Amigo de Verdade Nao Briga por Bobeira
As melhores conexões é você quem faz.
Ou somos autores de nossos destinos ou somos conduzidos pelos pensamentos alheios.
Todos os dias
Escolho seguir em frente
Os pensamentos me traem
Trazendo memórias às quais peço esquecer
Olho o futuro como um quadro branco
Mas não entendo por que ainda recordar o que passou
Vidas bagunçadas, trocadas
Mágoas que ainda existem aqui, na memória
E tudo continua como um grande ponto de interrogação.
Eu lembro dessa cena como quem lembra de um filme ruim que eu nunca escolhi assistir, mas que ficou rodando na minha cabeça como reprise maldita de domingo à tarde. Porque tem coisa que não faz barulho, não quebra nada por fora, mas por dentro… minha filha… faz um eco que parece morar na gente sem pagar aluguel. E olha, banheiro de trabalho já não é exatamente um spa cinco estrelas, né? Eu entro ali querendo dois minutos de paz, um respiro da correria, um intervalo digno entre uma obrigação e outra… e de repente, sem aviso, vira palco de tensão, de alerta, de instinto gritando mais alto que qualquer razão.
E o mais absurdo, quase cômico se não fosse trágico, é como o meu corpo entendeu tudo antes da minha mente. Eu ali, sentada, tranquila, vivendo um momento absolutamente comum, quando do nada bate aquele incômodo estranho, aquela sensação de que tem algo fora do lugar, como quando o silêncio fica barulhento demais. Aí eu olho… e pronto. O mundo não acaba, mas dá aquela travada constrangedora, como internet ruim na hora errada. Não era só um olho. Era invasão. Era desrespeito escancarado numa frestinha ridícula de fechadura, uma coisa pequena por fora, mas gigantesca no impacto.
E naquele segundo, eu virei outra pessoa. Estrategista, calculista, quase uma agente secreta do próprio corpo. Me cobri, apaguei a luz, me recolhi como quem tenta desaparecer do mapa. Tudo em silêncio. Tudo sozinha. Porque nessas horas não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem roteiro bonito. Só tem eu e o instinto de sobreviver à situação do jeito que dá.
E depois… ah, o depois. O depois é pior. Sempre é.
Porque o problema não fica no que aconteceu. Ele se instala no que fica. Naquela pergunta insistente, irritante, que pinga igual torneira mal fechada: por que eu não falei? Por que eu não denunciei? Por que eu congelei? E eu respondo com a honestidade de quem sentiu na pele, no feminino, no íntimo: porque eu não fui ensinada a reagir, eu fui ensinada a suportar. A calcular, a medir, a prever reação dos outros antes da minha. A pensar no constrangimento, no julgamento, no “será que vão acreditar em mim?”. É um peso invisível que cai justamente em cima de quem já estava sendo invadida.
E a ironia, porque a vida adora uma ironia bem colocada, é o tal do “funcionário de confiança”. Confiança de quem, exatamente? Porque claramente não era confiança de caráter. Era confiança de costume, de rotina, de conveniência. Aquela confiança preguiçosa que ninguém questiona… até o dia que deveria ter questionado antes.
Mas no meio disso tudo, eu também reconheço uma coisa que às vezes a gente ignora: a minha força. Sim, força. Porque eu não fiquei vulnerável pra sempre. Eu mudei minha postura, cortei contato, levantei um limite silencioso, mas firme, daquele tipo que não precisa de anúncio, mas deixa claro: daqui você não passa mais. E talvez, naquele momento da minha vida, foi o que eu consegui fazer. E tudo bem. Tudo bem reconhecer isso sem me transformar na vilã da minha própria história.
A gente romantiza demais a coragem, como se ela sempre viesse gritando, denunciando, causando escândalo. Mas tem coragem que é quieta. Que é discreta. Que é feita de afastamento, de olhar que não cruza mais, de porta que se fecha, de respeito exigido sem uma única palavra.
E no fundo, o que mais revolta nem é só o ato. É essa tentativa ridícula da culpa de se instalar depois, como se eu tivesse que ter feito mais, sido mais, reagido melhor. Mas não. O erro nunca esteve em mim, ali, vivendo a minha vida. O erro sempre esteve do outro lado da fechadura.
