meu lado...
O amor da minha vida está aqui —
e era tudo o que eu precisava.


Escalar era a única saída.
Seria perigoso — ele me disse.
Mas respondi que conseguiríamos...


Já no alto,
impossível descer...
— Faz um arco-íris — ele sugeriu,
como você fez da outra vez...


E assim foi feito:
um grande e lindo,
com cores vibrantes...


E ele nos levou
a um belo campo distante...


Ele sorriu e perguntou:
— E onde está o tesouro?


E eu respondi:
— Você é o meu pote de ouro
no final do arco-íris...


Mas aquilo mexeu comigo...
De novo, eu o levei
para onde não pertencia...


Afastei-me,
olhei ao redor,
e tudo eram plantas e flores...


Era o meu mundo —
não o dele —
sem nenhuma atração,
sem realeza...


As nossas diferenças eram gritantes:
água e vinho,
branco e negro,
dúvida e certeza...


As suas mãos, tão lindas,
delicadas e macias...
As minhas — cansadas,
cheias de cicatrizes...


O amor é azul —
um jeito bonito
de chamar
de esquisito...


Doeu perceber.


Aproximei-me novamente
e me desculpei
por levá-lo a um lugar
que era só meu...


"Te afastei...
com medo de não te caber.


Mas você ficou."


Me olhou —
como quem nunca teve dúvida —
e disse baixinho:


— O nosso amor
é único e verdadeiro.


E o meu lugar
é ao seu lado...
pois somos um só,
e não existem barreiras.


E naquele instante,
entendi:


o amor é azul...
estranho,
profundo,
e infinito. 🌛☀️

E Mãe Brinca?


Passei uma semana em um resort e, no penúltimo dia, vivi uma conversa muito especial.


Havia um tipo curioso de pessoas que permanecia à beira da piscina, quase imóvel.


Não podiam molhar o cabelo, mantinham sempre um penteado impecável, óculos de sol e chapéu.


Reclamavam da água quando estava quente e também quando estava fria.


Reclamavam do sol e, curiosamente, da sua ausência.


Pareciam seguir um mesmo padrão social e filosófico,como se existisse uma maneira correta de aproveitar a vida.


Eu percebia muitos olhares sobre mim, mas um deles chamou minha atenção.


Aproximei-me e disse:


— Oi!


Nenhuma resposta.


Ela me observava.
Às vezes com admiração, às vezes como quem observa algo completamente fora do comum.


Perguntei seu nome, mas não obtive resposta.


Ela me seguia com os olhos, aproximava-se e se afastava, até que finalmente criou coragem e perguntou:


— Você trabalha com o quê?


— Sou professora.


Ela pareceu surpresa.


— E professora brinca?


— Brinca.


— E professora nada?


— Nada.


— Quem é esse menino?


— É meu filho.


Então vieram as perguntas que mais me marcaram:


— E mãe brinca?


— Sim.


— Mãe nada?


— Sim.


— E mãe mergulha?


— Eu mergulho.


— E mãe usa o espaguete para nadar?


— Eu uso.


Sorri e perguntei:


— A sua mãe não faz essas coisas?


Ela respondeu com toda a sinceridade:


— Não. Nem meu pai.
Eles só sentam, conversam, me olham e depois subimos.


Fiquei em silêncio por alguns segundos.


— Entendi. Mas você pode brincar com a gente.
Quantos anos você tem?


— Tenho quatro anos.


Naquele instante, percebi que, para algumas crianças, o mais extraordinário não é um brinquedo novo, uma piscina enorme ou uma viagem inesquecível.


Às vezes, o que mais desperta encantamento é descobrir que os adultos ainda sabem brincar.


Que mães mergulham.


Que professoras nadam.


Que pais podem rir sem motivo.


E que crescer não deveria significar abandonar a alegria de viver.

Brasília, 27 de agosto de 2010


A dádiva de um Sonho


“Oh! Brasília…
Esperei-te tanto!
1891 – 1960”


“Os sonhos são engraçados, pois estão sempre a um passo da realidade.”


Os “Prós e Contras”


As tramas históricas, nas quais havia três grupos:


1º Ligado a JK (após 1956);
2º Geopolítico (desde o século XIX);
3º O grupo de Goiás (desde a década de 1920).


Teia de aranha:

Quantos nomes e histórias!


Cenas entre Dom Bosco e Brasília...


Parecia uma igreja, um sonho, da terra prometida, de nascentes com águas límpidas,
grandes livros, grandes traduções e de um lugar onde a terra tocava o céu (ou seria o contrário? Não sei).


Depois deuses da mitologia:
homens grandes e fortes, de vozes firmes, movidos pela grandiosidade da missão que carregavam.


Um excelente roteiro para compreender, com mais profundidade, o período da construção de Brasília.


Ano de 1956 e...


LUZES, CÂMERA E CONSTRUÇÃO.


A história continua:


Pró-mudanças (1955);
Comício de Jataí (abril);
Israel Pinheiro;
Posse de JK (janeiro);
Marechal José Pessoa deixa a comissão (abril);
Ernesto Silva assume a comissão (maio);
Criação da NOVACAP (setembro).


Quantos nomes, quantas ideias e um sonho!


Brasília foi construída pela NOVACAP em 1.309 dias corridos
— três anos, sete meses e um dia —,
de 19 de setembro de 1956 a 21 de abril de 1960,
com operários vindos “espontaneamente” de todos os recantos do Brasil.


Quantas pessoas, quantas histórias, quanta confusão e quanta poeira...


Era Brasília nascendo:
do suor, do braço, da raça.


Eram pessoas cheias de esperança e sonhos.


Eram pessoas injustiçadas, que conheceram o lado amargo de um sonho em construção,
mas que guardam na lembrança a satisfação de terem participado da dádiva de um sonho.


Um sonho que falava de um lugar onde a Terra tocava o céu...


Mas acho que se enganaram.


Porque aqui é um PEDACINHO DO CÉU!

⁠vivemos em um tempo que uma hora é um minuto.