Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim

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⁠Não há maior tristeza do que a de não ter tristeza. De viver sem a angústia que nos faz sentir a beleza. De ser um ser sem sentido, sem paixão e sem nobreza. Antes a dor que me inspira do que a alegria que me entorpece. É que o poeta só existe se tiver a alma em chamas, pois o fogo que o consome é o mesmo que o ilumina. Vejo a vida como um fardo, carrego-a com ironia, pois o inferno canta mais baixo em dia de agonia. Então, que me dê a força para escrever o que ninguém ousa dizer, que me dê a coragem para enfrentar o que ninguém quer ver. Que me dê a lucidez para saber que tudo é vão. Que me dê a ironia para rir da minha condição. Que me dê a amargura para temperar a minha poesia. Que me dê a tristeza para ser a minha alegria.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Como todos os outros povos no ocidente, os brasileiros seguiram a ideia de que não é o tempo presente que comprometemos para gerar o nosso futuro, mas é a penhora do tempo futuro que deve nos dar alguma sobrevivência no presente.
O trabalhador faz o que sobra para ele no mercado de trabalho, e não aquilo que melhor pode realizar as suas potencialidades.
Estamos enredados na complexidade de um capitalismo cuja lógica do mercado das finanças, e não mais a lógica do mercado em função da produção, dominou a sociedade.
Damos mais dinheiro aos monopólios (fornecendo dados que serão capitalizados) e mesmo assim não ganhamos nada por isso. É a extorsão máxima de mais-valia que temos hoje. Toda sua vida é capitalizada. Nossa vida é uma engrenagem. Mais um conjunto de dados para o capitalismo. Que nos faz pagar para acessar esses meios que nos espoliaram. Pagamos para trabalhar, pagamos para fazer cada atividade.
O Estado é privatizado para os bancos. No fim o que sobra é só a dívida da dívida. É como se começássemos a vida com o saldo negativo.
Convencem-se que toda a infosfera precisa ser utilizada por elas próprias para se projetarem e conseguirem trabalhar.
Acham-se na condição de dados e, mais ou menos conscientemente, se comportam como dados. São dados concorrenciais no mercado de trabalho que, enfim, se transforma em um mercado de dados, ou melhor, em uma nuvem de dados que, por mecanismos que estão muito além de mérito pessoal, as destacam no Youtube ou coisas semelhantes.
Todos precisam estar na internet oferecendo seus serviços, produtos, habilidades e, principalmente, falta de habilidades. Mas tudo na forma de dados.
O que é íntimo e o que poderia ser público se fundiram. Ninguém mais sabe o que é a privacidade ou intimidade. Todos, até em nome da ética, pedem transparência. Interessante: transparência. Seja um dado, mas seja visto tão rapidamente que vire algo transparente.
A padronização se acentua na infosfera, pois ela é um campo de mimetismo, de alta diversidade, porém padronizada.
A infosfera não é avessa à criação, mas a cada nova criação ela se satura pela repetição, pela mesmidade, pela velocidade do fluxo do mesmo. Talvez a pornografia seja o exemplo mais típico desse processo, mas todo e qualquer fluxo pode ser pornográfico, ou seja, explícito em demasia, repetido sem que o espírito possa ser chamado.
Cada eu que se apresenta na internet obedece, antes de tudo, a velocidade de uma capacidade perceptiva que impera o fugaz, a insaciabilidade, o que é viciante e sem qualquer reflexão.
O fluxo contínuo de imagens, dizem alguns psicólogos, tem função de dopamina.
No campo da política democrática, então, nasce a reclamação pela falta de propostas dos candidatos, mas se algum candidato não apresentar o comportamento pedido pela velocidade de fluxo e de imagens dos shorts do TikTok, e resolver realmente explicar uma proposta, não será ouvido.
Eles próprios, os que pensam comandar os investimentos e saber deles, os que operam as bolsas de valores, estão ali, feito idiotas, querendo nos convencer que sabem o que está ocorrendo. Acreditam que podem dar lição de economia financeira e investimentos. Não podem. Todos os cálculos e tendências são feitos por máquinas. E os algoritmos criam fluxos que escapam ao modo de entender humano. Esse modo de funcionar da máquina molda todos nós, e também o que esperamos da performance dos políticos. Não raro, os políticos se tornam caricaturas do que a internet fez deles naquilo que ela tornou o fixo, pela repetição. A função dos memes é exatamente essa.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Vivemos sob a sombra de uma vida que nunca chega a começar, perseguindo um ainda não que se desloca infinitamente. A sensação de estar atrasado não é fruto da escassez de tempo, mas da impossibilidade de habitar o presente, sequestrado pelo fantasma das possibilidades não realizadas. A gente vive com a impressão de que está sempre correndo atrás de algo que sequer começou direito. Um atraso crônico para uma vida que nunca nos foi entregue por completo, apenas esboçada, nunca habitada. O sujeito contemporâneo não sofre por falta de liberdade, mas por seu excesso, uma liberdade que se transformou em obrigação de otimizar, experimentar, abraçar infinitos eus potenciais. O problema não é a quantidade de opções, mas a crença de que precisamos experimentar todas elas para ser felizes. Essa exigência nos fragmenta. Cada