E ainda assim, fica a lição, daquelas que ninguém quer, mas aprende. A minha intuição não falhou. Ela nunca falha. Quando algo parece errado, geralmente é porque está gritando errado, só que sem som.
E me diz… quantas vezes eu já me calei só pra manter uma paz que nem era paz de verdade? Pois é. A vida ensina. Às vezes com delicadeza… e às vezes na frestinha de uma porta maldita.
E já que você chegou até aqui, aproveita e clica no link da descrição do meu perfil pra conhecer meus e-books. A leitura é gratuita pra assinantes Kindle, e olha… lá tem muito mais dessas verdades que a gente vive, mas nem sempre fala.
Tem lembrança que chega sem bater na porta, senta no sofá da nossa mente, cruza as pernas e começa a falar como se ainda tivesse direito de opinar na nossa vida.
No fim das contas, aquela árvore foi mais leal do que muita gente ali. Porque ela nunca fingiu ser algo que não era. Já as pessoas… ah, essas fazem teatro melhor que muito artista premiado.
Tem gente que passa pela vida como quem pisa em areia molhada, achando que vai deixar pegadas eternas… e o mar vem, educado e cruel, e apaga tudo sem pedir licença. Aí a pessoa olha para o horizonte e pensa “preciso ser lembrada”, como se a memória dos outros fosse um cofre inviolável. Spoiler nada é.
Olha o caso de Franz Kafka. O homem escreveu como quem sangra em silêncio, pediu ainda por cima que queimassem tudo depois da morte, quase sabotou a própria eternidade. E o que aconteceu Virou um dos nomes mais estudados do planeta. Agora me diz, com toda sinceridade, de que adianta essa fama póstuma Ele não está aqui para ver alguém sublinhando suas frases num domingo chuvoso, tomando café e fingindo que entendeu tudo.
Mesma coisa com Emily Dickinson. Viveu reclusa, escreveu centenas de poemas, guardou tudo como quem esconde cartas de amor numa gaveta. Morreu sem saber que seria lida por gerações. Bonito para a história, meio sem graça para ela, convenhamos.
E aí a gente fica nessa obsessão estranha de querer ser eterno. Como se virar nome de rua ou tema de prova de escola fosse a grande vitória da existência. A verdade é que tem uma certa vaidade nisso, uma tentativa desesperada de negociar com o tempo, como se dissesse “olha, eu vou morrer, mas me deixa aqui pelo menos em forma de citação”.
Mas a vida não é citação de rodapé. A vida é agora, bagunçada, meio torta, com café derramado e pensamentos pela metade.
Tem gente que tenta se imortalizar nos filhos, como se eles fossem uma continuação garantida. Só que não são. São outras histórias, outros caminhos, outras versões do mundo. Um dia, inevitavelmente, alguém lá na frente vai olhar uma foto antiga e perguntar “quem era mesmo essa pessoa?” e pronto, acabou a eternidade familiar.
E não é triste. É só real.
Talvez o verdadeiro legado não esteja em ser lembrada para sempre, mas em ser sentida enquanto existe. É no que a gente constrói, no que ensina, no jeito que marca alguém sem perceber. É aquela conversa que muda um pensamento, aquele gesto simples que fica ecoando na memória de alguém por anos, mesmo sem virar livro, estátua ou documentário.
Porque no fim das contas, a eternidade é superestimada. O agora é que é subestimado.
E tem uma coisa que eu acho quase revolucionária escrever sobre si mesma. Guardar pedaços da própria vida em palavras, como quem cria um arquivo secreto de sentimentos. Não para o mundo, não para a posteridade, mas para aquela versão futura da gente, meio esquecida, meio cansada, que um dia vai abrir um caderno ou um arquivo e pensar “nossa, eu já fui assim”.
Isso sim tem graça. Isso sim tem vida.
Porque ser lembrada pelos outros é incerto. Mas se reencontrar dentro das próprias palavras… isso é um tipo de eternidade que acontece em vida.
