Ameniza minha Dor
Quem não verte uma lágrima em transes de emoção e dor, foi forjado em ferro frio, ou então disfarça muito bem, por fora.
TRISTE QUIETUDE
As árvores cansadas da dor
Deixavam cair seus braços tão tristes
E o sol castigava as pedras do chão
Como ferro quente a marcar o gado,
Na tarde já morta de sede.
Só uns cabelos de oiro
Esvoaçavam loucos na brisa infernal...
Eram os teus procurando os meus,
Na triste quietude da tarde defunta.
Fugiram os pássaros e tudo o que é vida
Da vida que tem sangue nas veias.
Dolorosamente, em prantos de cinzas
As árvores tornaram-se pó
E os ramos partiram-se numa chuva
De mil pedaços queimados.
O sol escondeu-se amedrontado;
A tarde e a brisa quente
Feneceram de saudade.
Só ficaram os teus cabelos de oiro
Sempre à procura dos meus,
Revoltos na triste quietude...
Mas tudo tão inútil.
(Carlos de Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 27-08-2022)
I N V E N Ç Ã O
Fui eu que inventei o amor,
Mesmo sem saber se era dor
Aquele ardor que se sente
Logo que se pronuncia
A palavra amor.
Senti-lo, é bem pior
Do que praticá-lo?
Eu sei lá!
Só sei que o amor
É uma coisa
Que quase deixaram
De pronunciar
Com medo do bicho amor.
Afinal, não fui eu
Que inventei o amor
E jamais
O inventarei.
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 01-09-2022)
Dizem que a dor é tratável, mas o sofrimento não…
Se a dor é já sofrimento, trate-se os dois ao mesmo tempo, digo eu.
O Eu se permite viver quando para de insistir em relacionamentos que alimentam tristeza, dor e julgamento.
O Eu se permite viver quando entende que a superficialidade das relações cotidianas são fundamentais para a proteção da individualidade.
O Eu se permite viver quando deixa de fazer o que é certo e começa a fazer o que faz sentido.
O Eu se permite viver quando desiste de sonhos que não alimentam mais a expiração.
O Eu se permite viver quando abandona a idealização da riqueza material como o ápice da sua maior conquista pessoal.
O Eu se permite viver quando entende que o amor pessoal se constrói com autocuidado.
O Eu se permite viver quando entende que errar faz parte da construção da sabedoria de uma vida sem manual.
O Eu se permite viver quando entende que olhar para trás é tão relevante para o futuro quanto planejar o próximo passo.
O Eu se permite viver quando para de insistir em relacionamentos que alimentam tristeza, dor e julgamento.
O Eu se permite viver quando entende que a superficialidade das relações cotidianas são fundamentais para a proteção da individualidade.
Nos Laços do Amor
Me perco nós laços do amor
Teimoso ao encontrar a dor
Me jogo sem medo
Onde, o tarde se torna cedo
Invade a mente no sorriso
Transforma o dia lindo
Um dia, hei de me arrepender
Será tarde, terei que envelhecer
Talvez, seja salvo pela sorte
Difícil, isto é amor
Estaremos juntos até a morte
O Recomeçar
Um dia o mundo parou
Mundo que o mundo cansou
Pessoas levadas na dor
Perdendo quem deu seu amor
Doenças tirando a paz
Mostrando que assim não se faz
Mudar a razão e querer aprender
Pensar no irmão e sabendo viver
Uma história de amor
Foi embora essa dor
Tudo enfim passou
E um novo dia chegou
O recomeço é difícil mas vem
De mãos dadas juntos para o bem
Correndo livres para mudar a história
A paz vem junto com a nossa vitória
Um por todos para ficar na lembrança
Todos por um para nós dar esperança
Olhando em frente a vida voltou
O mundo ainda gira
E transformou quem eu sou
Travesseiro
Rolando na cama
com uma dor no coração
meu travesseiro não reclama
das lagrimas que sobre ele derrama
É no travesseiro que abafo meus gritos
que enxugo meu pranto
que confesso meus medos
descanso a cabeça pesada de lamentos
Ah! Meu amigo ouvinte
que escuta e não retruca
meu confidente
que não me julga
Bom seria encontrar alguém assim
que me ouvisse sem críticas
que acreditasse em mim
que nunca me desse às costas.
Trem
Não importa a dor contínua
Nem todo o caos a nossa volta
A vida vai em frente, e continua
E mais forte do que a morte
Segue como trem sem freios
A vida não para
Nem por nossas percas
Nem por nossas lagrimas
Morre a mãe, morre o pai
Morre a criança
A vida segue em frente
Passa como um trem sobre os trilhos
A vida segue numa ânsia infinita
Que às vezes a gente cansa
E quer pular desse trem
Que não para em nenhuma estação!
Está é a Rosa
Uma pequena flor
Tem espinhos
Que causam dor
Mas o seu aroma
É realmente reanimador
Ela é minha amiga Rosa
Pequena mulher
Grande guerreira,
É preciosa no meu jardim
Onde cultivo minhas amizades
A dor
Dor não se mede
Dor não se faz comparações
A dor maior, é de quem a sente
Seja vinda de emoções
seja de doença, ou ferimento
só quem sente sabe
O tamanho e intensidade
não minimize a dor alheia
cada um sente diferente
então simplesmente respeite!
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