Sem Arco... Chuva, sol. Nuvens coroando... Um aro-íris!
Na Estrada... Árvores, céleres... O céu azul, bem lento. E o sol, seguindo...
Voando Junto... Um gavião... Planando, suave. Eu, um avião, nave...
Rotina Estranha... Trabalho, tanto... O esforço, insano. Resultado: pranto?
Refrescando... Maringá, chove. Árvores molhadas. Olor de saudade.
Vício, Bom?... Fugindo... Odeio o ócio. Trabalho é ópio...
Propriedade... Casa própria. E carro próprio. Vida própria?
Triste... No espelho. Acaricia a face... Esfacelado.
Porque?... Olho, lágrima. Silêncio, infindo... Finito, eu?...
Todo Mundo?... Unanimidade... Quando existe, É tola ou falsa...
Fantasia?... E o que somos Senão uma ilusão De nós mesmos...
Melodia... Canção de ninar. As crianças dormindo. Eu, despertando.
Poeiras... Existência... Quero deixar marcas. Na areia, não?
Loucura, Loucura... Que boca. Que olhos. Que louca...
Poderoso?... Um inseto, inocente... Caminha em minha pele. Sem ser Deus, esmago?
Reze com Fé... Lagartixa, não larga. E adeus ao Louva-Deus... É, não basta ajoelhar.
Ora, ação... Acordando... Eu e meu mundo. Com Deus, uno...
Sem Público... Amanhecer... Enfim, ser manhã. Sem manhas...
Decolando... Folhas no chão... Avoam, mercê da brisa. E eu, vou junto...
Despertar... Brisa da manhã... Acaricia minha face. Eu, suspiro, fundo...
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