Amiga Mensagem Ana Maria Braga
Com o olhar mais fundo
O sorriso mais simples
A fala mais doce
Voçê me conquistou
E me deixou
Em um tempo de ilusão
Sem apoio e sem amor
Quando eu te vi
Só pensei em ti
O meu mundo caiu
O meu sorriso apareceu
E tudo em minha volta
Se escureceu.
Te sentir foi um erro
Te beijar foi um crime
Gostar de ti foi a morte
Do sentimento tão bonito e simples
Dor
Fortes dores as que nos deixam sem fala são mudas vindas de sementes germinadas caídas de galhos altos quando açoitados pelo vento que em seu senso torto de direção quer jogar para longe todo desejo de felicidade, a semente cai, afunda no solo lamacento, na sombra do choro surdo da árvore que ainda sente dor na ranhura de seu tronco vergado, seu choro ecoa sem rumo levado pelo vento algoz que não sabe mas ali mesmo ao pé da grande mãe nasce o fruto do seu açoite, ontem dor, hoje luta, amanhã quem sabe...
É um peso leve mãe que eu gosto de carregar, para ti também,
para que quando nada mais existir, tu a faças reviver com a
imortalidade do teu amor. Impregnarás estas paredes com o calor
da tua ternura e as janelas serão os teus olhos sempre abertos para
mim e, quando nada mais houver, será o teu regaço, esta casa
onde eu pousarei a minha cabeça e viajarei ao interior de ti, donde
não mais regressarei. Será o teu colo, esta sorte!
Saidade de minha mãe
Hoje eu só queria estar ali, ouvindo a conversa sem nexo, sentido o cheirinho da fumaça do fogão a lenha e pensando em nada a não ser no aperto dos braços curtos e do afago carinhoso das mãos pequeninas de dedinhos tortos, hoje eu só queria o colo dela, hoje eu só precisava encostar a cabeça no seu ombro mãe e esquecer que cresci, esquecer de qualquer coisa ruim, esquecer de tudo até de mim...
"Eu era sua vida
A inspiração do teu viver
Era a sombra da sua luz
Que te fazia permanecer
Foram os momentos mais felizes
Que eu estava com você
Os momentos mais tristes
Foram os que eu deixei de te ver."
Sou invisível
Assim como a estrela que não brilha
Assim como a nuvem que não está no céu
Assim como eu e você
Assim como uma pequena folha de papel
Minha vida está distante
Vazia e cintilante
Queria ter você aqui comigo
Com seu olhar de diamante
Teu olhar és perturbador
Como a estrela mais distante
Mas quando estou a te olhar
Vejo apenas as coisas brilhantes
Oh não sejas assim
Não se afastes de mim
Quando a vontade chegar
Eu mesma vou me afastar
Olhando para ti
Como tu olhastes para mim
Meus pensamentos
Um amor correspondido
Porém,inadimitido
Um amor complicado
Ele é como um riacho
Não sei se está bem
Ou como está se sentindo
Mas queria também
Sempre ver seu lindo sorriso
Ele não gosta de seu sorriso
Mas é tudo tão lindo
Eu amo quando ele sorri
E me diz o que está pensando
Porque quando eu o vejo
Eu fico sempre tropeçando
Ás vezes faço algo errado
E peço desculpas
Ele fica bravo
Mas logo conversamos e isso muda
Não é para rimar
Mas sim um sentido esse poema tomar
Como rosas escuras
Que os espinhos não se podem retirar.
Queria um beijo seu
Mas estamos tão longe
Nossos corações se encontram
Em sentido á escuridão
Quando estamos juntos
A vida nos mostra um coração
Amo sua elegância
Seu jeito errado de escrever
Me trás desconfiança
Não quero que se sinta mal
Quero que fique ao meu lado
Para sempre
Quando estiver triste
Me deixe uma mensagem
Quando estiver feliz
Me envie flores
Assim como fazem os verdadeiros amores.
