Amizade Nao se Cobra

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O autista não precisa "se curar" para pertencer; ele pertence justamente por ser quem é.

Para os espiritualistas, para os que acreditam que o sentido da vida não acaba aqui e para aqueles que acreditam nas experiências cientificas do quase morte e no processo evolutivo da reencarnação. A partir destes conceitos, acreditam se que a criança vem autista por opção, que no plano astral ela, escolheu uma mulher ou uma família com o nítido objetivo de amadurecer o amor incondicional. A criança é agente e propositor da afetividade divina ao diferente. Um agente do processo evolutivo humano, tão descrente neste momento planetário de duvidas no caos contemporâneo.

Como pensador e autor eu defendo que o "grande autor" não é necessariamente quem dá as respostas cientificas ou ficcionais, mas sim, quem instiga o leitor a buscar suas próprias verdades e contextualiza las em seu meio.

O Brasil cresce assustadoramente, todos os dias. Mas não cresce para cima e nem cresce para os lados. A nação cresce para baixo. A cada semana, descobrimos pelos noticiários que as corrupções e desvios de dinheiro publico do estado brasileiro por todas as partes, politicas, estruturais e institucionais, são cada vez mais profundas.

O Brasil que não conhece o Brasil mas durante muitos anos, nos lugares mais pobres, sem a mínima estrutura de sobrevivência e com grande dificuldade de oportunidades para as crianças e os adolescentes, a única maneira de galgar uma posição no mercado de consumo, na esfera social e mesmo existência fora da finita realidade original, era pela transmutação de gênero e comercialização do corpo. Em alguns pontos principalmente na região norte, está pratica é negociada diretamente com a família, sem pudor. Pois é bem melhor ver um filho se perder no mundo que ele, ficar em casa, e o ver morrer de fome.

Costumo tratar muito bem a tudo e a todos pelos caminhos da minha vida mas não confundam, que eu seja insensível, apático ou pouco inteligente.Assim o faço por que é da minha essência e sempre quero o melhor para minha vida, e o grande caminho dos caminhos nos revela, uma única verdade, em sempre ser bom, ofertar o bem e semear
a harmonia, primeiro.

Quando te ouvem mas não se colocam em seu lugar. Quando não te entendem e mesmo assim começam a te julgar, pelas medidas deles. Seria bem melhor, falar para as paredes, pois pelo menos, não teria que escutar conselhos, que não os levaram, a lugar nenhum.

Você não consegue mudar os resultados. Você consegue mudar seus hábitos, estabelecer por escrito novas maneiras de fazerem os serviços, dispensa quem não age com a alma do grupo e seus novos hábitos apresentam
novos e melhores resultados.

⁠AUTOPSICOGRAFIA:

Entre o ser e o ter... Eu não sei!
Qual a dor e a que não foi
Quem sou não sou nem serei
Pois ambas as dores me dói
Quão a dor de se ser rei...

Ansiei ser tudo que se há
Ninguém a mim pôde ver
Se viu não há de encontrar
Senti o meu ser escorrer
Da vida que não me está

⁠⁠POEMA DO ABSTRATO
O poeta não se alveja...
Pega-se ou se tem
- É um misto de beleza
E tudo que não convêm.
A histeria dos loucos...
- A insensatez dos príncipes
A fobia dos eunucos
O esmolar dos pedintes.
- Na mão do tacanha do grão.
À beleza que se mistura
Verte o riso dos pagãos
-- Junto à alma em ternura
Aufere sal da terra ao pão.

⁠⁠ETERNO BEM
Se achas que escreves bem na solidão da noite.
Então, te direi, não durma bem!
E, se disseres que isso não te fará bem
O que sabes sobre?
É algo que vive enquanto viveres.
Os poemas?
Ah, os poemas. Viverão sem enquanto.

"Como o homem, o animal tem aquilo a que chamais consciência, e que não é outra coisa senão a sensação da alma quando fez o bem ou o mal? Observai e vede se o animal não dá prova de consciência, sempre, relativamente ao homem. Credes que o cão não saiba quando fez o bem ou o mal? Se não o sentisse, não viveria."
Charles, Espírito.
- Revista Espírita,julho,1860 -

O Silêncio incomoda quem não sabe pensar.

" Triunfar sobre o orgulho é aprender a amar em silêncio, onde a palavra não chega e onde o gesto simples de fraternidade se torna um evangelho vivo. "

" Segundo Sêneca, em Cartas a Lucílio, “não é livre aquele que se inquieta por conservar o que teme perder.” Essa inquietude é a espada invisível de todos os que constroem sua paz naquilo que não depende de si: riquezas, status, controle, aprovação. O que Dâmocles aprende não é apenas o medo, mas a urgência de renunciar ao ilusório em nome da serenidade. "

ONDE O SILÊNCIO FALA.

No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distância,
feito de sombra e esperança.

Tuas mãos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.

Há dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo à dor com sorriso chamo-te em silêncio, como quem reza um aviso.

Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.

Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.


“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”

Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.

Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.

TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.

Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.

⁠" Não tropece no que já se encontra abaixo de você. "

​"Não foi no rosto que senti o teu beijo, Senhor,
Mas no âmago da alma, onde a dor se faz luz.
Teu hálito de paz dissipou meu desejo,
E a sombra do mundo rendeu-se à tua cruz."