Amiga Mensagem Ana Maria Braga
Nesta minha maior idade,
muitas são as palavras que
expressaram e expressam
meus sentimentos e vivências.
E é nesta fase da minha que
descobri que não há nada mais
libertador que um sonoro "foda-se".
Deus te dá a vida, o mundo a oportunidade de evoluir, o mínimo que devemos dar em retribuição é a decência de sermos gratos!
NO BALANÇO DA VIDA
Carrego em meu peito
Lembranças que a
vida deixou pra mim
saudade cheirando a rosa
Amargo como boldo
Plantando em meu jardim *
Em meu ventre, a vida plantou,
Duas flores preciosas;
Duas verdadeiras Rosas,
Pelas quais, meu coração chora,
De saudade e amor sem fim.
Lembranças; quantas lembranças!
Nesse vai e vem da vida
numa lida
Que joga "pra lá e pra cá"
É um jogo perigoso,
Num balaço tenebroso
certas tempestades, tentam
Nos derrubar. *
Eu Sou teimosa e insistente, *
Embora não pareça, Eu nasci para vencer,
Não desisto facilmente,
Na minha vida, a fé, eu
Embalo com prazer!
Minha fé é meu guia; É luz na escuridão, *
É essa fé que me sustenta,
E das lembranças nessa vida,
Eu de todas, já mão;
Não quero carregar peso,
Que maltrata meu coração.
Évora (Cidade onde Nasci)
Évora! Cidade onde nasci
e onde minh'Alma pereceu.
Terra de palavras agudas
e olhos que culpam
onde meu Coração se perdeu.
Évora! Ruas negras, escuras, escusas
sem nada ... de calçadas incertas
e vozes caladas que tanto sentiram
o penar dos meus passos.
Terra de pedras e punhais,
de farpas e de foices
onde sinto ainda o peso da solidão!
E só à noite, quando os Credos recolhem
e os Ecos se calam...aí Sim!... Évora...
posso ver o teu olhar, o teu encanto,
o teu perfil!
Não era tua a voz que gritava,
eram as vozes das gentes,
empedernidas, austeras!
Ah Évora, como é bom ter-te na noite,
no silêncio do teu olhar, no sussurro das tuas águas,
no calor das tuas ruas, nas Brumas da tua Alma!
Oh Évora, encanto dos meus olhos
que embala os meus sentidos...caminho-te...
meu berço de Paz na quietude criança...
e se um dia partir, sei!
Levarei em meu regaço tua Alma,
teu jeito de Flôr Bela,
teu olhar de menina e moça
num mês de Abril!
De tanto esperar arrefeci:
Olhei em torno da Vida
e não te vi, senti que te perdi!
Corri, chorei, sofri ...
De tanto olhar ceguei:
Esperei perdido onde não sei
que o tempo parou em teu retrato
onde também eu parei.
De tanto Amar morri:
Chegaste, gritaste ... mas já não ouvi.
Era tarde! Estava longe, tão longe
que nem te vi ...
Ficou o beijo que me deste
e que trouxe em minha mão.
Talvez tivesse esperado mais
se conhecesse bem teu Coração!
Até aos 24 Anos -
Nasci póstumo!
Neto de Alguém…
Avô de mim mesmo…
Filho de Ninguém ...
E de onde vim?!
De parte incerta
- por certo! -
Vivi póstumo na Vida,
tão póstumo,
que da Vida me perdi ...
E o que de mim fiz?!
Alguém que longe,
de tão longe
chegou a Si!
Profunda sintonia,
estranha contradição...
Mui mal me senti ...
Aqui e ali ...
Sem Coração!
Aquém-de-mim !
Num Universo sem fim ...
Meu triste e pobre Universo!
Sem verso, nem reverso,
fui Poeta, Solidão, Fado e Asceta,
intima Espiral de profunda comunhão!
A Noite de Lord Byron -
Noite densa, obscura, um adeus,
esquecer-te para sempre, jamais,
que dor, sem ti - meu Deus -
não amarei nunca mais ...
Noite finda sem principio nem começo,
visses tu meu peito, desfeito eternamente
e voltarias sem demora! Saberias que pereço
e tornarias mansamente ...
Se cada fundo pensamento
que me assola nesta noite
pudesses conhecer levarias meu tormento ...
