Amiga Mensagem Ana Maria Braga

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Hoje... visitamos Parques Tematicos. Preenchemos, por ventura, lacunas sobre alguma informação que nos faltava. Matamos a curiosidade, apenas. Gracejamos, até, sobre civilizações e animais extintos.
No futuro... quem o fará, sobre nós?

Querem que eu perca a vontade de amar, meu maior sentimento é o amor, vou resistir ! Sem ele, não vou mais viver, por isso amarei até morrer!

Porque a vida nos leva para tão distante? Você nasce, vai crescendo e de repente vem aquele desejo de partir em busca de aventuras. E ficando para trás amigos e familiares você vai deixando ser conduzido pelo vento. Mas quando passa alguns anos o coração começa apertar o peito e você descobre que você não estava sendo conduzido pelo vento e sim enfrentando o vento em sentido contrário.
Ai você entende que o vento jamais quis te levar para longe das pessoas que amamos.
Boa noite!!

As flores são como as crianças. Fazemos de tudo para que cresçam lindas, perfeitas e cheias de vida.
Onde há amor, elas florescem. Onde há o toque suave, elas não se desmancham. Onde há o cuidado, a cor é vibrante.
Entender a necessidade de cada uma também é uma tarefa importante. Algumas precisam de mais sol, outras mais sombra. O vento pode desmanchar algumas, mas pode levar sementes boas para outros solos. A vida de uma flor depende de quem cuida. A vida de uma criança também.
As flores, as crianças, a vida, o amor. Para quem acredita no simples, saberá a importância do cuidar.

Sinturas

Eu ouço vozes, e existem
Ouço buzinas
Ouço as impaciências em passos largos e rápidos
Ouço respirações ofegantes..
Ouço sons estranhos,
serralherias, marcenarias...
Martelos, coisas que caem...
Ouço o som do pós-modernismo...
São celulares, computadores,
sinalizadores vários...

Ouço sinaliza/dores...
Tantos.
E sinto muito...
Sinto o vento tímido que me toca cansado de tanto concreto
Sinto-me presa em mim, sem conseguir me ouvir...
E sinto, dentre tantos ruídos, não ouvir sequer um coração bater...
Sinto muito.

Que efeito surpreendente faz a comida no nosso organismo! Eu que antes de comer via o céu, as árvores, as aves, tudo amarelo, depois que comi, tudo normalizou-se aos meus olhos.

A comida no estômago é como o combustível nas máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. O meu corpo deixou de pesar. Comecei a andar mais depressa. Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço. Comecei a sorrir como se estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.

Fui ficando triste. O mundo há de ser sempre assim: negro para aqui, negro, para ali. E Deus gosta mais dos brancos do que dos negros. Os brancos têm casas cobertas com telhas. Se Deus não gosta de nós, por que é que nos fez nascer?

Eu estava pagando o sapateiro e conversando com um preto que estava lendo um jornal. Ele estava revoltado com um guarda civil que espancou um preto e amarrou numa árvore. O guarda civil é branco. E há certos brancos que transforma preto em bode expiatório. Quem sabe se guarda civil ignora que já foi extinta a escravidão e ainda estamos no regime da chibata?

Quando eu não tinha nada o que comer, em vez de xingar, eu escrevia. Tem pessoas que, quando estão nervosas, xingam ou pensam na morte como solução. Eu escrevia o meu diário.

A felicidade são bons momentos que colhemos no jardim da vida. Continuarei a plantar meu jardim. Talvez um dia as flores de meu jardim hão de perfumar a vida de alguém.

Eu não te ordeno, te peço,
Não é querer, é desejo;
São estes meus votos - sim.
Nem outra cousa eu almejo.
E que mais posso eu querer?
Ver-te Camões, Dante ou Milton,
Ver-te poeta - e morrer.

