Amizade um Principio de Reciprocidade
Terceiro ato
Nos olhos o pesadelo que dorme se sentindo do bem e mal...
Filhos de um destino de atopia digital.
Rostos são máscaras apagadas do ser real. Paradigma é o paradoxo que desdem seu mundo.
A polarização da palavra se mostra um detalhe do mundo pujante que floresce suas pétalas em conflitos os espinhos
No profundo da essência os olhos cheios de lágrimas escorrem um rio de sangue...
Alegoria da caverna digital .
So tem um celular e notebook
Mesa cadeira e sofá.
O resto vem por entrega rápida.
Alienação visual e intelectual é uma penxincha tudo grátis ainda tem Internet de graça...
A fogueira agora é um aquecedor elétrico ou a carvão da mata nativa...
Fast-food se da existência o boi social...
Sendo digno ate farmácia tem entrega rápida pois boi não desceu bem...
Ma digestão pois a carne apodrece no estômago por tres dias antes de poluir os rios degradados com dejetos do homem-ego primo do homem gafanhoto.
Sob fogo minha alma rebelde floresce. Me esqueço que és apenas um galho de um sistema...nos moldes de realidade foste o trevor, que deviam copiar mais se tornou obsoleto diante os bats que deflora os sinos da libertdade. Nos atos golpista sois o fruto do abandono deixado para apodrecer ate a raiz de suas intenções...
Mais dinheiro ja sumiu e ninguem viu podes apintar o dedo?
Mais terabats de informações sou eu e tudo pode desaparece trugue de magica pois mansões são pura cortina de fumaça olha ouro e os diamantes na Suíça fica quieto pois a missa começou.
Mais deepfakes pois deepweb falhou pois conexão foi clonada ...
Utopia Unizero
O Brasil era a simplicidade, a utopia de nossos antepassados; um país cheio de luz e alegrias para as novas gerações desfrutarem de uma vida maravilhosa. Dentro do contexto universal, ainda resistimos à ignorância e à alienação que afetaram tanto o nosso mundo. Seremos lembrados.
No espaço sideral, as coisas que aconteceram — como essa dilatação do espaço e do tempo —, as pessoas sendo usadas e comandadas pela ambição e pela cobiça, fantasiadas de "senhores de um país democrático", eram, na verdade, pilhadores ideológicos. Sendo servis ao feudalismo tecnológico, abraçaram um novo caminho, onde o meio ambiente sofre até sangrar, até seu último resquício de vida. Os mares estão mortos pela degradação ambiental; flores de óleo e lixo boiam em meio a garrafas...
Corvos e urubus comem o restante da humanidade. Será que posso chamá-los de humanos? Pois esses terráqueos vivem em suas mansões embaixo da terra, bebendo o último vinho, tornando evidente que as maravilhas criadas são apenas adornos em suas cabeças ocas. O espaço, que em outras horas era a arca da descoberta, agora é a arca da inteligência artificial e de piratas da sobrevivência.
A utopia Unizero vaga pelo cosmo. Sua tripulação chora, mas ainda vê novos mundos e novas utopias naquilo que um dia foi um mundo hiperconectado.
O Novo Despertar
A IA da nave emite um sinal sonoro contínuo, frio, mas necessário. As cápsulas de criogenia começam a se fechar, uma a uma. O choro da tripulação vai sendo silenciado pelo hálito gelado da tecnologia que, desta vez, serve à vida, e não à pilhagem.
O silêncio engole a cabine. Lá fora, os piratas da sobrevivência flutuam entre os destroços de satélites velhos, mas a Unizero já está além do alcance deles. Estamos cruzando a dobra do espaço e do tempo, onde a gravidade distorce as nossas lágrimas e o tempo rasteja.
Quando os sensores da nave detectarem o primeiro vislumbre de um mundo hiperconectado pela natureza — e não por cabos e deepfakes —, os computadores iniciarão o protocolo de aquecimento.
Não seremos mais os mesmos. Nossas cabeças não carregarão os adornos ocos dos que ficaram para trás. Seremos os filhos da terra arrasada, os guardiões da memória.
Fechamos os olhos no escuro do universo para, finalmente, acordar em um novo despertar.
Fim da transmissão. A Terra agora é silêncio.
