Amigos Inseparáveis
Em uma mesa de bar, um católico devoto debatia política com um amigo evangélico, enquanto uma senhora espírita ouvia atenta, ao lado de um praticante de religiões africanas, que exaltava a força de seus ancestrais. Um jovem budista tentava acalmar os ânimos. A discussão acirrou quando um empresário de direita defendeu reformas econômicas, sendo contestado por uma professora universitária de esquerda, que pedia mais investimentos sociais. No fim, todos concordaram: religião e política dividem opiniões, mas futebol e cerveja unem a torcida — principalmente na hora da saideira ou depois do apito final...
da vida!
Nunca dê os ossos aos seus inimigos, após banquete com os seus verdadeiros amigos, pois eles poderão ser transformados em uma arma letal gerada pela inveja e maldade.
Amar uma mulher é a arte de decifrar seus silêncios e ser o eco de suas alegrias. É ser o amigo que ouve, o companheiro que entende e, acima de tudo, o amor que liberta. Amar de verdade é torcer para que ela alcance o topo do mundo, mesmo que, naquele pedaço de sonho, o caminho dela precise ser trilhado sem você.
Talvez você esteja lendo isso enquanto conta aos seus amigos, entre risos, como eu implorei para você ficar. Talvez você esteja usando essa honestidade que você jura ter, mas que nós dois sabemos ser apenas mais uma camada da sua mentira.
Eu escrevo apenas para dizer: continue sonhando.
É fascinante como é fácil para você viver nessa sua fantasia onde eu não existo e onde nada do que aconteceu te machuca. Você se esconde atrás desse sorriso, se engana achando que está tudo bem, enquanto eu sigo aqui, literalmente partido em dois. É difícil reconhecer a verdade quando o sonho é mais confortável, não é?
Você pode rir do meu choro e transformar minha dor em história de mesa de bar. Você pode tentar convencer o mundo — e a si mesma — de que jogou tudo fora por motivos nobres. Mas, no fundo, entre um sonho e outro, resta um fato que você nunca vai conseguir apagar: você nunca terá a dimensão real do quanto eu precisei de você.
Siga sua vida. Construa esse castelo de cartas onde você é a heroína da própria história. Eu ficarei aqui com a realidade, lidando com o que você fez comigo, enquanto você continua flutuando, fingindo que não sente o peso do que deixou para trás.
Durma bem. O despertar, se um dia vier, vai ser bem mais frio do que o seu sonho.
Com a amargura de quem ainda se lembra,
(Aquele que você deixou para trás)
Fui taxado de difícil ou esquisito por não ter amigos. A verdade é que a minha confiança não se entrega a qualquer um.
Meus queridos amigos, eu não penso em aparecer, não... às vezes eu penso é em desaparecer, sim... pena que não tenho ainda... tanto dinheiro para isso...
O que eu quero viver não é o que minha família quer que eu viva, não é o que meus amigos querem que eu viva, não é o que a sociedade quer que eu viva; o que eu quero viver, somente eu quero, somente eu vivo.
Sim, meu caro e inestimável amigo...
Um dia, tomaremos um delicioso chá nos campos dos verdes jardins da Eternidade. Obrigado por tudo!
Descanse em plena paz, caro irmão!
🤝
O Pescador era antes de tudo, um homem de família, embora tivesse poucos amigos além daqueles que estavam sempre com ele no barco, ele não era um solitário como se dizia na Vila, apenas mantinha a relação social um pouco restrita para fugir daquela velha dita de que todo pescador gosta de contar mentiras que ninguém acredita.
Ele também não cuidava muito da aparência que era judiada truculenta, afinal era de estar no rio debaixo do sol que ele mais gostava e os peixes e as águas barrentas do rio que ele navegava nunca se importaram com essas coisas de presença.
Sua mente era assim que funcionava, ora calma ora brava, como as ondas esverdeadas que as ventanias do tempo fomavam. Mas o Pescador ligeiro assim como água a toda situação se amoldava, às vezes perdia a calma mas rapidinho a encontrava escondida atrás da serenidade e nunca se desesperava nem quando o tempo fechava e o leme se quebrava naquelas tardes de fortes chuvas, relâmpagos e trovoadas.
Nenhuma tempestade por mais forte que se apresentava desviar seu curso ele deixava. Pois sabia onde o cardume estava e era para lá que ele navegava, e ainda que o rio estivesse revolto os seus pensamentos eram livres, confiantes e soltos do medo que não afeta de forma alguma quem conhece o rio e o condutor do barco que por ele navega.
Quando o silêncio amadurece a palavra
É importante escolher quem são meus amigos. Falo de amigos de verdade, não de amigos de ocasião. Amigos permanecem, estejamos no pódio ou no chão. Assim como é fundamental saber com quem não devemos sentar à mesa.
Tenho mais de 40 anos, e faz tempo. Para muitos, sou ultrapassada. Antiga. Mas penso que nunca, em toda a minha vida, estive tão pronta.
Nunca soube ouvir tanto quanto agora. Nunca calei tanto como hoje. E não me calo por medo de falar. Calo porque entendi que a fala é um instrumento poderoso e que só deve ser usada quando necessária e útil. O silêncio também é palavra.
E com toda essa idade, que para alguns me faz parecer jurássica, aprendi a escolher com quem me sento à mesa e a compreender que a palavra amigo não se usa para qualquer um.
Nildinha Freitas
Sábado à Noite
Hoje eu tô triste.
É sábado à noite, e não tem para onde ir.
Os amigos estão longe, e o silêncio aqui parece ainda maior.
Meu pai e minha mãe já dormiram, e eu fico pensando se devo fazer o mesmo.
Lá fora, o som toca alto, lembrando que o mundo continua, mesmo quando a gente para.
E eu aqui… parado, sem saber o que fazer.
Pensando em você.
—Ivo Mendes Morais
Na velhice, perdemos muito: amigos, força, ilusões… e a paciência para lidar com quem nunca somou nada. Com o tempo, a gente entende que não vale mais desperdiçar energia com pessoas vazias, conversas inúteis e atitudes pequenas. A maturidade não nos deixa mais fingir, nem carregar pesos que não são nossos. Na velhice, não é que ficamos mais duros, é que finalmente aprendemos a enxergar quem realmente faz falta e quem nunca fez.