possibilidade que se abre exige um eu que se adapte, que performe, que justifique. Estamos esgotados não pela escassez, mas pela abundância. A ilusão da autonomia absoluta esconde uma verdade mais cruel: escolher não é sobre ganhar, mas sobre perder. Cada decisão é um luto pelas vidas alternativas que não serão vividas. Escolher não é decidir o que se quer, é aceitar o que se vai deixar para trás. É reconhecer que cada caminho traçado é um adeus silencioso às paisagens não percorridas. Mas estamos nos tornando incapazes de dizer esse adeus. Temos medo de fechar portas. Só que quem vive tentando manter tudo aberto, não entra de verdade em lugar nenhum. A multiplicidade de opções não nos liberta; nos paralisa. O menu infinito não amplia a existência, mas a esvazia. Por trás do fetiche pela experimentação total, há um pavor mudo ao compromisso, à irreversibilidade da escolha. Tem algo em nós que desejaria não decidir, como se a não-escolha nos protegesse da dor do arrependimento. Mas isso vai nos matando aos poucos, com uma overdose silenciosa de tudo. Porque, no fim, o excesso não nutre; entorpece. O neoliberalismo nos vendeu a ficção de que podemos (e devemos) ter tudo, mas a realidade é que a felicidade só emerge quando aceitamos os limites, quando nos permitimos ser finitos. Essa sociedade produz não vencedores, mas perdedores glorificados, indivíduos que interpretam a hesitação como sabedoria e a acumulação de possibilidades como libertação. Mas estamos criando, na verdade, uma geração de perdedores, de pessoas para quem a vida é uma porta fechada. Não por falta de chaves, mas por excesso de entradas possíveis. A overdose de opções é um sintoma da miséria espiritual de nossa época. O arroz com feijão do cotidiano, o ordinário, o repetitivo, nos apavora porque exige entrega, exige que paremos de correr atrás do próximo estímulo. Feche o outro cardápio. É só outra versão do mesmo prato, apresentado com verniz gourmet. No fundo, é a vida pedindo presença. Mas estamos ausentes, de nós, dos outros, do mundo. Quem insiste em manter todas as portas abertas condena-se a ser eterno espectador de si mesmo, um turista da própria existência. Uma vida cheia de possibilidades, mas sem entrega, acaba rasa. A verdadeira liberdade não está em ter infinitos caminhos, mas em caminhar por um deles, e pagar o preço. No fim, quem vence não é quem tem mais opções, mas quem consegue escolher... e bancar essa escolha.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠A equidade, almejada por corações sinceros, é um labirinto traiçoeiro, cheio de mistérios, pois não é só o passado que demanda redenção, mas o presente também requer nossa atenção, pois como um eco que se faz ouvir, o presente também carrega o seu peso, e a justiça não se constrói com réplica.
É preciso lembrar de não nos cegarmos ao reparar, pois o peso das injustiças já vividas, não pode ser aliviado com novas feridas.
E que ao corrigir uma dor, outra pode nascer, um ciclo vicioso que nos faz estremecer, a história se repete, o futuro se desfaz, se a justiça do presente não for capaz.
Não se trata de apagar os erros outrora cometidos, mas de construir um presente onde todos sejam ouvidos.
Esse presente é onde plantamos as sementes. Não perpetuemos as dores em velhos aniversários, mas, sim, unidos, trilhemos juntos por um mundo mais decente.
Ponderemos, com sabedoria em mãos, o que é justo e correto em nossas ações? Será que uma injustiça é remediada pelo igual, ou simplesmente adiciona-se um peso descomunal?
Não é pelo peso da culpa que avançamos, e sim, pela busca de um futuro onde prosperamos.
Reconhecer o passado é nossa obrigação, aprender com as injustiças é a direção, mas não se pode usar o presente como arma para perpetuar um ciclo que só nos desarma. A justiça não se faz com mais sofrimento, não podemos cair na armadilha de trocar injustiças antigas por novas dores em fila. Esse caminho só nos leva a um destino decadente, devolvamos a esperança e a crença na humanidade, construindo um futuro livre de opressão e iniquidade.
A luta por justiça requer empatia e discernimento, um olhar atento, de profundo entendimento.
Injustiças no presente não são solução, a vingança apenas alimenta um ciclo perverso. É na compreensão que encontramos a redenção, no diálogo honesto, com respeito, o universo.
A reparação não se mede em sofrimento alheio, mas no encontro sincero de mãos estendidas, no combate à desigualdade, sem dar ao ódio ensejo, em construir pontes, reconstruir vidas.
Sigamos adiante, aprendendo com o passado, construindo pontes onde antes havia muros, pois, no coração da justiça, há um chamado, para reparar o presente sem semear futuros obscuros.
E juntos, façamos do presente um presente, um futuro em que a justiça seja realmente latente.
O respeito mútuo é o alicerce a erguer, a empatia, a ferramenta que devemos ter, escutar atentamente o que o outro tem a dizer, sem perpetuar ciclos de ódio, é o que nos cabe fazer.
Reconheçamos as dores e as desigualdades, mas não as aliviem com mais hostilidades. Em vez disso, busquemos pontes de entendimento, cultivando a justiça com amor e discernimento.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Não temo os fantasmas!
O que temo são os corpos;
suas aparições taciturnas, cadavéricas; desnutridas de mínima réstia de
bom senso!

