Amigo de Verdade Nao Briga por Bobeira

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Os ignorantes exageram sempre mais que os inteligentes.

Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.

O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo.

O interesse forma as amizades, o interesse dissolve-as.

O sonho da razão produz monstros.

Francisco de Goya

Nota: Título de uma obra de arte do pintor espanhol.

É próprio das grandes almas desprezar grandezas e almejar mais o médio do que o muito.

A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.

Sempre vimos boas leis, que fizeram com que uma pequena república crescesse, transformarem-se depois num peso para ela, depois de grande.

Apenas um homem de gênio ou um intriguista se atrevem a dizer: «Fiz mal». O interesse e o talento são os únicos conselheiros conscienciosos e lúcidos.

As repúblicas acabam pelo luxo; as monarquias, pela pobreza.

Os lugares de chefia fazem maiores os grandes homens, e mais pequenos os homens pequenos.

A poesia é a linguagem natural de todos os cultos.

O avarento mais preferiria que o sol fosse de ouro para o cunhar, do que ter luz para ver e viver.

Num Estado, isto é, numa sociedade onde há leis, a liberdade só pode consistir em poder fazer-se o que se deve querer e em não estar obrigado a fazer o que não se deve querer.

O que ganhamos em autoridade, perdemos em liberdade.

O deleite imaginado é muito maior que o gozado, embora nos verdadeiros gostos deva ser o contrário.

A diligência é a mãe da boa sorte.

Os homens têm grandes pretensões e projectos pequenos.

Telha de vidro

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
- Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão vem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!

Por mim, teria evitado casar até mesmo com a sabedoria, caso ela me quisesse.