Você destrói meu coração
Me quebra por dentro
A minha vida
Ás vezes é refletida em um silêncio
Lágrimas caem
O amor cada vez mais vai embora
E o resto de mim se torna amargo como amora
A tristeza me corrompe
Mas não existe hora nem momento para acabar.
Quando acaba
Vou ler um livro
Quem sabe assim eu me sento
Me deito
Está feito!
Chorei um rio de lágrimas por você
Mas agora eu quero te ver
É errado?
Se sentir magoado
Se sentir ferido
Com o coração partido.
Vou te dizer a verdade
Me sinto perdido
Em um mundo de fantasias
Onde eu não queria ter existido
O CACHORRO DO MACHADO DE ASSIS
Como pode um cachorro ser destinatário de herança?
Juridicamente é impossível!
Na verdade, foi Rubião quem herdou, sob uma condição:
Cuidar do cachorro, que tinha o nome do dono,
Quincas Borba.
Aquele velho Quincas de Memórias Póstumas de
Brás Cubas.
O problema é que pessoas gananciosas
Logo trataram de tirar-lhe a herança.
Pobre Rubião!
Assim, restou-lhe apenas a loucura
E a companhia do velho amigo Quincas,
O cachorro.
Também, fizesse Rubião como Machado
Superado as dificuldades
E adquirido um legado com seus próprios méritos
Estaria entre os maiores gênios da
Literatura mundial.
Mas, voltando à estória do cachorro...
O que um cão deve fazer com tanto dinheiro?
Sei lá!
Pergunte ao Machado, que é imortal.
Porque o cachorro, já morreu.
SONETO DA SAUDADE
Sinto saudade do beijo
Mas, jamais beijei
Sinto saudade do abraço
Mas, jamais abracei
Sinto saudade do olhar
Ah! Esse sim eu olhei
Muitos abraços e beijos
Naqueles olhos eu encontrei
O beijo é doce, como o mel da cana
O abraço é quente, como o sol de verão
A saudade é fria, como a solidão
O olhar possui a imensidão do oceano
Abraços e beijos são o meu desejo
E a saudade? Continua fria, como a solidão.
SONHOS
Neste momento em que escrevo
Começo as minhas indagações
Se sou capaz de sonhar
E todos os sonhos realizar
Sob o efeito de tais pensamentos
Posso mesmo afirmar
Sou patriota e sonhadora
E o meu Brasil sei amar
Sou feliz por ter conhecido
Um certo Policarpo Quaresma
Que não teve medo de ousar
Mas, alguns sonhos, não pode realizar
Sonhou um dia
O nosso país transformar
Começando pela língua
E o nosso jeito de falar
Sugeriu ao presidente
O tupi-guarani oficializar
E como resposta
Mandaram-no internar
Como o personagem de Lima Barreto
Eu também quero mudar
A cara do nosso país
E este, “desamericanizar”
Quero a minha Nação
Com cara de Brasil
A nossa bandeira hasteada
E o grito de “ Pátria amada, mãe gentil!”
NOITE DE CHUVA
Quando a noite caiu
Em meu leito adormeci
Despertei com a chuva
E de desejos me enchi
Desejos naquela hora
Foi minha inspiração
A chuva incessante
Caía como canção
Em meu corpo nu
O cobertor dançava
Parecia uma valsa
Que em mim escorregava
De um lado para o outro
Virava sem parar
O sono foi embora
E os sonhos começaram a chegar
Sonhei que a Noite
Estava se aproximando
Recitando poesias
E em segundos me amando
Que tédio, despertei!
Era a hora chamando
O despertador era o indicativo
De que o plantão estava se aproximando.
SONETO DO BEIJA-FLOR E DA ROSA
O beija-flor e a rosa
Juntos foram passear
O beija-flor prometeu
A Rosa beijar
A Rosa não aceitou
Mas, com o tempo desabrochou
O beija-flor rondou, rondou...
E a rosa com o beijo concordou
O beija-flor marcou o voo
E neste não compareceu
A rosa esperou, esperou...
A rosa inconformada, convidou o beija-flor
Para um voo inesquecível
E neste, vários beijos lhe ofertou.
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