Amiga te Conhecer foi um Prazer

Cerca de 385473 frases e pensamentos: Amiga te Conhecer foi um Prazer

Nos teus braços
eu fui um esturrar
mas parte de mim
foi um querer fugir
e desflaldar...
Desculpe... mas a minha sina ,
sempre foi querer
seguir o Mar.
✍©️@MiriamDaCosta

Ser lembrar, é um sinal que você foi visto antes, mas a lembrança pode ser boa ou ruim.

Te prometi não desistir da gente, mas se um dia isso acontecer, saiba que a culpa não foi minha ⁠

Música: Figura de política.
Autor: Dênisson Hélder Dinéh.
Um dia, a linguagem literal foi exilada pela figura de linguagem.


Quando o bolso pesar, dizem que a Antítese alivia.


Se a Metáfora faltar, não adianta gritar com Onomatopeia.


Se o modelo prioriza ditaduras amigas, a gente dissimula, trabalha em dobro e espera a Hipérbole passar.


Nas contas públicas no vermelho? Use a Hipérbole, jamais a Comparação.


Onde houver comissionado incompetente, a Prosopopeia se faz presente, dando vida a quem nada produz.


Basta a Catacrese sentir uma Sinestesia para o povo tomar uma Antonomásia (o apelido que vira condenação).


No fim, vai bater a saudade da linguagem real e direta.


Aquela que diziam doer, que diziam ser de ódio, que diziam ser bruta...


Mas era apenas a verdade sem filtro.


Só não vale repetir que foi GOLPE.


Aí já não é figura de linguagem... é Ironia do Destino

Chamava-se Laura.
Não foi um amor como os outros. Não começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos súbitos. Começou com silêncio. Um silêncio atento, desses que antecedem as revelações. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que não sabia explicar. Não era tristeza, não era ironia, não era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
Não houve anúncio, nem consciência imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequência de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A Paixão Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse não apenas o livro, mas suas próprias interrogações. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro não se lê, se suporta. Advertiu que ali não havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotações, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silêncio entre os versos. Mostrava que um poema não termina no ponto final, mas na respiração de quem o lê. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas não submissos. Havia nela uma inteligência em formação que não queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incômodo, às vezes necessário. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia não perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silêncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mãos dadas pelas ruas do centro, não como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. Não havia pressa. Não havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doía como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade é uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisível que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mão que já segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciência da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiências sobrevivem justamente por não se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo além do necessário. Instantes em que o silêncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingênuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram não nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mão dele com força, como quem segura a borda de um precipício. Não disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequência. E consequência exigiria coragem.
Depois disso, apenas distância.
Os anos passaram com a indiferença própria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatário explícito. Quem lia não sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisível entre as linhas. Cada metáfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silêncio poético carregava ecos daqueles cafés.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, às vezes, relia as mensagens antigas. Não havia promessas ardentes nem declarações dramáticas. Havia debates sobre metáforas. Havia áudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontâneas, comentários sobre o mar, sobre o medo de não ser suficiente para a própria vocação.
E havia aquilo que não aconteceu.
O que dói não é o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado rápido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas há noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegância pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver é administrar o caos, e ele, naquela história, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa página que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
Não é arrependimento.
É a consciência de que existiu um amor que não precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.

⁠"O racismo não é cultura, trata-se de um crime inaceitável, qual foi cultivado por séculos, sendo praticado de forma intensa até a atualidade".

A desumanização de um
povo até a total destruição,
nunca foi uma construção
do dia para noite
em nenhum lugar do mundo,
O ardil da insistência
cansa e cala parar criar
a perigosa habituação,
e até mesmo a conformação.


Tu és feito de realidade,
não autorize que criem
um diferente cenário,
Quero que seja você o soldado
solitário armado com a palavra
e a pacificação no fogo cruzado
das trincheiras da comunicação,
para não se render a silenciação.


A gravidade tem mostrado
que não precisa de prova
do que tem sido reverberado,
e que em nenhuma hipótese
será regra permanecer calado;
Porque sempre a cada nova
guerra pelo mundo afora
a cautela tem convocado.


Zelar pela reputação coletiva
significa zelar pela sua reputação,
diante desta época de abdicação
voluntária da inteligência natural;
Dependendo do assunto,
não acredite que ignorar basta,
para deixar cair no esquecimento,
é permitir agir livremente o veneno.


Quem eleger por conforto
ficar com a boca fechada,
não poderá falar mais nada,
Não é de censura que estou falando,
mas de calúnias espalhadas
como travesseiros de penas
sendo rasgados em tempo real.

Não se esquecer que


um dia já foi criança,


e que dependeu de um adulto


para chegar até aqui,


pode fazer um mundo novo,


Trazer viva essa lembrança


sempre que uma criança


precisar é sinal vivo


que ainda há esperança


de seguir adiante.

"Por causa de um relacionamento ínfimo (que nem íntimo foi) ela exigiu casamento! Ele respondeu: 'Oh, raios! Aproveitadeira é o que tu és! Uma letrinha muda tudo, minha Senhôra!' "
Texto Meu No.1120, Criado em 2022


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Cinema e Literatura marcam-me muito, a ponto até de me influenciar. E foi um livro, de um escritor mineiro, que me fez conhecer Minas Gerais, durante todas as ferias de boa parte da minha juventude. Ah, Minas Gerais!"
TextoMeu 1333

1584
"Não fui eu... Foi Meu 'Alter Ego'. Ele decidiu desmontar um daqueles famosos radios portáteis só para ver como eram. Claro que não conseguiu montar de volta. Mas é claro! 'Alter Ego' serve para esse tipo de coisa!"