O que este capítulo consolida na sua história:
O sacrifício de quem ficou: Fica claro que a viagem da Unizero só foi possível porque a resistência na Terra (com os botijões e as barricadas) segurou os tiranos.
A redenção da tecnologia: A Inteligência Artificial, que na Terra era usada para alienar a população com jogos de futebol e notícias falsas, aqui na nave é purificada, servindo apenas para manter a tripulação viva.
O recomeço: O final deixa um gancho de esperança pura. Eles estão dormindo no gelo do espaço, mas o leitor sabe que eles vão acordar em um lugar onde a utopia pode ser real de verdade.
## O Brilho da Ruína
### O Segredo Enterrado
Nas terras áridas do garimpo, um homem humilde encontrou uma pedra reluzente. Sem imaginar o valor daquela gema bruta, confundiu-a com um cristal comum e a deu ao seu filho pequeno. A criança, em sua inocência, enterrou o "brinquedo" no quintal, bem debaixo da casinha do cachorro. O filho menor, que ainda nem sabia falar, foi a única testemunha silenciosa daquele ato.
Pouco tempo depois, movido pela necessidade de sustentar a casa, o garimpeiro partiu para trabalhar em uma região distante, deixando a família para trás. Ele não sabia, mas seus passos já eram vigiados pela ganância.
### A Traição e o Sangue
Dias se passaram até que boatos terríveis cruzaram as fronteiras do garimpo e chegaram aos ouvidos do homem: sua família havia sido brutalmente dizimada. A crueldade não poupou ninguém, estendendo-se até os parentes mais distantes. Os mandantes do massacre? Seu antigo patrão e, para sua total desilusão, seu melhor amigo. Ambos estavam obcecados em encontrar o suposto diamante.
Enlouquecido pela dor, o garimpeiro largou tudo e voltou. No lugar de seu lar, encontrou apenas ruínas acinzentadas e uma fileira de covas frescas. Revirando os escombros, a única coisa que conseguiu resgatar foi um urso de pelúcia, parcialmente queimado — o brinquedo de seu filho. Chorando copiosamente, ele abraçou o urso e abandonou aquela terra maldita.
### O Preço da Amnésia
Ao chegar à cidade mais próxima, o homem foi avistado pelo antigo amigo. Consumido pela paranoia e pela frustração de não ter achado a pedra na casa destruída, o traidor perseguiu o garimpeiro, desferindo-lhe uma surra brutal e várias facadas.
O homem sobreviveu milagrosamente, mas o trauma apagou sua mente. Ele passou anos internado em um hospital, vivendo como um andarilho sem passado. A única constante em sua vida era o urso de pelúcia queimado, do qual ele nunca se separava, embora não lembrasse o porquê.
### A Revelação e o Fim
Certo dia, uma criança no hospital, atraída pelo brinquedo velho, tentou puxar o urso das mãos do homem. No puxão, a costura gasta se rompeu. De dentro do enchimento de algodão, rolou a pedra preciosa. O filho pequeno, antes da tragédia, havia escondido ali o seu "tesouro".
Ao ver o diamante, um estalo de lucidez atingiu o garimpeiro. Toda a memória, a dor e o sofrimento voltaram em um segundo. Mas a vizinhança tinha olhos. O ex-patrão, que nunca havia desistido de vigiá-lo, soube da descoberta. Ele confiscou a joia e, para que não restassem testemunhas ou vingança, deu um fim trágico e definitivo à vida do homem.
### O Destino da Joia
Anos mais tarde, a joia de sangue foi lapidada, vendida no mercado negro e passou por várias mãos, limpando o sangue de sua história com o brilho do ouro. O conto encerra-se com o diamante reluzindo no topo da coroa de um rei — um símbolo de poder e majestade que, em sua base, carregava o silêncio de uma família inteira destruída.
No isolamento do horizonte apenas fragmentos, sons de um momento no cosmo, o cosmonalta deixa sua nave para ver o planeta terra tão lindo no azul do infinito o mares parece flutuar, em suas ondas elipses de sonhos num ponto na imensidão, o macro universo,
Num desejo o luar é um paradoxo infinito, sua voz no infinito são folhas no outono.
