Amizade Agente Nao Escolhe Agente Reconhece
"Não sou tão doce quanto pensam e nem tão ácida quanto gostaria. Sou curiosa, desconfiada, temperamental e teimosa. Tenho coração mole, sangue quente e insisto na mania de acreditar em sonhos, finais felizes e pessoas sinceras."
Moça, não prenda essa alegria de poesia dos seus cachos,
solte essa vida ao vento,
não ligue para o que dizem.
Desligue esse medo do mundo
e entre em sintonia com os seus cabelos.
Não importa o que seja
ondulado, cacheado ou encrespado
não se sujeite ao medo de se mostrar,
sinta - se livre pra mudar.
Mas moça, nunca perca
essa sua natureza de amar!
Você não é fraco. Você é um sobrevivente. E isso faz de você uma das pessoas mais fortes que eu conheço.
PASSAGEM DAS HORAS
Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
A entrada de Singapura, manhã subindo, cor verde,
O coral das Maldivas em passagem cálida,
Macau à uma hora da noite... Acordo de repente...
Yat-lô--ô-ôôô-ô-ô-ô-ô-ô-ô...Ghi-...
E aquilo soa-me do fundo de uma outra realidade...
A estatura norte-africana quase de Zanzibar ao sol...
Dar-es-Salaam (a saída é difícil)...
Majunga, Nossi-Bé, verduras de Madagascar...
Tempestades em torno ao Guardafui...
E o Cabo da Boa Esperança nítido ao sol da madrugada...
E a Cidade do Cabo com a Montanha da Mesa ao fundo...
Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.
A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me,
Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge,
Desta entrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso,
Desta turbulência tranqüila de sensações desencontradas,
Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada,
Deste desassossego no fundo de todos os cálices,
Desta angústia no fundo de todos os prazeres,
Desta sociedade antecipada na asa de todas as chávenas,
Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei
Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,
Consangüinidade com o mistério das coisas, choque
Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,
Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz.
Seja o que for, era melhor não ter nascido,
Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,
Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.
Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços,
É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas...
Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro,
Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca...
Que há de ser de mim? Que há de ser de mim?
(...)
Nota: Techo do poema "A Passagem das Horas"
Eles me disseram que não havia "espaço suficiente na estrada para o universo". E eu respondi: "o universo é a minha estrada".
Não tenho medo da morte, tenho medo da desonra porque um homem honrado nunca morre, mas um homem desonrado morre em vida...
Eles (os comunistas) não precisavam refutar argumentos adversos: preferiam métodos que terminavam antes em morte do que em persuasão, que espalhavam antes o terror do que a convicção.
Sinto saudades do que não vivi com você...
Penso em você o tempo todo, comigo ao seu lado ou sozinho, com roupas ou sem roupas...
Queria ter sentido a emoção de está contigo...
Sempre vou te amar...
Por que os doutores, tão ricos em remédios para o corpo ofendido, não arranjam algum remédio para um ferido coração?
Aquilo que não traz utilidade ao enxame, tampouco é útil à abelha.
Não tenho amigos, não tenho com quem dividir meus pensamentos, ideias e medos.
As vezes me pego mendigando a atenção de alguém, que nem para me escutar serve.
E doi... doi muito. Pois as vezes só queremos desabafar.
Mas tudo bem, né? Como seu sempre digo: Eu vou sobreviver (ou tentar pelo menos).
“Nada frustra mais a mulher do que aquela liberdade que ela não pediu, que não quer e que não a realiza.”
Gato preto não dá azar, pio de coruja não é sinônimo de mau agouro, corvos não indicam morte, sonhar com cobra não é traição.
Todas essas lendas indicam que nós humanos somos desprovidos de sensibilidade e compreensão da Mãe Natureza. Se esses e outros animais estão palmilhando o planeta conosco é sinal que somos todos um prolongamento do outro, somos um elo de vida neste imenso cosmos.
Afinal, somos todos um perante o cosmos.
Preconceito é ignorância. É doença da alma.
A verdade é que
certas dores simplesmente não valem a pena.
Às vezes, a dor envelhece.
Às vezes, você se cansa de
ser a pessoa que tem que curar.
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