Ela! minha estrela, viva e bela,
Que ameiga meu sofrer, minha aflição;
Que transmuda meu pranto em mago riso.
Que da terra me eleva ao paraíso...
Seu nome!... Oh! meus lábios não dirão!

Nas Praias do Cuman / Solidão


Aqui na solidão minh'alma dorme;
Que letargo profundo!... Se no leito,
A horas mortas me revolvo em dores,
Nem ela acorda, nem me alenta o peito.
No matutino albor a nívea garça
Lá vai tão branca doudejando errante;
E o vento geme merencório - além
Como chorosa, abandonada amante.

E lá se arqueia em ondulação fagueira
O brando leque do gentil palmar;
E lá nas ribas pedregosas, ermas,
De noite - a onda vem de dor chorar.

Mas, eu não choro, lhe escutando o choro;
Nem sinto a brisa, que na praia corre:
Neste marasmo, neste lento sono,
Não tenho pena; - mas, meu peito morre.

Que displicência! não desperta um'hora!
Já não tem sonhos, nem já sofre dor...
Quem poderia despertá-lo agora?
Somente um ai que revelasse - amor.

A imbecilidade nasce espontânea em terrenos secos que nunca viram um pingo de sensibilidade, nem um raio de inteligência.
É solo argiloso, empedernido. Pântano cheio de armadilhas. Areia movediça letal, ao centímetro de progressão. Pior do que todos os males acha-se, quase sempre, eloquente.

Como a chuva não cessasse de cair em caudais,
Tiras de tinta começaram a aparecer na fotografia
O tecto da chuva rompera o abrigo da sua alma
E o verde circulava a deriva rompendo as plantas.
Elvira deixara cair seus olhos de objectiva nas
Folhas verdes. Verificava que era sobre elas e como
Elas que sempre olhara a natureza. Ver o real
Em folhas era amá-lo ininterruptamente. Essa
Contiguidade acabara por compor uma rede
Que tinha tanto de próximo como de diferente,
E a chuva não era chuva, transparecia. Eis, pensou.
Por que chove na fotografia, por que chove
Em correntes sobre as folhas?

"Relacionamento abusivo e líquido, baseado no interesse por comida e abrigo"

FOI-SE AO MAR

Ainda agora, é constante,
pela luz do meu olhar
que juro ver por um instante
o meu amor que foi ao mar.

Foi-se ao mar e não voltou
foi-se embora sem razão
tanta mágoa em mim deixou
dor, silêncio e solidão.

E deixou sonhos vividos
outros tantos p'ra morrer
os meus olhos tão despidos
sem vontade de viver.

Dei-lhe a vida que me deram
dei-lhe o mundo d'onde eu venho
todos pensam, não souberam,
que lhe dei tudo quanto tenho.

Passei quase 2 mil dias me apaixonando por você, será que passarei esses dias ao reverso pra desapaixonar? 4 mil dias com você?

REAPAIXONAR-SE??!!

Se pra ficar ao lado de alguém é preciso "se reapaixonar", não axiste amor nem futuro em tal relacionamento.
Quando se ama não há necessidade de "reapaixonar".
O que faz necessário é caminhar lado a lado, entendimento, mesmo em meio a discussões. Companheirismo, chorar com o outro mesmo sem entender a dor.

Brigar sim, pois nem tudo é entendido.
Fazer as pases, não porque o outro precisa de você mas porque você precisa do outro, e demonstrar-lhe isso.
Cuidar, zelar, cuidar de novo, zelar de novo.

Paixão é coisa de momento.
Amor é muito mais que sentimento.
Amor não precisa de razão, motivo,
Não se concentra no que o outro pode dar, em momentos delirantes.

Não há definição para o amor.
Não tem que ser eterno, nem imortal.
Tem que ser pleno e crescente,
Não mais pelo calor de corpos se unindo, se entrelaçando,
Mas pelo simples toque de um coração no outro.
Pela simplicidade do encontro de uma alma com a outra.