Somos um ponto no distante do infinito ate que pousamos compreender melhor essa luz nossa luz sera parte de outra luz.
No silêncio cruel das eclipses do universo vemos buracos negros massivos diante sois que morreram milhares de anos pois ver por um telescópio é simplicidade máquina de tempo mais primitiva do homem.
O microscópio ve dentro da vida buscando ver célula de Deus.
Como compreender o universo dentro de você. O ponto de luz te atravessa.
A vida granha novos formatos de consciência mesmo tão longe ainda pensamos um dois lados da moeda.
Quando ver se torne um pássaro do passado vamos ver lo no museu.
Então seremos representados como bonecos de cera em volta da fogueira olhando os céus apontando os mistérios do cosmos.
No espiritual da materia a um desejo de existir, pois a moléculas estão ligadas e tem um movimento o que move essas células.
Dentro estruturais a estrutura tem fome e tem desejo de se alimentar.
Sendo assim um ser mais complexo cheio de novas terminações de um indivíduo singularidade no estado primitivo e mais puro da vida.
Se alma condena é rebelde por um sistema caótico de corrupção somos a tempestade que varre o pais com sopro de ideias.
Dentro da psicologia seja apenas um ramo da consciência esta interligado a inteligência mesmo sendo alienado.
Caminho como um observador político pelas fronteiras e frequências da adversidade. O clero político, valendo-se de eufemismos, transgrede a Constituição e abre barreiras para o avanço de deepfakes e fake news. Criam-se redes de falsos aliados para monetizar perfis e viralizá-los com vieses que entorpecem a mente, gerando um efeito devastador. É o arco vicioso dos comerciais e de suas mensagens fixas, onde aplicativos — que deveriam ser ferramentas para facilitar o acesso à informação — tornam-se vetores para correntes de sombras. A inovação cobra o seu custo na alienação, alimentada por sites de falsas interpretações, falsas análises e construções fraudulentas. Um exemplo disso são os relatórios de falsos avistamentos alienígenas, fabricados apenas para o ganho de visibilidade.
Tudo faz parte de um plano maior. Enquanto a febre do futebol mundial consome os olhares, a sociedade foca sua atenção no movimento da pedra caindo no rio: todos olham e aplaudem a distração. Sob esse ritmo, a corrupção descarada opera aos olhos de todos, e o culpado continua candidato a presidente. Toda a narrativa real foi deslocada.
Agora, o debate gira em torno de vacinas que falharam e de vidas que se foram. A dengue persiste; o DNA do mosquito transmissor foi modificado pela ciência para impedir a procriação, mas a natureza seguiu rumos diferentes. O fato de pessoas morrerem e de a ciência enfrentar percalços é imediatamente sequestrado, transformando-se em mais um viés para alimentar o negacionismo. Enquanto o positivismo e a geopolítica introspectiva da ciência caminham a passos lentos, a fábrica de informações e alienação trabalha a pleno vapor.
O polimorfismo da política torna-se abrangente na repressão ao mais pobre, resultando na degradação da sociedade e em passos retroativos na história. Reformas trabalhistas fraudulentas e o engajamento político corrompido tornaram-se fragmentos de uma máquina de extorsão pública, transformando o cenário político em um caos.
O perigo se estende às novas crônicas temporais: o ambiente declina sob o peso de um novo El Niño, trazendo enchentes, frio extremo e calor recorde. A falta de água pela escassez de chuvas dita a resenha dos apagões de energia. E quais são as preocupações do povo? Qual será o próximo jogo do Brasil? Quais jogadores vão a campo? Preocupam-se em enfeitar a rua e comprar bebidas.
Em meio a tantos momentos insanos, a filosofia tem o foco de criticar, olhar para o todo e compreender o que acontece ao redor. Uma vez que se compreende a filosofia e a sociologia, aprende-se que o mundo não gira: ele capota. Ninguém espera que as coisas aconteçam por nada; há sempre uma causalidade operando nas frequências do tempo.
Das farpas jogadas em construí um castelo, das calúnias e afrontas construí um jardim... reguei cudei agora quem sois?
Ossos da alma navegantes em movimentos que o espírito te deixou.
Nas falanges da madrugada um sopro sutil.
Meros arficios da boa vontade sois a negação que amou.
