Almoço, Moço? Cheiro de feijão. E de carne, no ponto. E eu não sou de ferro, não!
Vida Começa aos 40? Meio sem vida, No meio da vida, Procurando saída?
De Grau? Não diga nada. Me abrace, aqui, Na beira da escada.
Vai, Gargalha! Mundo vazio. E, de repente, Você sorriu...
Flutuando... Quero, de novo, Aquela leveza. Não falo do peso...
Me Dá, Nos Nervos! Na pele, na boca, Terminações nervosas. E é só o começo...
Foto Antiga... Adolescência. E na procura, De uma cura?
Adolescendo? Uma viagem? E a certeza de Ser incerto...
Sei ou Não Ser? Queria ser, Então tentei. Hoje, nem sei...
Não Ou Vi? Falando baixo, Pra não ouvirem Os meus medos...
Segredo? Não há segredo, A vida é amor, Ódio e medo.
Conta, Minado! Inseguro, Gritando: Sou puro!
Que Lindo! Horrível! A inveja, Na peleja, Ora veja.
Topetudo? Nada... Você não basta! E o meu topete, Você desbasta.
Bons Tempos? Máquina do tempo? É só pra fazer hora. Não basta o agora?
Afasta de Mim... (Remédio Amargo?) Cale-se! E encha O cálice!
Papo Cabeça! Outro dia! Tudo recomeça! Que coisa boa, à beça!
Medo de Altura? No pedestal? Lembre-se que O tombo é maior.
Coroa? Olha os Espinhos... No pedestal? É, muito, comum Tropeçar no degrau.
Quando Vou Me Encontrar? Sigo a procurar Aquele caminho Pra "eu" mesmo.
Ajude-nos a manter vivo este espaço de descoberta e reflexão, onde palavras tocam corações e provocam mudanças reais.