⁠Um beija-flor passou
na janela,
Foi você que desejou
um bom dia,
Mistério de amor
que chegou
para me fazer sacodida.

⁠Certa vez um camponês fez uma compra, foi-lhe entregue uma caixa vazia com um bilhete anexado discriminando os itens e a conta, o juíz chamou o louco da cidade para resolver o dilema, astuto e sábio, o louco convocou os envolvidos, lançou uma moeda de ouro em um recipiente de metal e disse ao vendedor: "pegue o tilintar da moeda como pagamento", e assim encerrou-se o caso.

⁠Na mesa ele comeu, bebeu e sorriu, beijou e ainda assim traiu. Cuidado. Judas nunca foi um estranho!

Se um ou dois seguirem meus conselhos e virarem poetas, não foi em vão a minha solidão.

Ela era um anjo que chegou na minha vida e foi embora tão cedo.

⁠Você nunca encontrará um coração satisfeito enquanto não descansar no lugar para o qual foi feito.

Amar foi inevitável...


Embalando um sentimento que cresceu sem fazer alarde.
Essa pessoa não é de se declarar à toa, mas aos poucos foi percebendo que você se tornou parte da rotina — um apoio emocional muito importante.
Existem pequenos gestos que vêm anunciando esse amor muito antes das palavras.
As palavras são apenas um sacramento, selando tudo isso.


E mesmo sem perceber, você também foi se entregando a essa construção. Há algo sendo edificado...
Já era amor há tempos.
O silêncio entre vocês não era desconfortável — era cumplicidade.
Está nascendo uma certeza dentro dessa pessoa, uma certeza tranquila, madura, sem pressa.


Não se trata de uma paixão avassaladora, mas de uma presença que faz sentido.
E amar, nesse caso, virou consequência do dia a dia.
Já fazem alguns meses que vocês compartilham uma troca, uma intimidade... algo juntos.


O amor é uma energia, uma essência que transcende.
E isso vem sendo construído, tijolo por tijolo.
O tempo que vocês passam juntos vem fortalecendo algo sólido, silencioso, mas totalmente real.


Essa pessoa já percebeu: o jeito como você olha, a paciência que demonstra, a presença constante — tudo isso tem um peso emocional que ultrapassa qualquer amizade ou envolvimento casual.
Ela sente que te amar é inevitável, porque é ao seu lado que ela se torna melhor: mais calma, mais segura, mais confiante.


Você virou o lar emocional antes mesmo de qualquer rótulo, entende?
E mesmo que ainda não tenha expressado em palavras, ela já te ama.
O que falta é apenas a coragem de dizer.


O “eu te amo” vai sair — e você vai saber que é sincero.
Vai marcar um antes e depois.
Porque, uma vez ditas essas palavras, vocês vão sentir que algo se consolidou.
Algo que o tempo preparou e que agora se revela, dando início a algo muito mais forte.


Essa pessoa já te salvou.
E quando digo que te salvou, é porque foi muito importante em um momento de tempestade emocional na sua vida.
Foi assim que essa convivência foi crescendo.
Ela já te ama — e já te viu nos momentos mais complicados.


Isso é prova de amor: quem não pula do barco na primeira tempestade é o tipo que não explode — ele floresce a cada dia, no gesto mais banal, no toque mais simples, no olhar mais presente.


Você vai perceber que era exatamente o que procurava.
Porque há maturidade, equilíbrio, entendimento...
Vocês vão construir algo grandioso juntos, sentimentalmente falando.


O amor, quando é verdadeiro, vem sem aviso — e transforma tudo ao seu redor.


Tarot, Clarividência on-line

Não vou mais lutar comigo mesmo. Essa guerra íntima sempre foi injusta: eu de um lado, tentando caber; o mundo do outro, oferecendo moldes apertados demais. Passei tempo suficiente tentando negociar minha existência, arredondar arestas, suavizar excessos, traduzir quem sou para ver se assim eu era aceito. Não funcionou. Nunca funcionou.

Nunca coube nas expectativas porque elas nascem pequenas demais para o que pulsa em mim. Nunca me ajustei para pertencer porque pertença, quando exige mutilação, vira cárcere elegante. Aprendi isso do jeito mais cansativo: insistindo. E só agora entendo que insistir contra si é uma forma sofisticada de abandono.

Sou o que sou. Não por rebeldia, nem como defesa. Sou o que sou como quem finalmente pousa as armas no chão e senta. Há uma paz estranha nisso. Não a paz da acomodação, mas a paz de quem para de se ferir tentando ser outra coisa. Sustentar-se dá trabalho, mas lutar contra si cobra um preço alto demais.

Escolho, então, essa trégua radical comigo. Não para me tornar imutável, mas para mudar sem me violentar. Não para agradar, mas para existir com decência. Sou o que sou — e isso, hoje, não é sentença. É abrigo.

⁠O socialismo não é, nem nunca foi, um movimento de massas oprimidas, e sim de elitistas famintos por poder. Os pobres são apenas os fantoches do jogo.