Amigo de Verdade Nao Briga por Bobeira

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Cuide-se! A jornada começa com um primeiro passo, escolha priorizar-se. Autocuidado não é egoísmo, mas necessidade. Escute suas emoções, considere todos os seus sentimentos e seja gentil com o seu processo.

Algo pior não torna o ruim menos ruim.

Nossos maiores medos habitam a mente, não o mundo real. A antecipação do sofrimento costuma ser mais intensa que a dor em si. Respire fundo, enfrente a incerteza. Você é mais forte do que imagina. A coragem nasce quando decidimos agir, apesar do temor.

Somente cumprir o básico, ou apenas fazer o que todos fazem, é sumir em uma multidão.
Não aceite fazer menos se queres ser reconhecido pelos seus talentos.

" Segundo Sêneca, em Cartas a Lucílio, “não é livre aquele que se inquieta por conservar o que teme perder.” Essa inquietude é a espada invisível de todos os que constroem sua paz naquilo que não depende de si: riquezas, status, controle, aprovação. O que Dâmocles aprende não é apenas o medo, mas a urgência de renunciar ao ilusório em nome da serenidade. "

TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.

Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.

Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.


“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”

Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.

Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.

⁠" Não tropece no que já se encontra abaixo de você. "

O problema não é a solidão, o problema é a companhia errada.


- Schopenhauer

Pode ser pela bebida, e minhas memorias, mas não sinto a vida vindo de mim.... Curioso, a parte ruim que está em mim, fala até no subconsciente.

Pensamentos🌹
Quando sobreviver não basta
Sou uma mulher de fé.
E fé não me impediu de sofrer — me impediu de desistir.
Amei, construí família, cuidei de quem precisava de mim.
Perdi pessoas, perdi um casamento, perdi um negócio, perdi o chão.
Houve momentos em que não vivi — apenas aguentei.
Aprendi que nem tudo que acaba foi fracasso.
Algumas histórias terminam porque só um lado continua sustentando.
Não carrego raiva.
Carrego saudade do que foi bom e luto pelo que poderia ter sido.
Isso não me enfraquece — me humaniza.
Hoje, aos 60 anos, não busco glamour nem aplauso.
Busco dignidade.
Um lugar simples para viver.
Contas que caibam no bolso.
Silêncio que cure.
E paz no espírito.
Entendi que recomeçar não tem idade.
Tem coragem.
Não preciso provar nada a ninguém.
Só preciso continuar fiel a quem eu sou.
E sigo.
Com fé, com cicatrizes e com vontade de crescer.

Filho,

Na língua hebraica, vaidade é hevel: vapor que se vê, mas não se sustenta, tudo o que parece ter forma, mas não tem peso para permanecer; esforço que não deixa legado, sucesso que não preenche, glória que evapora e correria sem propósito.

Vaidade, coisas vãs da idade, prioridade, as coisas mais importantes da idade. Com isso, entenda: o vapor da vaidade se molda àquilo que você considera mais importante em cada fase da vida. Há um tempo em que o jovem acredita que encontrar o amor resolverá todos os seus problemas. Há um tempo em que o homem adulto pensa que, ao alcançar o sucesso, estará plenamente completo.

Foi isso que Jesus nos ensinou quando falou sobre não amontoar tesouros na terra que enferrujam, que a traça consome, onde os ladrões roubam; ou seja, onde tudo é passageiro, consumível, com tempo de início e tempo de fim (Mateus 6:19–21). E Eclesiastes também nos lembra que há um tempo determinado para todas as coisas (Eclesiastes 3:1).

Por fim, meu filho, precisamos entender que aquilo que hoje parece ser o nosso foco não passa, muitas vezes, de um deslumbre, filtrado pela própria vaidade, dando importância demasiada ao que não compreendemos que tem pouco valor. Quer entender o que realmente importa? Observe a vida de um idoso e veja o que lhe restou. Observe um enterro e veja tudo o que ficou para trás.