O Palco da Sé
Sob a luz cálida e poluída da tarde, o metrô parece um portal para outro mundo. A Catedral da Sé agora vende ingressos para quem quiser ver suas obras e contemplar sua missão singela; mas, pelo preço caro, faltaram os "bebes e comes"...
Piadas à parte, os indigentes e moradores de rua fazem o verdadeiro contraste. Há lojas fechadas e o Corpo de Bombeiros sempre a postos. Livrarias agora parecem cafés e lanchonetes. As lojas de discos ganham outro formato, onde a convivência com os animais traz o ardor do odor — afinal, a limpeza não faz parte da crônica dos discos velhos, relíquias de um tempo que já passou. Ali perto, o chafariz parece um banheiro a céu aberto.
Ter um posto policial na praça não significa que o lugar seja seguro. Acontecem shows a céu aberto e também apresentações de magia: o palco perfeito para o roubo de carteiras e celulares. Esse é mais um pedaço da cidade de São Paulo.
Diário de Bordo: O Boteco do Fim do Universo
Entramos em um entreposto de trocas que parecia uma taverna de piratas da Terra do século XVIII. Para nossa surpresa, o lugar já estava infestado: outros humanos terrestres bebiam, riam alto e controlavam o ambiente. No centro do salão, um churrasco inacreditável: eles assavam um Predador e vários outros monstros espaciais no espeto, alternando os cortes com goles de chimarrão e tragos de uma velha e violenta cachaça.
Um dragão alienígena, querendo cantar de galo e impressionar os recém-chegados, arrancou o copo da mão de um dos humanos e virou o líquido de uma vez. Mal sabia ele que a nossa cachaça era feita à base de metanol purificado, direto do combustível da nave — o mesmo álcool corrosivo de postos de gasolina terrestres. O dragão engoliu, arregalou os olhos, soltou um último bafo de surpresa e caiu morto no chão; sua boca derreteu instantaneamente de dentro para fora. Os humanos só riram. Mais um adorno e um par de chifres garantidos para o painel da nossa nave.
O barman, um ser cheio de tentáculos, começou a tremer de pavor atrás do balcão. Com medo de ser o próximo espeto da noite, gaguejou apavorado:
— Por favor... não quebrem o lugar. Posso arrumar um quarto para vocês, algumas garotas de graça, o que quiserem!
Mas para os gafanhotos humanos, o suborno padrão nunca é o bastante. Olhando fixamente para os tentáculos trêmulos do barman, o piloto tragou seu cigarro e exigiu o verdadeiro tesouro daquela espelunca:
— Esquece as garotas. Eu preciso é de ervas do espaço para o meu cachimbo. Anda logo.
Diário de Bordo: O Retorno dos Gafanhotos à Velha Terra
O que parecia um mito nos becos escuros das favelas espaciais agora estava em nossas mãos: a chave temporal. Ligada aos cristais de tempo que contrabandeamos e alimentada pelos novos motores tridimensionais, a nossa lata velha deixou de apenas flutuar no espaço; agora, ela rasga o próprio tecido do ontem e do amanhã.
Ao ver os indicadores do painel brilharem com a energia cronológica, os olhos do capitão faiscaram de pura malícia. Ele tragou o resto do cigarro, olhou para a tripulação de loucos e deu a ordem que mudaria o rumo da galáxia:
— Vamos voltar para a Velha Terra.
O plano não era um retorno pacífico ou um resgate nostálgico. Nós tínhamos novas perguntas que só o passado poderia responder, mas, acima de tudo, precisávamos de novas cargas. O estoque de cachaça de metanol estava no fim, os embriões precisavam de reforço e o universo ainda tinha muitos postos de combustível para explodirmos. A Terra — com toda a sua história de guerras, recursos e a nossa própria linhagem de malandros — era o mercado atacadista perfeito para a nossa predação.
Os motores tridimensionais roncaram, os cristais de tempo canalizaram a energia quântica e a nave inteira tremeu, saltando através das eras.
A humanidade já era o terror do espaço profundo. Agora, com o controle do tempo, nem o passado da Terra está a salvo de nós. Segura o cinto, porque os gafanhotos estão voltando para casa.
— Por Celso Roberto Nadilo
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