Mas ensurdeceste o Coração ...
... e deixaste que esta noite
me vestisse de solidão! Meu Amor ... em vão!
(Às Ultrarromânticas noites do Poeta Inglês Lord Byron e ao lado sombrio tão patente em seus versos)
Poemeta -
Quando eu nasci nada de novo aconteceu ...
Tudo compassado, inerte, tão igual!
Quando cheguei e vi - que vi eu? - nada! -
nada em especial, sò eu, de novo, chegado ...
Os vivos nao morreram, os mortos nao viveram,
nao houve chuvas nem vendavais ...
Foi tudo tão igual. E que destino será o meu? Pensei!
Até minha mae, àspera, disse:
"Já está! Nasceu!"
E eu que cheguei, lá fui, indo, solitário
ao Deus dará ...
Recado -
Não queiras definir a vida,
subjectiva, indefinivel
em secreta mutação ...
Fechada num sonho ou ilusão,
não dá fruto!
Não lhe peças demais!
O que lhe queres está em ti!
Tu que a transfiguras ...
O a mais é nada! São mortos!
Rua pobre que habita a Alma ...
Pobre rua que habita os corpos ...
Encontro Improvável -
O Fogo a Água e a Oportunidade
encontraram-se a um canto da Vida,
numa curva do Destino ...
A Oportunidade quis saber de onde vinham
o Fogo e a Água.
O Fogo afirmou vir das grandes guerras,
dos vulcões intensos, das quentes labaredas,
e até, da ponta de um fosforo!
A Água, por sua vez, respondeu, dizendo,
que vinha dos grandes mares,
dos curtos e longos rios, da chuva, e até,
da lágrima fria que escorre o rosto de toda a gente ...
E Tu Oportunidade?!! Perguntaram o Fogo e a Água.
Ela respondeu que também vinha de vários lugares.
Da Vida e do sucesso, de um Poeta, de uma Glória.
Contudo, uma diferença havia,
disse a Oportunidade, é que às vezes passo
e já não torno a passar ...
Palavras -
As palavras que disseste por momentos
em horas de alegria ao coração
são palavras diluídas pelo tempo
esquecidas num passado em dia vão.
São palavras, meu amor, são só palavras,
são palavras tão vazias de sentido
as lembranças, de um destino, tão amargas
num olhar, hoje vazio, tão ressequido.
Tão longe, meu amor, daqueles dias
estamos nós, os dois amantes, tão perdidos,
sei hoje que as palavras que dizias
são palavras de um destino proibido.
O que faço agora Amor à solidão
que ficou na madrugada dos sentidos
esperando no meu leito uma afeição
dos teus olhos pela vida sem sentido.
Tão Longe de Mim ...
Hoje a solidão é mais pesada
a Vida mais cansada e a sorte
tão longe de mim, tão longe!
Hoje a dor é mais agreste
e o Amor que prometeste, sem norte,
tão longe de mim, tão longe!
Hoje o dia é mais nocturno
meu lamento mais diurno, ser forte,
tão longe de mim, tão longe!
Hoje o Fado está cansado
nosso Amor abismo errado e a morte,
tão longe de mim, tão longe!
(Ao despertar das matinas assombradas ...)
Tenho Fome -
Tenho fome de Amor
minha fome sentida
tenho fome do sabor
do gosto da Vida!
Tenho fome da fome
do silêncio d'Agosto
minha fome consome
minh'Alma, meu corpo!
Tenho fome da morte
tenho fome do fado
tenho fome da sorte
de estar apaixonado!
Tenho a fome d'um morto
uma fome sem calma
minh'Alma sem corpo
que é fome sem Alma!
A vida é feita de janelas de oportunidades, agarre-as sempre que for possível, pois elas se fecham rapidamente.
Parece-me que a única maneira de ser útil é estender a mão a alguém involuntariamente e sem nunca saber o quão útil isso será.
Se amar é uma arte, pinte um quadro para mim,
Use tintas coloridas e um bocado de carmim,
Pois sendo o amor coisa rara,
É preciso demonstrar
Tirar do fundo do peito, para poder ilustrar
E sabendo que é infinito,
Pois ninguém pode acabar
Só o amor de uma mãe
É possível aquarelar.
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