A vaidade é tudo aquilo que a sua alma não levará consigo quando seguir o caminho que todo homem segue.
A vaidade é tudo o que nunca nos pertenceu, pois tornará ao pó, seu verdadeiro proprietário.

Por que aprender e compartilhar o conhecimento é preciso. O que não se espalha por generosidade, as traças comem e em pouco tempo morre e é esquecido.

Jesus como lugar seguro não te livra da travessia, mas te dá chão para atravessar.
E quando tudo parece instável, é n'Ele que a alma aprende a não desmoronar.

Gingado antigo


Eu não nasci agora.
Apenas retornei.


Carrego nos ossos a poeira de constelações antigas,
fui sílaba antes da língua,
fui pulso antes do tempo.
No princípio, eu era clara,
não por ingenuidade,
mas por inteireza.


Quando me feriram,
não foi o corpo que sangrou primeiro,
foi o espanto.
E eu mergulhei onde poucos ousam:
nas sombras que sabem conjurar.
Ali aprendi nomes que não se escrevem,
acendi fogueiras com o que me restava
e chamei isso de sobrevivência.


Passei eras no intervalo.
Nem céu, nem chão.
O limbo é um lugar onde a alma aprende a esperar
sem perder o fogo.


Quando fui chamada de volta,
aceitei o pacto:
retornar quantas vezes fosse preciso
até que o amor deixasse de doer
e virasse ação.


Já alimentei bocas famintas
com as próprias mãos cansadas.
Já pari futuros
em corpos que não eram meus.
Já fui abrigo,
fui silêncio,
fui exemplo moldado para caber
em expectativas estreitas.


Vesti aventais em campos de guerra,
limpei feridas enquanto o mundo desmoronava,
morri cedo por ideias grandes demais
para épocas pequenas.


Redimi-me vivendo.
Redimi-me servindo.
Redimi-me caindo e levantando
com o mesmo coração aberto.


Nesta vida,
vim sem algemas invisíveis.
Não me dobro a dogmas,
não peço permissão a tronos,
não negocio minha essência com medo.


Sou filha da terra viva,
irmã das águas profundas,
aliada do vento que muda tudo
sem pedir desculpa.


Minha missão é guardar o que respira:
florestas, bichos, mares,
e também gente —
mesmo quando a gente esquece como ser humana.


Sim, muitos confundiram minha ternura
com disponibilidade.
Minha criatividade com recurso explorável.
Meu cuidado com obrigação eterna.


Mas quem nasceu para construir mundos
não endurece,
aprende limites que também são sagrados.


Há um gingado antigo no meu passo,
uma malemolência que vem da sobrevivência alegre,
do riso que não se rende,
do corpo que conhece prazer
como forma de oração.


Meus olhos não pedem licença:
atravessam.
Reconhecem.
Despertam.


Sou deusa não porque mando,
mas porque sustento.
Não porque sou perfeita,
mas porque continuo.


Trago no ventre as eras que vivi
e nas mãos o agora pulsando.


E se o mundo tentar me conter,
que saiba:


já fui cinza,
já fui chama,
já fui noite sem nome.


Hoje sou raiz e horizonte.


Livre.
Indomável.
Em plena lembrança de quem sempre fui.

⁠Só posso te amar no agora; depois, não haverá como te amar.

Caminhar ao lado de político ladrão não revela o caráter dele,revela o seu.”

A ansiedade tenta prever para não sofrer. Deus permite a incerteza para ensinar a confiar. Um tenta controlar.
O outro sustenta. Nem todo futuro precisa ser visto agora para ser cuidado desde já.

Quando alguém escolhe apoiar ou caminhar ao lado de um político corrupto, não está apenas fazendo uma escolha política, mas uma escolha moral que diz muito mais sobre si do que sobre ele.

O que te quebrou não veio pra te destruir, veio pra te refazer.