Amigos que Perdemos

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A saudade é sinal de que perdemos algo que nos foi importante.
(Príncipe Estelar)

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Pense bem antes de semear, pois depois de germinar... o que você plantou nascerá.
(Príncipe Estelar)

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Daqui um segundo ... nada mais será a mesma coisa.
(Príncipe Estelar)

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A água que passa à margem do rio jamais retornará.
(Príncipe Estelar)

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Só percebemos a importância de alguma coisa quando ela já não mais estiver ao nosso alcance.
(Príncipe Estelar)
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A nossa língua comum foi construída por laços antigos, tão antigos que por vezes lhes perdemos o rasto.

Só quando perdemos tudo é que estamos livres para fazermos qualquer coisa.

⁠Na vida, sempre nos perdemos. Mas são as pessoas, não os sinais, que nos trazem de volta ao caminho certo.

O corpo humano é projetado para suportar perdas. E se adapta, assim não precisamos do que perdemos. Mas, às vezes, a perda é muito grave, e o corpo não consegue suportar sozinho.

A confiança se conquista com o tempo, mas, quando a perdemos, muitas vezes nem o tempo é capaz de recuperá-la.

⁠Perdemos nossa liberdade todos os dias para o medo.

A vida é curta e na entrega ao medo perdemos um tempo precioso, o medo é igual a dor, salva, é um sinal que algo precisa ser feito, então tente, só assim saberá o que podia ter ganhado com aquilo, perder tenho certeza que nunca perderá nada arriscando, tudo na vida é um aprendizado, uma nova experiência, então tente!

O valor de uma amizade é sentida só quando perdemos. Por isso vamos atrás até te-lá de volta e, assim, podemos dar o valor que ela merece. Nem sempre somos correspondidos do mesmo jeito, talvez seja porque a palavra amizade já não é mais a correta.

Não é tempo que perdemos, é vida.

Não sofra por algo que deu errado. Cresça! Use seu passado como lição de vida. Quando perdemos "algo", achamos que tudo está perdido. Engano. A vida nos reserva algo de muito bom. Tenha certeza disto.

Cuidado com as pessoas que você chama de "amigos". Ao menor vacilo, já sabe, né?

Nunca perdemos de vista o nosso interesse, ainda mesmo quando nos inculcamos desinteressados.

Atalhos

Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.

Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.

Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.

O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.

A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.

Martha Medeiros
Crônica "Atalhos", 2004.

Nota: Texto originalmente publicado na coluna de Martha Medeiros, no website Almas Gêmeas, a 5 de julho de 2004.

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Com a nossa separação, ambos perdemos muito. Eu perdi, porque você foi a pessoa que mais amei em toda minha vida. Você perdeu, porque fui a pessoa que mais te amou em toda sua vida. Mas, de nós dois, você foi a pessoa que mais perdeu, porque perdeu a pessoa que poderia te dar amor por toda vida.

Quando a gente começa a confundir os sentimentos e perdemos o controle da situação, sempre alguém sai machucado, ou por amar demais, ou talvez por nunca ter sido amado, amor não correspondido, é melhor deixar de lado.

As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos.

Quando tudo o que conseguimos ver é só a nossa dor, talvez seja aí que perdemos a visão de Deus.

⁠Os amigos que perdemos não repousam na terra, estão enterrados em nosso coração.

Na medida em que envelhecemos, perdemos os poucos amigos admiráveis que tínhamos, mas, em compensação simultânea, ganhamos, aos lotes, uma legião de inimigos insignificantes. Eis o mundo!