Amigo de Verdade Nao Briga por Bobeira

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Há afastamentos que são impostos pelas circunstâncias, outros pelo fim do ciclo da vida,e outros pelas atitudes.

A sabedoria do tempo


Certa vez a fim de tirar a paz de um sábio durante uma comemoração entre amigos, já um tanto embriagado uma pessoa o desafiou:
_Posso expor seu passado aos convidados? Acha que depois de feito isso, preservará sua imagem de sábio?
O sábio, sereno respondeu:
_ Diga o que supõe sobre o meu passado, foi ele quem me tornou quem hoje sou, o presente ainda irá me moldar através das escolhas que fiz ontem e faço hoje. Ao terminar de expor meu passado, analisaremos juntos o que conheço do seu presente e veremos o que podemos aprender um com o outro. Pois eu não vivo mais no meu passado, embora respeite profundamente a sabedoria que trago de lá e sei que essa sabedoria pode ser novidade útil para você. Já em relação à minha imagem, só é relevante a que conheço de mim mesmo.

Cana bis


Vou te enrolar
Passar minha língua em você
Depois sentir teu cheiro e te fazer pegar fogo


Tu faz eu me sentir tão bem
Quero te sentir entre meus lábios
Já disse que tú me faz delirar?


Quero mais, mais e mais...


Eu te sugo e te prendo até perder o fôlego
É difícil seguir sem ti
Confesso que és meu motivo pra sorrir
Mas não é o único.

Sobre as pessoas!
Esteja preparado para tudo que vem delas, evite surpresas.

VELHICE ADIADA
Ombro a ombro, ele mais alto
Que ela, baixa de baixo salto
Numa amarração de vidas
Vividas,
Sentidas
Consentidas,
Que mesmo após a velhice,
A idade da rabugice,
Na cidade aperaltada
No passeio da fama do nada
Lembrando suas paixões,
Lá iam os dois amarrados,
Mirrados,
Num abraço de emoções.
Ei-los, chegados ao lar:
Dois jovens apaixonados
Em tempos de namorados
De corpos novos em brasa,
Lembraram a velhinha casa
Na mais louca das razões,
Os seus beijos de ilusões,
Trocados no seu amar.
A paixão andava no ar,
Já com pouco respirar,
Mas com um louco desejo,
Trocaram um longo beijo,
Ainda por cima,
Sem rima.


(Carlos de Castro, in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 16-11-2025)

Às vezes, o cuidado de Deus vem em silêncio, como quem ajeita o caminho sem que a gente perceba.
Ele usa as horas difíceis para ampliar nossos passos, afinar a nossa escuta e fortalecer o que ainda está em construção.
Há lugares dentro de nós que só se revelam quando o chão balança, quando a rota se confunde, quando o coração precisa respirar mais fundo.
E, pouco a pouco, vamos entendendo: cada desvio também ensina.
Cada curva também guia.
Cada dor, quando atravessada com fé, abre um horizonte novo.


Porque antes de descobrir o destino, Ele nos ensina, com paciência e luz, a caminhar com mais verdade.


- Edna de Andrade

Peço desculpas por ter olhado em seus olhos sem permissão. Espero que possamos chegar a um entendimento mútuo a partir desse momento.

A dor é uma lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta...


Caminharei por suas flores e espinhos

O amor é mais importante que certas conquistas. Ser amado é a maior de todas elas.

Primavera renascendo
( aut. romildasgomes )

A brisa, as pipas, o ar novo da primavera,
A relva reverdecendo se faz em comoção...

Num espelho que envia os reflexos de... suspiros de gratidão....

As flores se coram, ante tanta emoção,
de engalanarem o jardim da vida....

Trazem olores do hálito divino,
que diz todos os dias:
- Eu renovo a terra, e
perfumo vidas com meu amor!g
Romilda SGomes

Objetivo: seja foda.

O corpo pede comida, enquanto a alma se satisfaz. Queimei tantos quilos por estar feliz, tantos dias acordado, sem sono ou cuidado. Mas a’lma habita agora um recipiente de vidro. E acho que já não demoro a quebrar — sinto no peito a agitação de energias querendo se libertar. Resta agora o leve medo do incerto: esperar que o fim traga tanta poesia quanto os começos. A meia-noite já bateu faz horas...⁠

Nasceu princesa do seu próprio castelo, fazendo necessário apenas tempo para tornar-se rainha. Preferiu abandonar tudo e fazer-se coroar, todos os dias, como soberana do mundo. Houveram dias de falta. Pôde faltar amor, presenças, luxos. Até mesmo, por vezes, a vontade de se levantar faltou. Mas, nessa vida muito bem escolhida, não restou sequer um dia que não plenamente vivido.⁠

Pobres suicidas, que vivem suas vidas pulando de um happy hour para outro. São felizes no quinto dia útil, nos finais de semana, nas férias, feriados e afins. Trabalhadores, estudantes, vadios, que, de feira em feira, comemoram o aproximar-se sabadal. Perdendo: segundas, terças, quartas, quintas e sextas chances de viver.⁠

O que mais vale? Cem anos de pé, contabilizando seu legado, ou alguns poucos anos, sem dúvidas vividos? Não preciso, de forma alguma, colecionar aniversários. E bem sei que, com estes olhos famintos, não verei gigantescas mudanças. Mas, convicto, sei que as presenciarei. Ainda aqui, sendo pó, sendo mundo.

Amor. Como tenho gasto esta palavra. Tão erodida que já cabe em qualquer poema, tão manchada que um “eu te amo” já não mais me representa. Hoje arrisco dizer: — Sinto-me apaixonar. Certo disso, resta-me salientar: o molde que pra minha vida trouxeste, promissor, colore.⁠

Pensei em você por toda a cidade. A cada passo que dei, pisando em terra, pedra, grama ou asfalto, se deixei alguma pegada impressa ou apenas solado, não me importa. Mesmo que meus passos, por tantas vezes, me distanciem de você, sinto, todo o tempo, sua presença por perto.⁠

Quando criança, pensei ser piada. Ou mais uma forma de prender a atenção das pessoas, ficção. Porém, hoje posso ver, sem sequer procurar, pessoas plugadas a tomadas, esperando suas vidas carregar.
Pensei que teria que viver muito mais pra presenciar, pessoas sendo trocadas por máquinas, sinonimadas a contatos na lista que contabiliza amizades, mas, aparentemente, estava errado. E creio ainda que, pela forma como segue, ninguém de fato percebeu estar assistindo o passar da vida pela tela do telefone.

Sopra o vento contra os ouvidos e ensurdece. Cala os gritos que te querem de volta.
Pinga a chuva contra a pele e umedece. Camufla as lágrimas e chora. Projeta a luz contra os olhos e ofusca. Apaga o farol que me conduz e afunda. Estampa um sorriso contra o peito e queima. Queima saudade, lágrima e farol, o amor que era acabou — e só sobrou sua marca, enganosa, que te vende a mim, eternamente.

Um dia a janela pisca;

Um sol nublado,

farol fazendo a curva.

Uma mensagem descuidada.

Um dia alguém lembra;

da risada desvelada,

do abraço que encaixa

no vazio umbilical.

Um dia ainda vale a pena.

Olhar o outro,

ao invés do espelho,

e ver.