Amizade um Principio de Reciprocidade

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Ei

Ei você
Que um dia
Olhou ternamente pra mim,
Ei você
Que levou pra sempre
O meu coração...
Ei você
Que com um sorriso
Deu-me um riso sem fim.
Ei você
Menininha linda
Que eu sempre ei de amar.

Eu te chamei de “amor”
No silêncio do meu clamor,
Pra que escrevas na tu’alma
Que por mim
Sempre serás amada.

Edney Valentim Araújo
1994...

⁠Te amava
.
Eu te amava...
Como agora amo
E te amarei.
.
O tempo é só um bocado
Do muito que te amo
No amanhã que te amarei...
.
Se te amei só um pouquinho
Hoje amo mais um pouco
E amanhã um pouco mais te amarei.
.
Vivo o hoje que te amo
Como outrora eu te amei,
Do “pouco a pouco” que amarei...
.
Edney Valentim Araújo
1994...

⁠Lampejo
.
Entre o hoje e o amanhã,
Um tempo e outro tempo
Todo tempo é pra te amar…
.
O que outrora eu nada era
Sou pra sempre incipiente
Nessa arte de te amar…
.
Se me fosse no seu tempo
Um instante em sentimentos
Me veria em ti estar…
.
Agora pois, é no lampejo
Que te me vejo
Só em mim te encontrar.
.
Edney Valentim Araújo

Ser
.
Seria eu assim,
e assim eu seria.
Como sou, eu sou.
.
Ser um ser
Sem ser ninguém
Por quem ser.
.
Apenas sou o que sou
porque sou ser
ninguém...
.
Edney Valentim Araújo

Um dia feliz pode ser realizado para marcar anos de felicidades.

Conta para mim

Só um olhar,
E tornas-te dona desse meu coração.
Conta para mim,
O que foi que você fez com este coração.
Conta-me o teu segredo.

Sussurra baixinho...
Sussurra com carinho ao ouvido.
Revela teu segredo...
Fala a esse coração que é todo teu,
Revela teu segredo para esse coração.

Conta para mim...
Fala a esse coração indefeso,
Coração que já te revelou o seu único segredo.
Diz a este coração, coração que te ama,
Torne-se cumplice dos meus sentimentos.
Ele precisa saber teu segredo.

Edney Valentim Araújo

Entre um e outro

O tempo passa, a saudade fica,
Mas meu amor por você, a um e a outro resiste.
Na saudade, um dia se torna um século.
Mas o tempo que lentamente passa só faz aumentar meu “amor” por você,
Toda a eternidade não seria mais de que um breve instante se eu estivesse com você.

Edney Valentim Araújo

O amor

Queria saber o que é o amor,
Como eu queria compreender o amor...
Se fosse apenas um sentimento
Eu saberia descrevê-lo.

Quem poderá decifrá-lo
Se o amor é a própria essência da vida.
É a razão que se perde na emoção
Do encontro de duas almas gêmeas.

Mas vou dizer este mistério,
O amor lhe faz viver em mim
Para que eu viva em você,
E juntos, ele nos torna uma só carne uma só alma viva.

Não posso descrever o amor...
Mas tão intenso eu o sinto
Quando junto a ti me falta fôlego
E eu o encontro em teu suspiro.

Edney Valentim Araújo

Um só corpo

Tomei-te pelas mãos
E lhe entreguei o meu coração...
És para mim o caminho
Por onde eu ei de seguir.

Quando a nuvens tenebrosas
Trouxera-me tempestuosas
Sombras da solidão,
Acolheste-me no teu coração.

Trouxestes ao meu rosto
Frondosos risos de alegria...
A minh’alma exulta feliz
Jubilosa em contentamento.

Do cinzento e outrora incerto caminho
Fizeste brilhar a luz da tua presença.
Levaste-me contigo
De um mundo sem forma e vazio.

Para habitar na tua alma
Em um só corpo, uma só carne...
Firmaste comigo uma aliança
Para caminharmos eternamente juntos.

Deixaste-me encontra o teu amor.

Edney Valentim Araújo

Ah, braços!
E como é tudo um abraço seu.
sinto que ele é tão meu naquele momento.
E a minha pouca altura me permite dependurar.

O Efêmero Retrato da Existência.


​A vida, em sua essência, é um paradoxo temporal. Construímos a ilusão da eternidade sobre alicerces frágeis, ignorando a finitude que nos espreita a cada nascer do sol. A rotina, em sua doce previsibilidade, é um véu que oculta a brevidade da jornada. Valorizamos o extraordinário, as grandes conquistas e as viagens memoráveis, desprezando o valor inestimável do ordinário a conversa à mesa da cozinha, o aroma do café da manhã, o simples ato de respirar.


​A dor da perda, quando o inevitável se concretiza, é o doloroso despertar dessa ilusão. A ausência se torna uma presença avassaladora, materializada no silêncio da casa, na cadeira vazia e na saudade que ecoa nas memórias da infância e nos risos compartilhados.


O olhar triste reflete o vazio, um choro silencioso que transborda a alma.
​A busca por respostas nos leva a refletir sobre o passado, revivendo as memórias boas, e a projetar um futuro incerto, marcado pela incerteza da nossa própria existência.


A solidão pode se manifestar mesmo na multidão, pois quem nos acompanhava e preenchia o nosso mundo não está mais aqui. Aquele que procuramos não responde, transformando-se em uma lembrança vívida que habita em nossa memória.


​O sentido da vida, portanto, não reside em grandes feitos, mas na valorização do presente, no perdão sincero e na capacidade de enxergar a beleza na efemeridade.


O choro silencioso, o olhar triste e a ausência nos lembram da fragilidade humana, mas também da nossa força e resiliência. A vida é um sopro, uma breve passagem que nos convida a viver com intensidade e a amar sem reservas, antes que o silêncio se torne presente e a lembrança se torne a única prova de que um dia existimos neste mundo.

Quem sou eu?

⁠Quem sou eu?
Um paradoxo sem solução
Uma dúvida sem razão
Uma resposta sem questão

Quem sou eu?
Um fragmento do infinito
Uma partícula do absoluto
Uma expressão do indizível

Quem sou eu?
Um desafio à lógica
Uma surpresa à ética
Uma provocação à estética.

Pássaros que descobrem bosques esquecem que um dia estiveram presos em gaiolas⁠

Ao visitar um apiário tenha cuidado para não se sentir mais doce que o próprio mel das abelhas

A imagem que me vem à mente quando se fala em política no Brasil é a de um grande fazendeiro alimentando porcos.

Para a igreja o dinheiro não é pecado quando se tem um propósito.
Para o homem o pecado não é relevante quando tem uma finalidade.
Para Deus o relevante é sempre uma questão de destino quando se tem fé.

Se você deseja preservar a realidade de um adulto, primeiro deve respeitar o sonho de uma criança.

A vida é um hábito divino a trajar com humildade a freira chamada esperança e o monge chamado amor.

Um tapa dado com flores dói mais que um coice de cavalgadura, no final das contas, a decepção fere muito mais do que a intenção.

A única forma de um religioso se indispor sem ofender o clero é dizer: que Sacro tudo isso!