Inserida por maurotoledo

⁠Tão certoque ainda não podemos,
em meio a tantas e tão flagrantes evidências, nos prestarmos a
pertinentes exemplos a algo
ou alguém...
Mas poderemos servir
de lição!

Inserida por maurotoledo

⁠A real 'saideira' da vida
não é o que nos enquadra,
finaliza-nos o viver; mas o que
nos abastece de recomeços
e expectativas futuras...
Nós nunca fechamos para
balanço!

Inserida por maurotoledo

⁠Não há nada
maisespontâneo
e ao mesmo tempo tão escorregadio
quanto a sinceridade!

Inserida por maurotoledo

⁠Não existe uma única estrada capaz
de nos conduzir ao real sentido da vida...
"Todos os caminhos nos levam a Roma",
já diziam os antigos!
De modo igual, existirão caminhos
suficientes
e capazes de nos conduzir
à verdade que tanto buscamos:
os caminhos escolhidos
por cada um!

Inserida por maurotoledo

⁠Existir
é verbo que se conjuga
em primeira pessoa;
sobretudo porque nosso destino
não aceita procurações em mãos
de segunda ou terceira
pessoas!

Inserida por maurotoledo

⁠Não existe, se é que entendem,
uma única sabedoria
ou única moral; visto que,
todas elas são necessárias
à arte de viver...
E todas elas naturalmente evoluem,
consoantenosso próprio
entendimento!

Inserida por maurotoledo

⁠A verdadeira filosofia cristã
ensina-nos sobretudo à questionar: não o mundo, nunca os outros;
mas nossas próprias palavras
e pensamentos!

Inserida por maurotoledo

⁠Mudar é trabalhoso!
Não mudar é tragédia anunciada!

Inserida por maurotoledo

⁠Não são as naturais diferenças
que nos dividem, antagonizam...
E sim, nossa habitual inabilidade
em reconhecê-las como oportunas referências; um vital anteparo ao nosso aperfeiçoamento
e autonomia íntima!

Inserida por maurotoledo

⁠Perceber-se
à posse de uma Verdade
não significa estar apto para disseminá-la!
Mesmo que mínimo, qualquer resquício de Verdade,
exige equilíbrio, profundezas...
E pés no chão!

Inserida por maurotoledo

⁠... tanto eu quanto você
já superamos fracassos, imposturas,
traumas,alguns hematomas;
e não poucas vezes, levados a
reconhecer esse lado bom da saudade,
que muito mais do que superar
qualquer ausência, ela existe
para nos livrar do esquecimento!
Logo, tanto eu quanto você,
não temos mais motivos para duvidar
que somos capazes - cada um a sua
maneira -de lidar com qualquer
coisa!

Inserida por maurotoledo

⁠Muitas vezes,
ao falar o coração
não é simpático que a razão, não convidada, faça objeções!

Inserida por maurotoledo

⁠No sempre dispendioso
mas compensador caminhar destinado a cada espírito,
não haverá um mais aplicado
mestre ou eminente juiz
que não seja ele
mesmo!

Inserida por maurotoledo

⁠Dessa nossa vida
nada se perde; diversamente
muito se ganha, conquista-se!
A não ser aquilo que,
por alguma razão, não nos
pertença!

Inserida por maurotoledo

⁠Diz Santo Agostinho
não serem as lágrimas
do arrependimento mudando
fatos e porquês...
Mas nossas atitudes cada vez
mais efetivas, pertinentes,
criando possibilidades
de mudança!

Inserida por maurotoledo