Agora me diz, não é muito mais interessante ser protagonista da própria memória do que virar curiosidade histórica?
E já que você chegou até aqui, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books… vai que um deles vira aquele pedaço de você que o tempo não apaga.
Mas olha que curioso, e aqui entra aquele tipo de reflexão que a gente só consegue ter depois que sobrevive ao próprio passado. Aquela menina que foi deixada do lado de fora da festa… ela não ficou pequena. Ela cresceu. Ela virou alguém que teve voz, que teve público, que teve coragem de se expressar num blog quando muita gente nem sabia o que era isso direito. E isso incomodou. Porque tem gente que só gosta da gente quando a gente cabe no lugar que elas determinaram. Quando a gente cresce, quando a gente brilha, vira ameaça.
Aquela desculpa de “achei que tinham te convidado” é o equivalente emocional de “o cachorro comeu meu dever de casa”. Todo mundo sabe que não é bem assim. Elas sabiam. Talvez não tenham tido coragem de confrontar a situação, talvez tenham sido coniventes, talvez só tenham escolhido o caminho mais confortável. E isso dói, porque a gente espera lealdade justamente de quem divide risada debaixo de árvore.
E aí vem a vida, com aquela elegância de elefante numa loja de cristais, e resolve testar a gente do jeito mais cruel possível. Não com grito, não com briga, mas com silêncio e exclusão. A festa não foi só uma festa. Foi um anúncio não oficial, quase um outdoor piscando na minha cara e me dizendo “você não pertence tanto quanto pensava”.
Eu já tentei me encaixar nesse mundo que mede tudo em cifras, sabe? Como se a felicidade fosse uma planilha bem organizada, com saldo positivo no fim do mês e um carro brilhando na garagem. Mas a verdade é que eu nunca consegui levar isso muito a sério. Dinheiro é importante, claro, ninguém aqui vive de vento e poesia… mas transformar isso no centro da vida? Ah, aí já é pedir demais pra minha alma inquieta.
Porque enquanto tem gente contando moedas, eu tô contando momentos. Enquanto tem gente correndo atrás de status, eu tô correndo atrás daquele silêncio gostoso que aparece no fim da tarde, quando tudo desacelera e eu finalmente consigo ouvir meus próprios pensamentos sem interferência externa. E olha… isso não tem preço, não tem promoção, não parcela em doze vezes no cartão.
Eu descobri, meio sem querer, que a felicidade não faz barulho. Ela não chega anunciando, não vem com etiqueta de marca famosa, nem precisa de aprovação alheia. Ela mora quietinha dentro da gente, igual aquele cantinho da casa que só a gente sabe o valor que tem. E às vezes ela aparece nas coisas mais simples possíveis… num café quente, numa risada boba, num prato feito com carinho, num dia comum que resolveu ser leve.
E é curioso, porque quanto mais eu me desapego dessa ideia de ter para ser, mais eu sinto que já sou. Já sou suficiente, já sou inteira, já sou feliz dentro do que cabe na minha realidade. Não é sobre rejeitar o dinheiro, é sobre não deixar ele mandar em mim. Não é sobre não querer crescer, é sobre não me perder no caminho tentando provar algo pra quem nem tá realmente olhando.
Tem gente que olha e não entende. Acha estranho essa minha tranquilidade, como se fosse falta de ambição. Mal sabem que é exatamente o contrário. Eu tenho ambição sim… mas é de paz, de liberdade, de viver uma vida que faça sentido pra mim. E isso, sinceramente, vale mais do que qualquer status que precise ser exibido.
No fim das contas, eu não quero impressionar ninguém. Eu quero me reconhecer no espelho e pensar “tá tudo bem por aqui”. E quando esse sentimento vem, leve, verdadeiro, sem esforço… pronto. Ali mora a minha riqueza.
E se você também acredita que a felicidade pode ser simples e profunda ao mesmo tempo, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. A leitura é grátis para assinantes Kindle.
- Relacionados
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
- Mensagens de despedida para amigos para marcar o coração de quem parte
- Versos e Poesias para Amigo
- Mensagem para Amigo que Morreu
